Referência

1Cor 13, 5

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Matos Soares

5não é ambiciosa, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não guarda ressentimento pelo mal sofrido;

Matos Soares · domínio público

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Nenhum comentário direto traduzido para este versículo. A Catena Aurea comenta diretamente os quatro Evangelhos; em outros livros, procure principalmente em citações internas.

Citações internas

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Trechos em que este versículo aparece citado dentro de outro argumento patrístico.

Santo Thomas Aquinas

Excerto de Tomás de Aquino, Summa Theologiae — Segunda Parte da Segunda Parte, Artigo 4 — Se, por caridade, o homem deve amar a si mesmo mais do que ao próximo? Objeção 1: Parece que o homem não deve, por caridade, amar a si mesmo mais do que ao próximo. Pois o objeto principal da caridade é Deus, como foi dito acima (A[2]; Q[25], AA[1],12). Ora, às vezes o nosso próximo está mais intimamente unido a Deus do que nós mesmos. Logo, devemos amar a tal pessoa mais do que a nós mesmos. Objeção 2: Ademais, quanto mais amamos uma pessoa, mais evitamos prejudicá-la. Ora, o homem, por caridade, submete-se a dano por causa do próximo, segundo Provérbios 12,26: "Aquele que despreza uma perda por causa de um amigo é justo." Logo, o homem deve, por caridade, amar o seu próximo mais do que a si mesmo. Objeção 3: Ademais, está escrito (1 Coríntios 13,5): "a caridade não busca o que é seu." Ora, a coisa que mais amamos é aquela cujo bem mais buscamos. Logo, o homem não ama, por caridade, a si mesmo mais do que ao próximo. Em contrário, está escrito (Levítico 19,18; Mateus 22,39): "Amarás o teu próximo (Lv 19,18: 'amigo') como a ti mesmo." Donde parece seguir-se que o amor do homem por si mesmo é o modelo do seu amor pelo outro. Ora, o modelo excede a cópia. Logo, por caridade, o homem deve amar a si mesmo mais do que ao próximo. Respondo que no homem há duas coisas: a sua natureza espiritual e a sua natureza corpórea. E diz-se que o homem ama a si mesmo por se amar quanto à sua natureza espiritual, como foi dito acima (Q[25], A[7]); de modo que, consequentemente, o homem deve, por caridade, amar a si mesmo mais do que ama qualquer outra pessoa. Isto se evidencia pela própria razão de amar: pois, como foi dito acima (Q[25], AA[1],12), Deus é amado como princípio do bem, sobre o qual se funda o amor da caridade; enquanto o homem, por caridade, ama a si mesmo por ser participante do referido bem, e ama o próximo por sua comunhão nesse bem. Ora, a comunhão é razão de amor segundo uma certa união em relação a Deus. Por isso, assim como a unidade supera a união, o fato de o próprio homem ter uma parte do bem divino é uma razão mais potente para amar do que o fato de outro ser seu companheiro nessa parte. Portanto, o homem, por caridade, deve amar a si mesmo mais do que ao próximo; em sinal do que, o homem não deve ceder a nenhum mal de pecado, que se opõe à sua participação na bem-aventurança, nem mesmo para libertar o próximo do pecado. Resposta à Objeção 1: O amor de caridade recebe a sua quantidade não só do seu objeto, que é Deus, mas também do amante, que é o homem que tem caridade, assim como a quantidade de qualquer ação depende de certo modo do sujeito. Por isso, embora um próximo melhor esteja mais próximo de Deus, contudo, porque ele não está tão próximo do homem que tem caridade quanto este homem está de si mesmo, não se segue que o homem seja obrigado a amar o próximo mais do que a si mesmo. Resposta à Objeção 2: O homem deve suportar dano corporal por causa do seu amigo, e precisamente ao fazê-lo ele ama mais a si mesmo quanto ao seu espírito espiritual, porque isso pertence à perfeição da virtude, que é um bem do espírito. Nas coisas espirituais, porém, o homem não deve sofrer dano pecando, a fim de libertar o próximo do pecado, como foi dito acima. Resposta à Objeção 3: Como diz Agostinho em sua Regra (Ep. ccxi), o dito: "'a caridade não busca o que é seu' significa que ela prefere o bem comum ao bem privado." Ora, o bem comum é sempre mais amável para o indivíduo do que o seu bem privado, assim como o bem do todo é mais amável para a parte do que o bem parcial desta última, como foi dito acima (A[3]).

Summa Theologiae — Second Part of the Second Part · Article. 4 - Whether our of charity, man ought to love himself more than his neighbor? · séc. XIII

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