Comentário patrístico

Mt 3, 5-6

Veja o que os Padres da Igreja escreveram sobre esta passagem.

Trechos

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Revisados

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Autores distintos

4

Matos Soares

5Então iam ter com ele Jerusalém e toda a Judeia e toda a região do Jordão; 6e eram baptizados por ele no rio Jordão, confessando os seus pecados.

Matos Soares · domínio público

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Comentários dos Padres

6

Glossa Ordinária

1

Este batismo era apenas um precursor daquele que havia de vir, e não perdoava os pecados. [nota do editor: Tertuliano (do Batismo, 10. 11) S. Jerônimo (contra Luciferianos, 7) S. Gregório Magno (Hom. no Evang. vii. 3) Teofilacto em Marcos, cap. i. S. Agostinho (do Batismo contra os Donatistas, v. 10) consideraram que o batismo de João dava uma espécie de remissão suspensiva ou implícita, a realizar-se na Expiação; e S. Cirilo de Jerusalém, Cat. iii. 7-9. S. Gregório de Nissa, no Elogio de Basílio, t. 3, p. 482. vide Dr. Pusey sobre o Batismo, 2.ª ed., pp. 242-271]

Glossa Interlinearis · interlin

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Beato Rabano Mauro

1

Com razão se diz que aqueles que hão de ser batizados saem ao encontro do Profeta; pois, a menos que alguém se aparte do pecado e renuncie à pompa do Diabo e às tentações do mundo, não pode receber um batismo salutar. Com razão também no Jordão, que significa a sua descida, porque desceram da soberba da vida à humildade de uma confissão sincera. Assim, desde o princípio, foi dado exemplo àqueles que hão de ser batizados de confessar os seus pecados e professar a emenda.

séc. IX

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São João Crisóstomo

3

Pois era admirável ver tanta fortaleza num corpo humano; e isto era o que mais atraía os judeus, vendo nele o grande Elias. Contribuía também para enchê-los de pasmo o fato de que a graça da profecia havia muito cessara entre eles, e agora parecia ter finalmente revivido. Além disso, o modo da sua pregação, diverso do dos antigos profetas, causava grande efeito; pois já não ouviam coisas como as que estavam acostumados a ouvir, tais como guerras e conquistas do rei da Babilônia ou da Pérsia, mas sim do Céu e do Reino que lá está, e do castigo do inferno.

séc. V

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Tendo descrito a pregação de João, prossegue dizendo: «Saía a ele», porque a sua vida austera pregava ainda mais alto no deserto do que a voz do seu clamor.

Opus Imperfectum in Matthaeum · séc. V

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Comparado com a santidade de João, quem há que se possa julgar justo? Assim como um vestido branco, colocado junto à neve, pareceria sujo pelo contraste, assim, comparado com João, todo homem pareceria impuro; por isso confessavam os seus pecados. A confissão do pecado é o testemunho de uma consciência que teme a Deus. E o temor perfeito tira toda a vergonha. Mas vê-se a vergonha da confissão onde não há temor do juízo vindouro. Porquanto a própria vergonha é um grave castigo, Deus nos manda, portanto, confessar os nossos pecados, para que soframos esta vergonha como castigo; porque isso mesmo é uma parte do juízo.

Opus Imperfectum in Matthaeum · séc. V

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Remígio de Auxerre

1

O batismo de João trazia uma figura dos catecúmenos. Assim como as crianças são apenas catequizadas para se tornarem aptas ao sacramento do Batismo, assim João batizava, para que aqueles que assim eram batizados pudessem depois, por uma vida santa, tornar-se dignos de chegar ao batismo de Cristo. Batizou no Jordão, para que a porta do Reino dos Céus fosse ali aberta, onde uma entrada fora dada aos filhos de Israel no reino terreno da promessa.

séc. X

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Mt 3, 5-6 — os Padres da Igreja · AUREA