Comentário patrístico

Lc 22, 21-23

Veja o que os Padres da Igreja escreveram sobre esta passagem.

Trechos

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Revisados

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Autores distintos

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Matos Soares

21Entretanto, eis que a mão de quem me há-de entregar está à mesa comigo. 22Na verdade, o Filho do homem vai, segundo o que está decretado, mas, ai daquele homem, por quem será entregue!" 23Eles começaram a perguntar entre si qual deles seria o que haveria de fazer tal coisa.

Matos Soares · domínio público

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Comentários dos Padres

7

São Basílio Magno

1

Porque assim como nas enfermidades corporais há muitas das quais os que as padecem não têm consciência, mas antes depositam fé no parecer dos seus médicos do que confiam na sua própria insensibilidade; assim também nas enfermidades da alma, ainda que um homem não tenha consciência de pecado em si mesmo, todavia deve confiar naqueles que são capazes de ter maior conhecimento dos seus próprios pecados.

séc. IV

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Santo Agostinho

1

Quando nosso Senhor deu o cálice a Seus discípulos, tornou a falar de Seu traidor, dizendo: Mas eis que a mão do que me trai, etc.

Augustinus de Cons. Evang · séc. V

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Teofilacto de Ócrida

1

E isto disse Ele não só para mostrar que sabia todas as coisas, mas também para declarar-nos a Sua própria bondade especial, em que não deixou nada por fazer daquelas coisas que Lhe pertenciam fazer; (porque nos dá um exemplo, que até o fim devêssemos estar empregados em recuperar pecadores;) e além disso para assinalar a baixeza do traidor que não se envergonhou de ser Seu hóspede.

séc. XII

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São João Crisóstomo

2

Contudo, embora participasse do mistério, não foi convertido. Antes, a sua maldade se torna ainda mais terrível, tanto porque sob a poluição de tal desígnio ele veio ao mistério, como porque, vindo, não se tornou melhor, nem pelo temor, nem pela gratidão, nem pelo respeito.

séc. V

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Porque então Judas, nas coisas que dele estão escritas, agiu com um mau propósito, a fim de que ninguém o julgasse inocente, como sendo o ministro da economia. Cristo acrescenta: Ai daquele homem por quem é traído.

séc. V

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São Beda, o Venerável

2

E contudo Nosso Senhor não o aponta especialmente, para que, sendo tão claramente descoberto, não se torne ainda mais desavergonhado. Mas lança a acusação sobre todos os doze, para que o culpado se converta ao arrependimento. Proclama também o seu castigo, para que aquele homem, sobre quem a vergonha não havia prevalecido, pela sentença pronunciada contra ele, seja levado à emenda. Por isso se segue: E na verdade o Filho do homem vai, &c.

séc. VIII

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Mas ai também daquele homem que, vindo indignamente à Mesa do Senhor, a exemplo de Judas, entrega o Filho, não na verdade aos judeus, mas aos pecadores, isto é, aos seus próprios membros pecaminosos. Embora os onze Apóstolos soubessem que não meditavam nada contra seu Senhor, contudo, porque confiavam mais em seu Mestre do que em si mesmos, temendo suas próprias fraquezas, perguntam acerca de um pecado do qual não tinham consciência.

séc. VIII

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