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1Jo 5, 7

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Matos Soares

7Com efeito, são três os que dão testemunho:

Matos Soares · domínio público

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Citações internas

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Santo Thomas Aquinas

**Objeção 1:** Pareceria que há mais de três pessoas em Deus. Pois a pluralidade de pessoas em Deus procede da pluralidade das propriedades relativas, como se disse acima (A[1]). Mas há quatro relações em Deus, como se disse acima (Q[28], A[4]): paternidade, filiação, espiração comum e processão. Logo, há quatro pessoas em Deus. **Objeção 2:** A natureza de Deus não difere de sua vontade mais do que de seu intelecto. Mas em Deus, uma pessoa procede da vontade, como amor; e outra procede de sua natureza, como o Filho. Logo, outra procede de seu intelecto, como o Verbo, além daquela que procede de sua natureza, como o Filho; assim, novamente se segue que não há somente três pessoas em Deus. **Objeção 3:** Além disso, quanto mais perfeita é uma criatura, mais operações interiores possui; assim o homem tem entendimento e vontade além dos outros animais. Mas Deus excede infinitamente toda criatura. Logo, em Deus não somente há uma pessoa procedente da vontade, e outra do intelecto, mas também de infinitas maneiras. Portanto, há infinitas pessoas em Deus. **Objeção 4:** Além disso, é da infinita bondade do Pai que Ele se comunica infinitamente na produção de uma pessoa divina. Mas também no Espírito Santo há infinita bondade. Logo, o Espírito Santo produz uma pessoa divina; e essa pessoa outra; e assim ao infinito. **Objeção 5:** Além disso, tudo dentro de um número determinado é medido, pois o número é uma medida. Mas as pessoas divinas são imensas, como dizemos no Credo de Atanásio: “O Pai é imenso, o Filho é imenso, o Espírito Santo é imenso.” Logo, as pessoas não estão contidas no número três. **Ao contrário, diz-se:** “Três são os que testificam no céu: o Pai, o Verbo e o Espírito Santo” (1 Jo 5,7). Aos que perguntam: “Três o quê?”, respondemos com Agostinho (De Trin. vii, 4): “Três pessoas.” Logo, há apenas três pessoas em Deus. **Respondo que,** como se explicou acima, só pode haver três pessoas em Deus. Pois foi demonstrado acima que as várias pessoas são as várias relações subsistentes realmente distintas entre si. Mas uma distinção real entre as relações divinas só pode vir da oposição relativa. Portanto, duas relações opostas devem necessariamente referir-se a duas pessoas; e se algumas relações não são opostas, devem pertencer necessariamente à mesma pessoa. Visto que, então, paternidade e filiação são relações opostas, pertencem necessariamente a duas pessoas. Portanto, a paternidade subsistente é a pessoa do Pai; e a filiação subsistente é a pessoa do Filho. As outras duas relações não são opostas entre si; portanto, estas duas não podem pertencer a uma só pessoa: daí que uma delas deve pertencer a ambas as pessoas mencionadas; ou uma deve pertencer a uma pessoa, e a outra à outra. Ora, a processão não pode pertencer ao Pai e ao Filho, ou a qualquer um deles; pois assim se seguiria que a processão do intelecto, que em Deus é geração, donde derivam paternidade e filiação, procederia da processão do amor, donde derivam espiração e processão, se a pessoa que gera e a pessoa gerada procedessem da pessoa que espira; e isto é contra o que foi estabelecido acima (Q[27], AA[3],4). Devemos admitir frequentemente que a espiração pertence à pessoa do Pai e à pessoa do Filho, porquanto não tem oposição relativa nem com a paternidade nem com a filiação; e consequentemente que a processão pertence à outra pessoa, que é chamada pessoa do Espírito Santo, que procede por via de amor, como acima se explicou. Portanto, existem apenas três pessoas em Deus: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. **Resposta à primeira objeção:** Embora haja quatro relações em Deus, uma delas, a espiração, não está separada da pessoa do Pai e do Filho, mas pertence a ambos; assim, embora seja uma relação, não é chamada propriedade, porque não pertence a uma só pessoa; nem é uma relação pessoal — isto é, constitutiva de uma pessoa. As três relações — paternidade, filiação e processão — são chamadas propriedades pessoais, constituindo como que as pessoas; pois a paternidade é a pessoa do Pai, a filiação é a pessoa do Filho, a processão é a pessoa do Espírito Santo que procede. **Resposta à segunda objeção:** Aquilo que procede por via de inteligência, como o verbo, procede segundo a similitude, como também aquilo que procede por via de natureza; assim, como acima se explicou (Q[27], A[3]), a processão do Verbo divino é a mesma que a geração por via de natureza. Mas o amor, como tal, não procede como a similitude daquilo de que procede; embora em Deus o amor seja coessencial por ser divino; e, portanto, a processão do amor não é chamada geração em Deus. **Resposta à terceira objeção:** Assim como o homem é mais perfeito que os outros animais, ele tem mais operações intrínsecas que os outros animais, porque sua perfeição é algo composto. Por isso, os anjos, que são mais perfeitos e mais simples, têm menos operações intrínsecas que o homem, pois não têm imaginação, nem sentimento, ou coisas semelhantes. Em Deus existe apenas uma operação real — isto é, sua essência. Como há nele duas processões, foi explicado acima (Q[27], AA[1],4). **Resposta à quarta objeção:** Este argumento provaria se o Espírito Santo possuísse outra bondade além da bondade do Pai; pois então, se o Pai produz uma pessoa divina por sua bondade, o Espírito Santo também o faria. Mas o Pai e o Espírito Santo têm uma só e mesma bondade. Nem há distinção entre eles senão pelas relações pessoais. Assim, a bondade pertence ao Espírito Santo como derivada de outro; e pertence ao Pai como princípio de sua comunicação a outro. A oposição de relação não permite que a relação do Espírito Santo seja unida com a relação de princípio de outra pessoa divina; porque Ele mesmo procede das outras pessoas que estão em Deus. **Resposta à quinta objeção:** Um número determinado, se tomado como número simples, existente apenas na mente, é medido por um. Mas quando falamos de um número de coisas aplicado às pessoas em Deus, a noção de medida não tem lugar, porque a magnitude das três pessoas é a mesma (Q[42], AA[1],4), e o mesmo não é medido pelo mesmo.

Summa Theologiae — First Part · Article. 2 - Whether there are more than three persons in God? · séc. XIII

tradução automática

Santo Thomas Aquinas

**Objeção 1:** Pareceria que este nome, «Espírito Santo», não é o nome próprio de uma pessoa divina. Pois nenhum nome que é comum às três pessoas é nome próprio de qualquer pessoa. Ora, este nome de «Espírito Santo» é comum às três pessoas; com efeito, Hilário (De Trin. viii) mostra que o «Espírito de Deus» às vezes significa o Pai, como nas palavras de Is 61,1: «O Espírito do Senhor está sobre mim»; e às vezes o Filho, como quando o Filho diz: «Pelo Espírito de Deus expulso os demônios» (Mt 12,28), mostrando que expulsava os demônios por seu próprio poder natural; e que às vezes significa o Espírito Santo, como nas palavras de Joel 2,28: «Derramarei do meu Espírito sobre toda a carne». Portanto, este nome «Espírito Santo» não é nome próprio de uma pessoa divina. **Objeção 2:** Além disso, os nomes das pessoas divinas são termos relativos, como diz Boécio (De Trin.). Ora, este nome «Espírito Santo» não é termo relativo. Logo, este nome não é nome próprio de uma pessoa divina. **Objeção 3:** Além disso, porque o Filho é nome de uma pessoa divina, não pode ser chamado Filho disto ou daquilo. Mas o espírito é dito de um ou de outro homem, como aparece nas palavras: «Disse o Senhor a Moisés: Tomarei do teu espírito e lho darei» (Nm 11,17); e também: «O espírito de Elias repousou sobre Eliseu» (2Rs 2,15). Portanto, «Espírito Santo» não parece ser nome próprio de uma pessoa divina. **Ao contrário,** está escrito (1 Jo 5,7): «Três são os que testificam no céu: o Pai, o Verbo e o Espírito Santo.» Como diz Agostinho (De Trin. vii, 4): «Quando perguntamos: Três o quê? Dizemos: Três pessoas.» Portanto, o Espírito Santo é nome de uma pessoa divina. **Respondo que,** havendo duas processões em Deus, uma delas, a processão do amor, não tem nome próprio, como foi dito acima (q. 27, a. 4, ad 3). Por isso, também as relações que decorrem desta processão são inominadas (q. 28, a. 4); razão pela qual a Pessoa que procede desse modo não tem nome próprio. Mas, assim como alguns nomes são acomodados pelo modo usual de falar para significar as referidas relações, como quando usamos os nomes de processão e espiração, que em sentido próprio significam mais adequadamente os atos nocionais do que as relações; assim, para significar a Pessoa divina que procede por via de amor, este nome «Espírito Santo» é, pelo uso da linguagem escriturística, acomodado a Ele. A conveniência deste nome pode ser mostrada de duas maneiras. Primeiramente, pelo fato de a pessoa que é chamada «Espírito Santo» ter algo em comum com as outras Pessoas. Pois, como diz Agostinho (De Trin. xv, 17; v, 11), «Porque o Espírito Santo é comum a ambos, Ele é chamado propriamente aquilo que ambos são chamados em comum. Pois o Pai também é espírito, e o Filho é espírito; e o Pai é santo, e o Filho é santo.» Em segundo lugar, pela significação própria do nome. Pois o nome espírito, nas coisas corpóreas, parece significar impulso e movimento; chamamos, com efeito, de espírito ao sopro e ao vento. Ora, é próprio do amor mover e impelir a vontade do amante para o objeto amado. Além disso, a santidade é atribuída a tudo o que é ordenado para Deus. Portanto, porque a pessoa divina procede por via do amor pelo qual Deus é amado, essa pessoa é propriamente chamada «Espírito Santo». **Resposta à primeira objeção:** A expressão «Espírito Santo», se tomada como duas palavras, é aplicável a toda a Trindade; porque por «espírito» é significada a imaterialidade da substância divina; pois o espírito corpóreo é invisível e tem pouca matéria; daí aplicarmos este termo a todas as substâncias imateriais e invisíveis. E acrescentando a palavra «santo» significamos a pureza da bondade divina. Mas se «Espírito Santo» for tomado como uma só palavra, é assim que a expressão, no uso da Igreja, é acomodada para significar uma das três pessoas, a que procede por via de amor, pela razão acima explicada. **Resposta à segunda objeção:** Embora este nome «Espírito Santo» não indique uma relação, todavia ele ocupa o lugar de um termo relativo, enquanto é acomodado para significar uma Pessoa distinta das outras apenas por relação. No entanto, este nome pode ser entendido como incluindo uma relação, se entendermos o Espírito Santo como sendo espiração [spiratus]. **Resposta à terceira objeção:** No nome Filho entendemos apenas aquela relação de algo a partir de um princípio, em relação a esse princípio; mas no nome Pai entendemos a relação de princípio; e igualmente no nome Espírito enquanto implica um poder movente. Ora, a nenhuma criatura cabe ser princípio em relação a uma pessoa divina; antes o contrário. Portanto, podemos dizer «Pai nosso» e «Espírito nosso»; mas não podemos dizer «Filho nosso».

Summa Theologiae — First Part · Article. 1 - Whether this name “Holy Ghost” is the proper name of one divine person? · séc. XIII

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1Jo 5, 7 nos Padres da Igreja | Aurea