Referência

1Cor 10, 32

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Matos Soares

32Não sejais motivo de escândalo, nem para os Judeus, nem para os Gregos, nem para a Igreja de Deus,

Matos Soares · domínio público

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Nenhum comentário direto traduzido para este versículo. A Catena Aurea comenta diretamente os quatro Evangelhos; em outros livros, procure principalmente em citações internas.

Citações internas

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Trechos em que este versículo aparece citado dentro de outro argumento patrístico.

Santo Thomas Aquinas

Objeção 1: Parece que a confissão de fé não é necessária para a salvação. Porque, ao que parece, uma coisa é suficiente para a salvação se é meio de atingir o fim da virtude. Ora, o fim próprio da fé é a união da mente humana com a verdade divina, e isto pode realizar-se sem nenhuma confissão exterior. Logo, a confissão de fé não é necessária para a salvação. Objeção 2: Ademais, pela confissão exterior da fé, o homem revela a sua fé a outro homem. Mas isto é desnecessário, exceto para aqueles que devem instruir outros na fé. Logo, parece que os simples não estão obrigados a confessar a fé. Objeção 3: Além disso, tudo o que pode escandalizar e perturbar os outros não é necessário para a salvação, pois o Apóstolo diz (1Cor 10,32): «Não deis escândalo nem aos judeus, nem aos gentios, nem à Igreja de Deus.» Ora, a confissão da fé, por vezes, causa perturbação entre os infiéis. Logo, não é necessária para a salvação. Ao contrário, o Apóstolo diz (Rm 10,10): «Porque com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação.» Respondo que, as coisas que são necessárias para a salvação caem sob os preceitos da lei divina. Ora, como a confissão de fé é algo afirmativo, só pode cair sob um preceito afirmativo. Por conseguinte, a sua necessidade para a salvação depende de como cai sob um preceito afirmativo da lei divina. Ora, os preceitos afirmativos, como se disse acima (I-II, q. 71, a. 5, ad 3; I-II, q. 88, a. 1, ad 2), não obrigam sempre, embora sejam sempre obrigantes; mas obrigam quanto ao lugar e ao tempo, segundo as outras circunstâncias devidas, em relação às quais os atos humanos devem ser regulados para serem atos de virtude. Assim, pois, não é necessário para a salvação confessar a fé em todo tempo e em todo lugar, mas em certos lugares e certos tempos, quando, a saber, por omiti-lo, privássemos a Deus da honra devida, ou ao próximo de um serviço que lhe devemos prestar: por exemplo, se um homem, sendo interrogado sobre a sua fé, permanecesse calado, de modo a fazer crer que está sem fé, ou que a fé é falsa, ou a afastar outros da fé; pois em tais casos, a confissão de fé é necessária para a salvação. Resposta à objeção 1: O fim da fé, como também das outras virtudes, deve ser referido ao fim da caridade, que é o amor de Deus e do próximo. Por conseguinte, quando a honra de Deus e o bem do próximo o exigem, o homem não deve contentar-se com estar unido pela fé à verdade divina, mas deve confessar a sua fé exteriormente. Resposta à objeção 2: Em caso de necessidade, quando a fé está em perigo, cada um está obrigado a proclamar a sua fé aos outros, seja para dar bom exemplo e encorajar os demais fiéis, seja para refrear os ataques dos infiéis; mas em outros tempos, não é dever de todos os fiéis instruir outros na fé. Resposta à objeção 3: Não há nada de louvável em fazer uma confissão pública da fé, se isso causa perturbação entre os infiéis, sem nenhum proveito para a fé ou para os fiéis. Por isso, Nosso Senhor disse (Mt 7,6): «Não deis o santo aos cães, nem lanceis vossas pérolas diante dos porcos, para que não suceda que, voltando-se, vos despedacem.» Contudo, se há esperança de proveito para a fé, ou se há urgência, o homem deve desconsiderar a perturbação dos infiéis e confessar a sua fé publicamente. Donde está escrito (Mt 15,12) que, quando os discípulos disseram a Nosso Senhor que «os fariseus, ouvindo esta palavra, se escandalizaram», Ele respondeu: «Deixai-os: são cegos e guias de cegos.»

Summa Theologiae — Second Part of the Second Part · Article. 2 - Whether confession of faith is necessary for salvation? · séc. XIII

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