Comentário patrístico

Lc 22, 1-2

Veja o que os Padres da Igreja escreveram sobre esta passagem.

Trechos

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Revisados

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Autores distintos

3

Matos Soares

1Aproximava-se a festa dos ázimos, chamada Páscoa. 2Os príncipes dos sacerdotes e os escribas procuravam modo de matar Jesus; porém temiam o povo.

Matos Soares · domínio público

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Comentários dos Padres

5

Glossa Ordinária

1

Cuja Paixão o Evangelista, estando prestes a relatar, introduz-lhe a figura, dizendo: Ora, aproximava-se a festa dos pães ázimos, que se chama a Páscoa.

Glossa

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São João Crisóstomo

2

As ações dos judeus eram uma sombra das nossas. Por conseguinte, se a um judeu perguntardes acerca da Páscoa e da festa dos pães asmos, ele vos dirá coisa alguma de momentoso, mencionando a libertação do Egito; ao passo que se alguém indagar de mim, não ouvirá de Egito ou Faraó, mas da libertação do pecado e das trevas de Satanás, não por Moisés, mas pelo Filho de Deus;

séc. V

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. Os Sumos Sacerdotes empreenderam o seu feito ímpio na festa, como se segue: E os Sumos Sacerdotes e Escribas, &c. Moisés ordenou um só Sacerdote, com cuja morte outro devia ser nomeado. Mas naquele tempo, quando os costumes judaicos começaram a decair, muitos eram feitos cada ano. Estes, então, desejando matar Jesus, não temem a Deus, como se o tempo santo não devesse agravar a mancha do seu pecado, mas em toda parte temem os homens. Por isso se segue: Porque temiam o povo.

séc. V

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São Beda, o Venerável

2

Ora, a Páscoa, que em hebraico se chama «Phase», não é assim chamada pela Paixão, mas pela passagem, porque o anjo destruidor, vendo o sangue nas portas dos israelitas, passou por alto sobre eles e não tocou nos seus primogênitos. Ou o próprio Senhor, prestando auxílio ao seu povo, passou por cima deles. Mas nisto há diferença entre a Páscoa e a festa dos ázimos: que pela Páscoa se entende aquele dia somente em que o cordeiro foi imolado à tarde, isto é, no décimo quarto dia do primeiro mês; mas no décimo quinto, quando os israelitas saíram do Egito, seguia-se a festa dos ázimos por sete dias, até ao vigésimo primeiro do mesmo mês. Por isso os escritores do Evangelho tomam um pelo outro indiferentemente. Como aqui se diz: O dia dos ázimos, que se chama a Páscoa. Mas por mistério se significa que Cristo, tendo padecido uma vez por nós, nos mandou, por todo o tempo deste mundo, que se passa em sete dias, viver nos ázimos da sinceridade e da verdade.

séc. VIII

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Não que temessem a sedição, mas temiam que, por interferência do povo, Ele lhes fosse tirado das mãos. E estas coisas Mateus relata terem acontecido dois dias antes da Páscoa, quando estavam reunidos no salão do julgamento de Caifás.

séc. VIII

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