Comentário patrístico

Jo 5, 30

Veja o que os Padres da Igreja escreveram sobre esta passagem.

Trechos

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Revisados

0

Autores distintos

2

Matos Soares

30Não posso de mim mesmo fazer coisa alguma. Julgo segundo o que ouço (de meu Pai), e o meu juízo é justo, porque não busco a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou.

Matos Soares · domínio público

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Comentários dos Padres

7

São João Crisóstomo

2

Isto é: nada que seja um afastamento, ou que seja dessemelhante ao que o Pai deseja, vereis feito por Mim; mas, como ouço, julgo. Mostra apenas que era impossível que Ele jamais desejasse algo senão o que o Pai desejava. Quando diz julgo, o sentido é: como se fora Meu Pai que julgasse.

Chrysostomus in Ioannem · séc. V

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Mostra que a vontade do Pai não é diferente da Sua própria, mas uma e a mesma, como fundamento de defesa. Nem vos espanteis se, sendo até então tido por não mais que um simples homem, Ele Se defende de modo algo humano, e mostra o seu juízo ser justo pelo mesmo fundamento que qualquer outra pessoa tomaria; a saber, que aquele que tem em vista os seus próprios fins pode incorrer em suspeita de injustiça, mas aquele que não os tem não pode.

séc. V

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Santo Agostinho

5

Estávamos prestes a perguntar a Cristo: Vós julgareis, e o Pai não julgará; não julgareis vós então segundo o Pai? Ele nos previne dizendo: Nada posso fazer de Mim mesmo.

Augustinus in Ioannem · séc. V

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Quando Ele falou da ressurreição da alma, não disse: Ouvi, mas: Vede. Ouvir implica um mandamento que procede do Pai. Ele fala como homem, que é inferior ao Pai.

Augustinus in Ioannem · séc. V

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«Conforme ouço, julgo» é dito ou com referência à sua subordinação humana, como Filho do homem, ou àquela natureza imutável e simples da Filiação derivada do Pai; na qual natureza ouvir e ver é idêntico a ser. Por onde, conforme ouve, julga. O Verbo é gerado uno com o Pai, e portanto julga segundo a verdade. Segue-se: *E o meu juízo é justo, porque não busco a minha vontade, mas a vontade do Pai que me enviou*. Isto tem por fim remeter-nos àquele homem que, buscando a sua própria vontade, e não a vontade d’Aquele que o fez, não se julgou a si mesmo justamente, mas teve contra si proferido um justo juízo. Ele não acreditou que, fazendo a sua vontade, e não a de Deus, morreria. Assim fez a sua vontade, e morreu; porque o juízo de Deus é justo, juízo este que o Filho de Deus executa, não buscando a sua própria vontade, i.e., a sua vontade enquanto Filho do homem. Não que Ele não tenha vontade ao julgar, mas a sua vontade não é própria em tal sentido, que seja diferente da do Pai.

Augustinus contra Arianos · séc. V

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Não busco, pois, a Minha própria vontade, isto é, a vontade do Filho do homem em oposição a Deus; porque os homens fazem a sua própria vontade, e não a de Deus, quando, para fazerem o que desejam, violam os mandamentos de Deus. Mas quando fazem o que desejam, de modo a seguirem ao mesmo tempo a vontade de Deus, não fazem a sua própria vontade. Ou: Não busco a Minha própria vontade, isto é, porque não sou de Mim mesmo, mas do Pai.

Augustinus in Ioannem · séc. V

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O Filho Unigênito diz: Eu não busco a minha própria vontade; e no entanto os homens desejam fazer a sua própria vontade. Façamos a vontade do Pai, de Cristo e do Espírito Santo; pois estes têm uma só vontade, poder e majestade.

Augustinus in Ioannem · séc. V

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Jo 5, 30 — os Padres da Igreja · AUREA