Comentário patrístico

Jo 18, 12-14

Veja o que os Padres da Igreja escreveram sobre esta passagem.

Trechos

7

Revisados

0

Autores distintos

5

Matos Soares

12Então a coorte, o tribuno e os guardas dos Judeus prenderam Jesus e maniataram-no. 13Primeiramente levaram-no a casa de Anãs, por ser sogro de Caifás, que era o pontífice daquele ano. 14Caifás era aquele que tinha dado aos Judeus este conselho: "Convém que um só homem morra pelo povo."

Matos Soares · domínio público

Levar para o chatEntre na conta para conversar com os Padres a partir desta passagem.
Dossiês doutrinaisQuando uma passagem abre um tema maior, o próximo passo é seguir por um dossiê temático.

Comentários dos Padres

7

São Beda, o Venerável

1

A fim de que, enquanto nosso Senhor era condenado por seu colega, ele não ficasse sem culpa, embora seu crime fosse menor. Ou talvez sua casa estivesse no caminho, e eles fossem obrigados a passar por ela. Ou foi o desígnio da Providência que aqueles que eram aliados pelo sangue fossem associados na culpa. Que Caifás, porém, fosse sumo sacerdote naquele ano soa contrário à Lei, a qual ordenava que houvesse apenas um sumo sacerdote, e tornava o cargo hereditário. Mas o pontificado havia sido então abandonado a homens ambiciosos.

séc. VIII

tradução automática

Beato Alcuíno de Iorque

1

Josefo refere que este Caifás comprara o sumo sacerdócio para aquele ano. Não é de admirar, pois, que um ímpio sumo sacerdote julgasse iniquamente. Um homem que subiu ao sacerdócio por avareza conservar-se-ia nele pela injustiça.

séc. IX

tradução automática

Teofilacto de Ócrida

1

Feito tudo quanto podia para dissuadir os judeus, e eles recusando aceitar o aviso, permitiu-Se ser entregue nas suas mãos; então a coorte e o tribuno e os oficiais dos judeus prenderam Jesus.

séc. XII

tradução automática

São João Crisóstomo

2

Em exultação, para mostrar o que haviam feito, como se erguessem um troféu.

Chrysostomus in Ioannem · séc. V

tradução automática

Para que ninguém, porém, se perturbasse ao som das cadeias, recorda-lhes o Evangelista a profecia de que a sua morte seria a salvação do mundo: Ora, Caifás era o que dera conselho aos judeus, de que convinha que um homem morresse pelo povo. Tal é a força irresistível da verdade, que até os seus inimigos a ecoam.

séc. V

tradução automática

Santo Agostinho

2

Tomaram Aquele a quem não se achegaram; nem entenderam o que está escrito nos Salmos: «Chegai-vos a Ele, e sereis iluminados». Porque, se assim se tivessem chegado a Ele, tê-lo-iam tomado, não para O matar, mas para O ter em seus corações. Agora, porém, tomando-O como tomam, recuam. Segue-se: «e amarraram-nO», Aquele por quem deviam desejar ser desatados. E talvez houvesse entre eles alguns que, depois libertados por Ele, exclamaram: «Vós quebrastes as minhas cadeias». Mas, depois que amarraram Jesus, então aparece clarissimamente que Judas O traíra não por um bom, mas por um péssimo propósito: «E levaram-nO primeiramente a Anás».

Augustinus in Ioannem · séc. V

tradução automática

Por que fizeram assim, ele nos diz imediatamente depois: Pois era sogro de Caifás, que era o sumo sacerdote naquele mesmo ano. Mateus, para abreviar a narrativa, diz que Ele foi levado a Caifás; porque foi levado primeiro a Anás, por ser sogro de Caifás. De modo que devemos entender que Anás desejava fazer o papel de Caifás.

Augustinus in Ioannem · séc. V

tradução automática