Referência

2Cor 4, 16

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Autores distintos

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Matos Soares

16E’ por isto que não desfalecemos; antes, pelo contrário, embora se destrua em nós o homem exterior, todavia o (homem) interior vai-se renovando de dia para dia.

Matos Soares · domínio público

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Citações internas

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que os pecadores amam a si mesmos. Pois aquilo que é o princípio do pecado encontra-se maximamente no pecador. Ora, o amor de si mesmo é o princípio do pecado, segundo Agostinho (De Civ. Dei, XIV, 28), que diz que ele «edifica a cidade de Babilônia». Logo, os pecadores amam a si mesmos maximamente. **Objeção 2:** Além disso, o pecado não destrói a natureza. Ora, é conforme à natureza que cada homem ame a si mesmo; por isso, mesmo os seres irracionais naturalmente desejam o seu próprio bem, por exemplo, a conservação do seu ser e coisas semelhantes. Logo, os pecadores amam a si mesmos. **Objeção 3:** Além disso, o bem é amado por todos, como afirma Dionísio (Div. Nom., IV). Ora, muitos pecadores se consideram bons. Logo, muitos pecadores amam a si mesmos. **Em contr…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 7 · séc. XIII

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São Gregory the Great

Pois ‘o homem nasce para o trabalho’, na medida em que ele, dotado do dom da razão, reflete que lhe é totalmente impossível passar por esta estação de sua peregrinação sem tristeza. Por isso, quando Paulo estava a relatar suas aflições aos discípulos, acrescentou justamente: Pois vós mesmos sabeis que para isto fomos destinados. Mas ainda que a carne seja afligida com açoites, a mente é elevada a buscar as coisas mais altas, como Paulo novamente testifica, dizendo: Mas ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia. Assim, pois, ‘o homem nasce para o trabalho, e a ave para voar’, pois a mente voa livre no alto pela mesma razão pela qual a carne trabalha mais duramente abaixo.

São Gregory the Great · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 15 · séc. VII

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que a alma é o homem. Porquanto está escrito (2 Cor 4,16): "Ainda que o nosso homem exterior se corrompa, contudo o interior se renova de dia em dia". Ora, o que está dentro do homem é a alma. Logo, a alma é o homem interior. **Objeção 2:** Demais, a alma humana é uma substância. Mas não é uma substância universal. Logo, é uma substância particular. Logo, é uma "hipóstase" ou uma pessoa; e não pode ser senão uma pessoa humana. Portanto, a alma é o homem; pois uma pessoa humana é um homem. **Em contrário,** Agostinho (Cidade de Deus, XIX, 3) louva Varrão por sustentar "que o homem não é uma alma simples, nem um corpo simples, mas alma e corpo conjuntamente". **Respondo que** a afirmação "a alma é o homem" pode ser tomada em dois sentidos. Primeiro, que o homem é alm…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 4 · séc. XIII

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São Gregory the Great

35. Mas saiba-se que tudo o que expusemos, procedendo com base na oposição das tentações espirituais, pode ser interpretado sem impedimento pelos males exteriores; porque os homens santos, como amam as coisas do alto do fundo do coração, encontram dificuldades nas coisas de baixo; mas no fim encontram a luz da alegria, que no espaço desta vida passageira não se importam em ter. Donde se diz nesta ocasião por Zofar: «E o esplendor do meio-dia se levantará para ti ao anoitecer». Pois a luz do pecador durante o dia é escuridão ao anoitecer, porque ele é sustentado pela boa fortuna na vida presente, mas é tragado pelas trevas da calamidade no fim; mas ao justo o esplendor do meio-dia se levanta ao anoitecer, porque ele sabe quão grande brilho lhe está reservado quando já começou a declinar. Do…

São Gregory the Great · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 35 · séc. VII

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São Gregory the Great

92. Que o falcão perca as suas penas velhas cada ano, à medida que as novas crescem, e adquira uma plumagem sem interrupção, quase ninguém o ignora. Mas não se fala aqui desse tempo de plumagem, quando está vestido no ninho; porque, a saber, nesse tempo, sendo ainda sem dúvida novo, não é capaz de estender as suas asas para o Sul. Mas descreve-se aquela plumagem anual, que se renova, à medida que as penas velhas se soltam. E para os falcões domesticados, buscam-se lugares húmidos e quentes, para que melhor adquiram a sua plumagem. Mas é costume dos falcões bravios estender as asas, quando sopra o vento sul, a fim de que com a brandura do vento os seus membros se aqueçam, para soltar as penas velhas. Mas quando não há vento, eles mesmos produzem para si um ar quente, estendendo e batendo as…

São Gregory the Great · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 92 · séc. VII

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