Comentário patrístico

Jo 2, 23-25

Veja o que os Padres da Igreja escreveram sobre esta passagem.

Trechos

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Revisados

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Autores distintos

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Matos Soares

23Estando em Jerusalém pela festa da Páscoa, muitos creram no seu nome, vendo os milagres que fazia. 24Mas Jesus não se fiava neles, porque os conhecia a todos, 25e não necessitava de que lhe dessem testemunho de homem algum, pois sabia por si mesmo o que há em cada homem.

Matos Soares · domínio público

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Comentários dos Padres

8

São Beda, o Venerável

2

O Evangelista narrou acima o que nosso Senhor fez a caminho de Jerusalém; agora narra como os outros se portavam para com Ele em Jerusalém; Ora, estando Ele em Jerusalém na Páscoa, no dia da festa, muitos creram no Seu Nome, vendo os milagres que fazia.

séc. VIII

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Uma admoestação a nós para não confiarmos em nós mesmos, mas sempre ansiosos e desconfiados; sabendo que o que escapa ao nosso próprio conhecimento não pode escapar ao Juiz eterno.

séc. VIII

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Orígenes

2

Mas como foi que muitos creram n’Ele ao verem os Seus milagres? pois parece que Ele não realizou obras sobrenaturais em Jerusalém, a não ser que suponhamos que a Escritura as tenha omitido. Não pode, porém, o ato de fazer um açoite de pequenas cordas e expulsar a todos do templo ser considerado um milagre?

séc. III

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Ou foram aqueles que creram no seu nome, não nele, a quem Jesus não se confiava. Crem nele os que seguem o caminho estreito que leva à vida; creem no seu nome os que creem apenas nos milagres.

Origenes in Ioannem · séc. III

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Santo Agostinho

2

Que significa isto: «Muitos creram no seu nome, mas Jesus não se confiava a eles»? Acaso não criam nele, mas somente fingiam crer? Nesse caso o Evangelista não teria dito: «Muitos creram no seu nome». Maravilhoso e estranho é isto: que os homens confiem em Cristo, e Cristo não se confie aos homens; sobretudo considerando que Ele era o Filho de Deus, e padeceu voluntariamente, ou então não precisaria padecer de modo algum. Contudo, tais são todos os catecúmenos. Se dissermos a um catecúmeno: «Cres tu em Cristo?», responde: «Creio», e persigna-se. Se lhe perguntarmos: «Comes tu a carne do Filho do homem?», não sabe o que dizemos, porquanto Jesus não se confiou a ele.

Augustinus in Ioannem · séc. V

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O Artífice sabia melhor o que havia em Sua própria obra do que a obra sabia o que havia em si mesma. Pedro não sabia o que havia em si mesmo quando disse: Irei convosco até à morte; porém a resposta do nosso Senhor mostrou que Ele sabia o que havia no homem: Antes que o galo cante, três vezes Me negarás.

séc. V

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São João Crisóstomo

2

Foram discípulos mais sábios, porém, os que foram trazidos a Cristo não por seus milagres, mas por sua doutrina. Porque os mais obtusos são atraídos por milagres; os mais racionais são convencidos pela profecia ou pela doutrina. E por isso segue-se: Mas Jesus não se confiava a eles.

Chrysostomus in Ioannem · séc. V

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Ou significa que Ele não depositava confiança neles como discípulos perfeitos, e não lhes confiava todas as Suas doutrinas como se fossem irmãos de fé confirmada; pois não atendia às suas palavras exteriores, mas penetrava nos seus corações, e bem sabia quão efêmero era o seu zelo. Porque Ele conhecia todos os homens, e não necessitava de que alguém desse testemunho do homem, pois Ele sabia o que havia no homem. Conhecer o que há no coração do homem é poder exclusivo de Deus, que formou o coração. Ele não quer testemunhas que Lhe informem sobre a mente que Ele mesmo formou.

séc. V

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