Matos Soares
13Pilatos, tendo chamado os príncipes dos sacerdotes, os magistrados e o povo, 14disse-lhes: "Vós apresentaste-me este homem como amotinador do povo; ora, interrogando-o eu diante de vós, não encontrei nele culpa alguma daquelas de que o acusais. 15Nem Herodes tão-pouco, porque no-lo remeteu. Nada lhe foi encontrado que mereça morte. 16Por isso soltá-lo-ei depois de castigado." 17(Ora Pilatos era obrigado a soltar-lhes, pela festa (da Páscoa), um preso.) 18Mas todo o povo exclamou a uma voz, dizendo : "Faz morrer este, e solta-nos Barrabás; 19o qual tinha sido preso por causa de uma sedição levantada na cidade, e por homicidio. 20Pilatos, que desejava livrar Jesus, falou-lhes de novo. 21Eles, porém, tornaram a gritar: "Crucifica-o, crucifica-o!" 22Ele disse-lhes terceira vez: "Mas, que mal fez ele? Não encontro nele causa alguma de morte; castigá-lo-ei, pois, e o soltarei." 23Eles, porém, insistiam em altos gritos que fosse crucificado ; e os seus clamores iam crescendo. 24Pilatos, pois, decretou que se executasse o que eles pediam. 25Soltou-lhes aquele que tinha sido preso por causa de sedição e de homicídio, como eles reclamavam; e abandonou Jesus ao arbítrio deles.
Matos Soares · domínio público