Todos os Padres sobre esta passagem

Mt 23, 27-28

São Gregório Magno

1

Porém, diante do seu severo Juiz, não poderão invocar a ignorância como desculpa, pois, ao assumirem perante os homens toda a aparência de santidade, testemunham contra si mesmos que não ignoram como viver bem.

Mor. · Mor., xxvi, 32 · séc. VII

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Orígenes

2

Assim como acima foram chamados «cheios de extorsão e de intemperança», assim aqui são «cheios de hipocrisia e de iniquidade», e são comparados a ossos de mortos e a toda sorte de imundícia.

séc. III

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Pois toda justiça fingida é morta, porquanto não é praticada por amor de Deus; antes, de modo nenhum é justiça, assim como um morto não é homem, nem um ator que representa algum personagem é o homem que representa. Há, portanto, dentro deles tanto de ossos e de imundícia, quanto são os bens que eles perversamente fingem possuir. E parecem justos exteriormente, não aos olhos daqueles a quem a Escritura chama «deuses», mas somente aos daqueles que «morrem como homens». [Sl 82,6]

séc. III

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São João Crisóstomo

2

Com razão se diz que os corpos dos justos são templos, porque no corpo do justo a alma tem o domínio, como Deus no seu templo; ou porque o próprio Deus habita nos corpos dos justos. Mas os corpos dos pecadores são chamados sepulcros dos mortos, porque a alma do pecador está morta no seu corpo; pois aquilo que não pratica nenhum ato espiritual ou vivo não pode ser considerado como vivo.

Opus Imperfectum in Matthaeum · séc. V

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Mas dize, ó hipócrita, se é bom ser mau, por que não desejas parecer aquilo que desejas ser? Pois aquilo que é vergonhoso parecer, mais vergonhoso é sê-lo; e aquilo que é belo parecer, mais belo é sê-lo. Sê, portanto, o que pareces, ou parece o que és.

Opus Imperfectum in Matthaeum · séc. V

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São Jerônimo

1

Os sepulcros são caiados de cal por fora, e decorados com mármore pintado a ouro e diversas cores, mas por dentro estão cheios de ossos de mortos. Assim os doutores perversos, que ensinam uma coisa e fazem outra, afetam pureza no traje e humildade no falar, mas por dentro estão cheios de toda impureza, cobiça e luxúria.

séc. V

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