Comentário patrístico

Mc 13, 3-8

Veja o que os Padres da Igreja escreveram sobre esta passagem.

Trechos

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Revisados

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Autores distintos

3

Matos Soares

3Estando sentado sobre o monte das Oliveiras, defronte do templo, interrogaram-no aparte Pedro, Tiago, João e André: 4"Diz-nos quando sucederão estas coisas, e que sinal haverá, quando tudo isto estiver para se cumprir?" 5Então Jesus começou a dizer-lhes : "Vede que ninguém vos engane. 6Muitos virão em meu nome, dizendo; Sou eu; e enganarão muitos. 7Quando ouvirdes falar de guerras e de rumores de guerras, não temais; porque importa que estas coisas aconteçam; mas não será ainda o fim. 8Levantar-se-á nação contra nação, reino contra reino. Haverá terremotos em diversas partes, e fomes. Estas coisas serão o princípio das dores.

Matos Soares · domínio público

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Comentários dos Padres

6

Santo Agostinho

1

Em resposta aos discípulos, o Senhor lhes anuncia as coisas que desde então haviam de ter o seu curso; quer se refira à destruição de Jerusalém, que ocasionara a sua pergunta, quer à Sua própria vinda por meio da Igreja (na qual Ele sempre vem até o fim, pois sabemos que Ele vem nos Seus, quando Seus membros nascem dia após dia), quer ao próprio fim, no qual Ele aparecerá para julgar os vivos e os mortos.

Epist. · Epist., cxcix, 9 · séc. V

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Teofilacto de Ócrida

2

Mas antes de responder à sua pergunta, fortalece-lhes as almas para que não sejam enganados. Por isso se segue: «E Jesus, respondendo-lhes, começou a dizer: Vede que ninguém vos engane.» E isto diz Ele, porque quando começaram os sofrimentos dos judeus, alguns se levantaram professando ser mestres. Por isso se segue: «Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos.»

séc. XII

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Isto é, os romanos contra os judeus, o que Josefo relata ter acontecido antes da destruição de Jerusalém. Pois quando os judeus se recusaram a pagar tributo, os romanos se levantaram irados; mas porque naquele tempo eram misericordiosos, tomaram seus despojos, mas não destruíram Jerusalém. O que se segue mostra que Deus combatia contra os judeus, pois está dito: "E haverá terremotos em diversos lugares, e haverá fomes."

séc. XII

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São Beda, o Venerável

3

Porque o Senhor, quando alguns louvavam os edifícios do templo, respondera claramente que tudo aquilo havia de ser destruído, os discípulos perguntaram em particular acerca do tempo e dos sinais da destruição predita. Pelo que se diz: «E, estando Ele sentado sobre o monte das Oliveiras, defronte do templo, Pedro, Tiago, João e André perguntaram-lhe em particular: Dize-nos quando sucederão estas coisas? e que sinal haverá quando todas estas coisas se houverem de cumprir?» O Senhor senta-se sobre o monte das Oliveiras, defronte do templo, quando discorre sobre a ruína e destruição do templo, para que até a sua posição corporal esteja de acordo com as palavras que profere, mostrando misticamente que, permanecendo em paz com os santos, aborrece o furor dos soberbos. Porque o monte das Oliveiras significa a frutuosa sublimidade da Santa Igreja.

séc. VIII

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Muitos, com efeito, se levantaram, quando a destruição pendia sobre Jerusalém, dizendo que eram Cristos, e que o tempo da liberdade já se aproximava. Muitos mestres de heresia também surgiram na Igreja, ainda no tempo dos Apóstolos; e muitos anticristos vieram em nome de Cristo, o primeiro dos quais foi Simão Mago, a quem os samaritanos, como lemos nos Atos dos Apóstolos, ouviam, dizendo: «Este é a grande virtude de Deus» (At 8,10). Por isso também se acrescenta aqui: «E enganarão a muitos». Ora, desde o tempo da Paixão do Senhor não cessou entre o povo judeu, que escolheu o salteador sedicioso e rejeitou a Cristo Salvador, ou guerras externas ou discórdias civis. Por isso se segue: «E quando ouvirdes guerras e rumores de guerras, não vos perturbéis». E quando estas coisas sucederem, os Apóstolos são advertidos a não temer, nem a deixar Jerusalém e a Judeia, porque o fim não havia de vir logo, antes seria adiado por quarenta anos. E é isto o que se acrescenta: «Porque é necessário que isto aconteça, mas ainda não será o fim», isto é, a desolação da província, e a última destruição da cidade e do templo. Prossegue: «Porque se levantará nação contra nação, e reino contra reino».

séc. VIII

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Ora, consta que isto se cumpriu literalmente no tempo da rebelião dos judeus. Mas «reino contra reino», a pestilência daqueles cuja palavra se espalha como gangrena, a escassez da palavra de Deus, a comoção de toda a terra e a separação da verdadeira fé, antes podem ser entendidos todos como referentes aos hereges que, combatendo uns contra os outros, causam o triunfo da Igreja.

séc. VIII

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Mc 13, 3-8 — os Padres da Igreja · AUREA