Matos Soares
1Chegaram à outra banda do mar, ao território dos gerasenos. 2Ao sair Jesus da barca, foi logo ter com ele, saindo dos sepulcros, um homem possesso de um espírito imundo. 3Tinha o seu domicílio nos sepulcros, e nem com cadeias o podia alguém ter preso. 4Tendo sido atado por muitas vezes com grilhões e com cadeias, tinha quebrado as cadeias e despedaçado os grilhões, e ninguém o podia domar. 5E sempre, dia e noite, andava pelos sepulcros e pelos montes, gritando e ferindo-se com pedras. 6Vendo, porém, a Jesus de longe, correu e prostrou-se diante dele, 7e clamou em alta voz: "Que tens tu comigo, Jesus, Filho de Deus Altíssimo? Eu te conjuro por Deus que me não atormentes." 8Porque Jesus dizia-lhe : "Espírito imundo sai desse homem." 9Depois perguntou-lhe: "Que nome é o teu?" Ele respondeu: "O meu nome é Legião, porque somos muitos." 10E suplicava-lhe instantemente que o não expulsasse daquele pais. 11Andava ali pastando ao redor do monte uma grande vara de porcos. 12Os espíritos imundos suplicaram-lhe : "Manda-nos para os porcos, para nos metermos neles." 13Jesus deu-lhes essa permissão. Então os espíritos imundos saíram e entraram nos porcos, e a vara, que era de cerca de dois mil, precipitou-se por um despinhadeiro no mar, onde se afogaram. 14Os que andavam apascentando fugiram e foram espalhar a noticia pela cidade e pelos campos. E o povo foi ver o que tinha sucedido. 15Foram ter com Jesus, e viram o que tinha sido vexado do demônio sentado, vestido e são do juízo, ele, que tinha estado possesso de uma legião inteira; e tiveram medo. 16Os que tinham visto contaram-lhes o que tinha acontecido ao endemoninhado e aos porcos. 17Então começaram a rogar a Jesus que se retirasse do território deles. 18Quando Jesus subia para a barca, começou o que fora vexado do demônio a pedir-lhe que lhe permitisse acompanhá-lo. 19Mas Jesus não o permitiu, antes lhe disse: "Vai para tua casa, para os teus, e anuncia-lhes quão grandes coisas o Senhor te fez, e como teve piedade de ti." 20Ele retirou-se e começou a publicar pela Decápole quão grandes coisas lhe linha feito Jesus; e todos se admiravam.
Matos Soares · domínio público