São Gregório Magno
tradução automáticaA verdadeira oração consiste antes nos amargos gemidos do arrependimento do que na repetição de fórmulas estabelecidas de palavras.
São Gregório Magno · Mor. xxxiii. 23 · Mor. xxxiii. 23 · séc. VII
quinta-feira, 18 de junho · paramento verde
Mt 6, 7-15
Evangelho
Mt 6, 7-15
Ler o EvangelhoO texto do Evangelho abre em um site católico.
A verdadeira oração consiste antes nos amargos gemidos do arrependimento do que na repetição de fórmulas estabelecidas de palavras.
São Gregório Magno · Mor. xxxiii. 23 · Mor. xxxiii. 23 · séc. VII
Contudo, perseverar longamente na oração não é, como alguns pensam, o que aqui se entende por "usar muitas palavras". Pois uma coisa é o muito falar, outra é um fervor perseverante. Porque do próprio Senhor está escrito que perseverou uma noite inteira em oração, e orou longamente, dando-nos exemplo. Diz-se que os irmãos no Egito fazem orações frequentes, mas muito breves, e como que ejaculações apressadas, para que aquele fervor de espírito, que nos é sumamente proveitoso na oração, não seja violentamente interrompido por maior demora. Nisto mostram eles suficientemente que este fervor de espírito, assim como não se há de forçar quando não pode durar, assim também, se durou, não se há de violentamente interromper. Seja, pois, a oração sem muito falar, mas não sem muito suplicar, se este espírito fervoroso puder sustentar-se; pois muito falar na oração é usar, numa coisa necessária, mais palavras do que o necessário. Mas suplicar muito é importunar, com ardor perseverante, aquele a quem se dirige a nossa súplica; pois muitas vezes este negócio se realiza mais com gemidos do que com palavras, mais com lágrimas do que com a fala.
Santo Agostinho · Epist. · Epist., 130, 10 · séc. V
Pode-se ainda perguntar de que serve a oração, quer feita em palavras, quer em meditação das coisas, se Deus já sabe o que nos é necessário. A disposição da mente na oração acalma e purifica a alma, e a torna mais capaz de receber os dons divinos que nela são derramados. Pois Deus não nos ouve pela força prevalecente de nossas súplicas; Ele está a todo tempo pronto a dar-nos a sua luz, mas nós não estamos prontos a recebê-la, antes propensos a outras coisas. Há, pois, na oração uma conversão do corpo a Deus, e uma purgação do olho interior, enquanto se excluem aquelas coisas mundanas que desejávamos, para que o olho da mente, feito simples, possa suportar a luz simples, e nela permanecer com aquele gozo com que se aperfeiçoa a vida feliz.
Santo Agostinho · Serm. in Mont. · Serm. in Mont., ii, 3 · séc. V
Senhor, que a vossa Palavra, semeada hoje em nosso coração, dê fruto na vida. Pela voz dos santos Padres, conduzi-nos a viver o Evangelho. Amém.
Uma leitura breve, com a tradição viva da Igreja.
Inscrições por e-mail em breve.