Referência

2Cor 12, 21

Veja onde esta passagem aparece no corpus patrístico disponível.

Trechos nesta página

4

Comentários diretos

0

Autores distintos

1

Matos Soares

21(temo) que, quando eu for outra vez, me humilhe Deus, entre vós, e que tenha de chorar a muitos daqueles que antes pecaram e não fizeram penitência da impureza, fornicação e dissolução que cometeram.

Matos Soares · domínio público

Levar para o chatEntre na conta para conversar com os Padres a partir deste versículo.
Dossiês doutrinaisQuando um versículo abre um tema maior, o próximo passo é seguir por um dossiê temático.

Comentário direto

0

Trechos em que os Padres comentam diretamente esta passagem ou o seu contexto imediato.

Nenhum comentário direto traduzido para este versículo. A Catena Aurea comenta diretamente os quatro Evangelhos; em outros livros, procure principalmente em citações internas.

Citações internas

4

Trechos em que este versículo aparece citado dentro de outro argumento patrístico.

Santo Thomas Aquinas

**Objeção 1:** Parece que os pecados não são a matéria própria deste sacramento. Porque, nos outros sacramentos, a matéria é santificada pela prolação de certas palavras e, assim santificada, produz o efeito sacramental. Ora, os pecados não podem ser santificados, pois são opostos ao efeito do sacramento, a saber, a graça que apaga o pecado. Logo, os pecados não são a matéria própria deste sacramento. **Objeção 2:** Além disso, Agostinho diz no livro *Da Penitência* [Serm. cccli]: "Ninguém pode começar uma vida nova, se não se arrepender da velha." Ora, não só os pecados, mas também as penas da vida presente pertencem à vida velha. Portanto, os pecados não são a matéria própria da Penitência. **Objeção 3:** Além disso, o pecado é ou original, ou mortal, ou venial. Ora, o sacramento da Penitência não é ordenado contra o pecado original, pois este é removido pelo Batismo, [nem contra o pecado mortal, pois este é removido pela confissão do pecador], nem contra o pecado venial, que é removido pela percussão do peito, pela aspersão de água benta e coisas semelhantes. Logo, os pecados não são a matéria própria da Penitência. [*As palavras entre colchetes são omitidas na edição Leonina]. **Ao contrário,** o Apóstolo diz (2 Cor 12,21): "Os que não fizeram penitência da imundície, e fornicação, e lascívia que cometeram." **Respondo que:** A matéria é dupla, a saber, próxima e remota: assim, a matéria próxima de uma estátua é o metal, enquanto a matéria remota é a água. Ora, foi dito (A[1], ad 1, ad 2) que a matéria próxima deste sacramento consiste nos atos do penitente, cuja matéria são os pecados sobre os quais ele se entristece, que confessa e pelos quais satisfaz. Donde se segue que os pecados são a matéria remota da Penitência, como matéria, não para aprovação, mas para detestação e destruição. **Resposta à Objeção 1:** Este argumento considera a matéria próxima de um sacramento. **Resposta à Objeção 2:** A vida velha que estava sujeita à morte é o objeto da Penitência, não quanto à pena, mas quanto à culpa a ela ligada. **Resposta à Objeção 3:** A Penitência considera todo gênero de pecado de certo modo, mas não a cada um do mesmo modo. Porque a Penitência considera o pecado atual mortal própria e principalmente; propriamente, pois, propriamente falando, dizemos arrepender-nos daquilo que fizemos por nossa própria vontade; principalmente, porque este sacramento foi instituído principalmente para a remissão do pecado mortal. A Penitência considera os pecados veniais, propriamente falando, na medida em que são cometidos por nossa própria vontade, mas este não foi o fim principal de sua instituição. Quanto ao pecado original, a Penitência não o considera principalmente, porque o Batismo, e não a Penitência, é ordenado contra o pecado original, nem propriamente, porque o pecado original não é cometido por nossa própria vontade, exceto na medida em que a vontade de Adão é considerada como nossa, sentido no qual o Apóstolo diz (Rm 5,12): "No qual todos pecaram." Contudo, a Penitência pode ser dita considerar o pecado original, se tomarmos o termo em sentido amplo para qualquer detestação de algo passado; neste sentido, Agostinho usa o termo no livro *Da Penitência* (Serm. cccli).

Summa Theologiae — Third Part (Christology & Sacraments) · Article. 2 - Whether sins are the proper matter of this sacrament? · séc. XIII

tradução automática

Santo Thomas Aquinas

Objeção 1: Parece que a luxúria não é um vício capital. Pois a luxúria é aparentemente o mesmo que «imundícia», segundo uma glosa sobre Efésios 5,3 (cf. 2 Coríntios 12,21). Ora, a imundícia é filha da gula, segundo Gregório (Moral. xxxi, 45). Logo, a luxúria não é um vício capital. Objeção 2: Ademais, Isidoro diz (De Summo Bono ii, 39) que «assim como a soberba da mente conduz à depravação da luxúria, assim a humildade da mente guarda a castidade da carne». Ora, parece contrário à natureza de um vício capital proceder de outro vício. Portanto, a luxúria não é um vício capital. Objeção 3: Ademais, a luxúria é causada pelo desespero, segundo Efésios 4,19: «os quais, desesperando, se entregaram à lascívia». Ora, o desespero não é um vício capital; de fato, é contado como filha da preguiça, como foi dito acima (Q. 35, a. 4, ad 2). Logo, muito menos é a luxúria um vício capital. Ao contrário, Gregório (Moral. xxxi, 45) coloca a luxúria entre os vícios capitais. Respondo: Como foi dito acima (Q. 148, a. 5; I-II, Q. 84, aa. 3-4), um vício capital é aquele que tem um fim muito desejável, de modo que, pelo desejo desse fim, o homem procede a cometer muitos pecados, todos os quais se diz procederem desse vício como de um vício principal. Ora, o fim da luxúria é o prazer venéreo, o qual é muito grande. Por isso, este prazer é muito desejável quanto ao apetite sensitivo, tanto por causa da intensidade do prazer, quanto porque a concupiscência desta natureza é conatural ao homem. Portanto, é evidente que a luxúria é um vício capital. Resposta à objeção 1: Como foi dito acima (Q. 148, a. 6), segundo alguns, a imundícia que é contada como filha da gula é uma certa imundícia do corpo, e assim a objeção não procede. Se, porém, designa a imundícia da luxúria, deve-se responder que é causada pela gula materialmente — na medida em que a gula provê a matéria corporal da luxúria — e não sob a razão de causa final, sob o qual aspecto principalmente os vícios capitais se dizem causa dos outros. Resposta à objeção 2: Como foi dito acima (Q. 132, a. 4, ad 1), quando tratávamos da vanglória, a soberba é tida como a mãe comum de todos os pecados, de modo que até os vícios capitais dela se originam. Resposta à objeção 3: Certas pessoas se abstêm dos prazeres luxuriosos principalmente pela esperança da glória futura, a qual esperança é removida pelo desespero, de modo que este é causa da luxúria como removendo um obstáculo a ela, não como sua causa direta; ao passo que isso é aparentemente necessário para um vício capital.

Summa Theologiae — Second Part of the Second Part · Article. 4 - Whether lust is a capital vice? · séc. XIII

tradução automática

Santo Thomas Aquinas

Objeção 1: Parece que as seis espécies são inadequadamente atribuídas à luxúria, a saber: "simples fornicação, adultério, incesto, sedução, estupro e vício contra a natureza." Porque a diversidade de matéria não diversifica a espécie. Ora, a referida divisão é feita com respeito à diversidade de matéria, segundo a qual a mulher com quem um homem tem relação é casada ou virgem, ou de alguma outra condição. Logo, parece que as espécies de luxúria são assim diversificadas. Objeção 2: Ademais, aparentemente as espécies de um vício não se diferenciam por coisas que pertencem a outro vício. Ora, o adultério não difere da simples fornicação senão pelo fato de um homem ter relação com aquela que é de outro, cometendo assim uma injustiça. Portanto, parece que o adultério não deve ser considerado uma espécie de luxúria. Objeção 3: Ademais, assim como pode acontecer que um homem tenha relação com uma mulher ligada a outro homem pelo matrimônio, pode também acontecer que um homem tenha relação com uma mulher ligada a Deus por voto. Logo, o sacrilégio deveria ser considerado uma espécie de luxúria, assim como o adultério. Objeção 4: Ademais, um homem casado peca não somente se estiver com outra mulher, mas também se usar sua própria esposa desordenadamente. Ora, este último pecado está compreendido na luxúria. Portanto, deveria ser enumerado entre suas espécies. Objeção 5: Ademais, o Apóstolo diz (2 Cor 12,21): "Não suceda que, vindo outra vez, Deus me humilhe entre vós, e chore muitos daqueles que pecaram antes, e não fizeram penitência da impureza, e fornicação, e lascívia que cometeram." Logo, parece que também a impureza e a lascívia devem ser consideradas espécies de luxúria, bem como a fornicação. Objeção 6: Ademais, o que é dividido não deve ser enumerado entre suas partes. Ora, a luxúria é enumerada juntamente com os referidos vícios, pois está escrito (Gál 5,19): "As obras da carne são manifestas, as quais são: fornicação, impureza, impudicícia, luxúria." Portanto, parece que a fornicação é indevidamente considerada uma espécie de luxúria. Em contrário, a referida divisão é dada nos Decretais, 36, q. 1 [*Apêndice de Graciano ao cânon Lex illa]. Respondo que, como foi dito acima (Q. 153, A. 3), o pecado de luxúria consiste em buscar o prazer venéreo não de acordo com a reta razão. Isto pode acontecer de dois modos. Primeiro, quanto à matéria na qual este prazer é buscado; segundo, quando, havendo matéria devida, outras circunstâncias devidas não são observadas. E, visto que a circunstância, como tal, não especifica um ato moral, cuja espécie é derivada de seu objeto, que é também sua matéria, segue-se que as espécies de luxúria devem ser atribuídas com respeito à sua matéria ou objeto. Ora, esta mesma matéria pode discordar da reta razão de dois modos. Primeiro, porque é inconsistente com o fim do ato venéreo. Deste modo, como impedindo a geração dos filhos, há o "vício contra a natureza", que acompanha todo ato venéreo do qual não pode seguir a geração; e, como impedindo a devida criação e progresso da criança já nascida, há a "simples fornicação", que é a união de um homem solteiro com uma mulher solteira. Segundo, a matéria na qual o ato venéreo é consumado pode discordar da reta razão em relação a outras pessoas; e isto de dois modos. Primeiro, quanto à mulher com a qual um homem tem relação, por não lhe ser prestada a devida honra; e assim há o "incesto", que consiste no abuso de uma mulher que lhe é aparentada por consanguinidade ou afinidade. Segundo, quanto à pessoa sob cuja autoridade a mulher está colocada: se ela está sob a autoridade do marido, é "adultério"; se sob a autoridade do pai, é "sedução" na ausência de violência, e "estupro" se a violência é empregada. Estas espécies são diferenciadas da parte da mulher antes que da parte do homem, porque no ato venéreo a mulher é paciente e está como que a título de matéria, enquanto o homem está como que a título de agente; e foi dito acima (Obj. 1) que as referidas espécies são atribuídas com respeito a uma diferença de matéria. Resposta à Objeção 1: A referida diversidade de matéria está ligada a uma diferença formal de objeto, diferença que resulta de modos diversos de oposição à reta razão, como foi dito acima. Resposta à Objeção 2: Como foi dito acima (I-II, Q. 18, A. 7), nada impede que as deformidades de diferentes vícios concorram num mesmo ato, e deste modo o adultério está compreendido sob a luxúria e a injustiça. Nem esta deformidade de injustiça é de todo acidental à luxúria, pois a luxúria que obedece à concupiscência a ponto de levar à injustiça mostra-se por isso mais grave. Resposta à Objeção 3: Visto que a mulher, ao fazer voto de continência, contrai um matrimônio espiritual com Deus, o sacrilégio que se comete na violação de tal mulher é um adultério espiritual. Do mesmo modo, os outros tipos de sacrilégio pertencentes à matéria luxuriosa são reduzidos a outras espécies de luxúria. Resposta à Objeção 4: O pecado de um marido com sua esposa não está ligado a matéria indevida, mas a outras circunstâncias, que não constituem a espécie de um ato moral, como foi dito acima (I-II, Q. 18, A. 2). Resposta à Objeção 5: Como diz uma glosa sobre esta passagem, "impureza" significa luxúria contra a natureza, enquanto "lascívia" é o abuso de um homem para com meninos, pelo que parece pertencer à sedução. Podemos também responder que "lascívia" diz respeito a certos atos circunstanciais ao ato venéreo, como beijos, toques e assim por diante. Resposta à Objeção 6: Segundo uma glosa sobre esta passagem, "luxúria" ali significa qualquer tipo de excesso.

Summa Theologiae — Second Part of the Second Part · Article. 1 - Whether six species are fittingly assigned to lust? · séc. XIII

tradução automática

Santo Thomas Aquinas

**Objeção 1:** Parece que o vício contra a natureza não é uma espécie de luxúria. Pois na enumeração supra mencionada (A[1], OBJ[1]) não se faz menção do vício contra a natureza. Logo, não é uma espécie de luxúria. **Objeção 2:** Demais. A luxúria é contrária à virtude; e, portanto, está compreendida sob o vício. Ora, o vício contra a natureza não está compreendido sob o vício, mas sob a bestialidade, segundo o Filósofo (Ética, VII, 5). Logo, o vício contra a natureza não é uma espécie de luxúria. **Objeção 3:** Demais. A luxúria respeita os atos ordenados à geração humana, como foi dito acima (Q. 153, A. 2); ao passo que o vício contra a natureza diz respeito a atos dos quais a geração não pode seguir-se. Logo, o vício contra a natureza não é uma espécie de luxúria. **Em contrário,** É contado juntamente com as outras espécies de luxúria (2 Cor 12,21), onde se lê: *«E não fizeram penitência da imundícia, e fornicação, e lascívia»*, e onde uma glosa diz: *«Lascívia, i.e., luxúria contra a natureza.»* **Respondo:** Como foi dito acima (AA. 6,9), onde quer que ocorra um especial gênero de deformidade pelo qual o ato venéreo se torne inconveniente, aí há uma determinada espécie de luxúria. Isto pode dar-se de dois modos: Primeiro, por ser contrário à reta razão, e isto é comum a todos os vícios luxuriosos; segundo, porque, além disso, é contrário à ordem natural do ato venéreo enquanto convém ao gênero humano; e isto se chama *«vício contra a natureza»*. Isto pode acontecer de várias maneiras. Primeiro, procurando a polução, sem qualquer cópula, por causa do prazer venéreo: isto pertence ao pecado de *«imundícia»*, que alguns chamam *«efeminação»*. Segundo, pela cópula com uma coisa de espécie indevida, e isto se chama *«bestialidade»*. Terceiro, pela cópula com um sexo indevido, macho com macho, ou fêmea com fêmea, como diz o Apóstolo (Rm 1,27); e isto se chama *«vício de sodomia»*. Quarto, não observando o modo natural de copular, seja quanto aos meios indevidos, seja quanto a outros modos monstruosos e bestiais de copulação. **Resposta à Objeção 1:** Ali enumeramos as espécies de luxúria que não são contrárias à natureza humana; por isso, o vício contra a natureza foi omitido. **Resposta à Objeção 2:** A bestialidade difere do vício, pois este se opõe à virtude humana por um certo excesso na mesma matéria que a virtude, e, portanto, é redutível ao mesmo gênero. **Resposta à Objeção 3:** O homem luxurioso não intenta a geração humana, mas os prazeres venéreos. É possível ter estes sem os atos dos quais a geração humana se segue; e é isto o que se busca no vício contra a natureza.

Summa Theologiae — Second Part of the Second Part · Article. 11 - Whether the unnatural vice is a species of lust? · séc. XIII

tradução automática