São Basílio Magno
2Ora, é manifesto que a regra da abstinência é necessária, porque o Apóstolo a menciona entre os frutos do Espírito. Pois a sujeição do corpo não se obtém por nada tanto como pela abstinência, pela qual, como que por um freio, nos convém refrear o fervor da juventude. A abstinência, portanto, é a mortificação do pecado, a extirpação das paixões, o princípio da vida espiritual, embotando em si mesma o aguilhão das tentações. Mas para que não haja qualquer concordância com os inimigos de Deus, devemos aceitar tudo conforme a ocasião exige, para mostrar que, para os puros, todas as coisas são puras, vindo, na verdade, às necessidades da vida, mas abstendo-nos inteiramente daquelas que conduzem ao prazer. Contudo, visto que não é possível que todos guardem as mesmas horas, ou o mesmo modo, ou a mesma proporção, haja, todavia, um só propósito: nunca esperar estar saciado, porque a plenitude do ventre torna o próprio corpo inapto para suas funções próprias, sonolento e inclinado ao que é nocivo.
séc. IV
tradução automáticaEnquanto o Senhor repreende os que agora riem, é manifesto que jamais haverá casa de riso para os fiéis, sobretudo sendo tão grande a multidão dos que morrem em pecado, pelos quais devemos chorar. O riso excessivo é sinal de falta de moderação e movimento de um espírito desenfreado; mas exprimir sempre os sentimentos do coração com uma suavidade de semblante não é inconveniente.
séc. IV
tradução automática