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1Cor 3, 6

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Matos Soares

6Eu plantei. Apolo regou, mas Deus é que deu o crescimento.

Matos Soares · domínio público

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Nenhum comentário direto traduzido para este versículo. A Catena Aurea comenta diretamente os quatro Evangelhos; em outros livros, procure principalmente em citações internas.

Citações internas

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Santo Agostinho

Pois dizem eles que o Apóstolo não falava do trabalho corporal, tal como o dos lavradores ou dos artífices, quando disse: «Quem não quer trabalhar, também não coma.» Porque ele não poderia ser tão contrário ao Evangelho, onde se diz: «Por isso vos digo: Não andeis solícitos.» Portanto, naquela sentença do Apóstolo, havemos de entender obras espirituais, das quais se diz noutro lugar: «Eu plantei, Apolo regou.» E assim cuidam ser obedientes ao preceito apostólico, interpretando que o Evangelho fala de não cuidar das necessidades do corpo, e que o Apóstolo fala do labor e do alimento espirituais. Primeiramente, provemos que o Apóstolo entendia que os servos de Deus deviam trabalhar com o corpo. Ele dissera: «Vós mesmos sabeis como deveis imitar-nos, pois não fomos importunos entre vós, nem comemos de graça o pão de ninguém; mas, com trabalho e fadiga, dia e noite trabalhando, para não sermos pesados a nenhum de vós. Não que não tivéssemos poder para isso, mas para vos oferecermos a nós mesmos por exemplo, que devêsseis imitar. Pois, quando estávamos entre vós, isto vos ensinávamos: que, se alguém não quisesse trabalhar, também não comesse.» Que diremos a isto, visto que ensinou pelo seu exemplo o que entregou em preceito, porquanto ele mesmo trabalhava com as próprias mãos? Isto se prova pelos Atos, onde se diz que permaneceu com Áquila e sua mulher Priscila, «trabalhando com eles, porque eram fabricantes de tendas». E contudo ao Apóstolo, como pregador do Evangelho, soldado de Cristo, plantador da vinha, pastor do seu rebanho, o Senhor estabelecera que vivesse do Evangelho; mas ele recusou aquele pagamento que justamente lhe era devido, para se apresentar como exemplo àqueles que exigiam o que lhes não era devido. Ouçam isto aqueles que não têm aquele poder que ele tinha, a saber, de comer pão de graça e de laborar somente com o labor espiritual. Se na verdade forem Evangelistas, se ministros do Altar, se dispensadores dos Sacramentos, têm este poder. Ou se tivessem neste mundo possessões pelas quais pudessem, sem trabalho, sustentar-se, e, ao converterem-se a Deus, as houvessem distribuído aos necessitados, então sua fraqueza haveria de ser crida e tolerada. E não importaria em que lugar fizesse a distribuição, visto que há uma só república de todos os cristãos. Mas aqueles que entram na profissão do serviço de Deus vindos da vida campestre, do ofício de operário ou do labor comum, se não trabalham, não hão de ser escusados. Pois de modo algum convém que, naquela vida em que os senadores se fazem trabalhadores, os homens de trabalho se tornem ociosos; ou que, ali aonde acodem os senhores de fazendas, deixados os seus luxos, venham os escravos rústicos a encontrar o luxo. Mas, quando o Senhor diz «Não andeis solícitos», não quer dizer que não procurem as coisas de que têm necessidade, onde quer que honestamente o possam, mas que não ponham nelas o seu olhar, e que por amor delas não deixem de fazer o que lhes é mandado na pregação do Evangelho; e foi com esta intenção que, um pouco antes, chamou ao olho.

De Op. Monach. 1 et seq · De Op. Monach. 1 et seq · séc. V

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São Jerônimo

Será também desarraigada aquela planta da qual diz o Apóstolo: «Eu plantei, Apolo regou»? A questão é respondida pelo que se segue: «mas Deus deu o crescimento». Diz ainda: «Vós sois a lavoura de Deus, o edifício de Deus»; e noutro lugar: «Somos cooperadores de Deus». E se, quando Paulo planta e Apolo rega, são eles cooperadores de Deus, então Deus planta e rega juntamente com eles. Esta passagem é abusada por alguns, que a aplicam simultaneamente a duas espécies distintas de homens; dizem eles: «Se toda planta que o Pai não plantou será desarraigada, então a que Ele plantou não pode sê-lo». Mas ouçam estas palavras de Jeremias: «Eu te havia plantado como vinha excelente, toda ela de semente genuína: como, pois, te converteste em amargura de vinha estranha?» Deus, com efeito, a plantou, e ninguém pode desarraigar o que Ele plantou. Porém, visto que esse plantar se realizou mediante a disposição da vontade daquele que foi plantado, nenhum outro pode desarraigá-la, a não ser que a própria vontade nisso consinta.

séc. V

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1Cor 3, 6 nos Padres da Igreja | Aurea