Referência

2Cor 4, 5

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Autores distintos

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Matos Soares

5Em verdade, não nos pregamos a nós mesmos, mas a Jesus Cristo, que é Senhor. Nós, pois, consideramo-nos vossos servos, por Jesus,

Matos Soares · domínio público

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Citações internas

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Trechos em que este versículo aparece citado dentro de outro argumento patrístico.

São Gregory the Great

Porque “os humildes são exaltados”, pois quando se abatem em humildade, sobem acima de todas as coisas sublunares no discernimento de uma mente elevada. E, enquanto se consideram indignos em todas as coisas, pelo olhar discriminador de uma mente recta, sobressaem e pisam a glória deste mundo. Olhemos para o humilde Paulo. Notai como diz aos seus discípulos: “Porque não pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus Senhor, e a nós mesmos servos vossos por amor de Jesus.” Vede este “humilde exaltado”. Diz: “Não sabeis que havemos de julgar os Anjos?” E ainda: “E nos ressuscitou juntamente, e nos fez assentar juntamente nos lugares celestiais.” Porventura naquele momento a cadeia o prendia exteriormente. Contudo, estava “exaltado” interiormente, aquele que, pela certeza da sua esperança, já estav…

São Gregory the Great · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 24 · séc. VII

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São Gregory the Great

Mas que os santos varões prorrompam em palavras tão altas por afeto passional pela Verdade, e não pelo pecado da soberba, eles mesmos claramente o indicam, por outros feitos e outros ditos fazem ver com que grande humildade são adornados e com que grande caridade estão inflamados para com aqueles que repreendem. Porque a soberba gera ódio, a humildade só amor. Assim, as palavras que o amor torna amargas, fluem, certamente, da fonte cabeça da humildade. Por conseguinte, como poderia Estêvão proferir repreensão com soberba, ele que, de joelhos dobrados, orou por aqueles a quem repreendia, quando estes passaram a pior e o apedrejavam, dizendo: Senhor, não lhes imputes este pecado. [v. 60] Como podia Paulo, com soberba, proferir palavras de amargura contra o Sacerdote e Chefe da sua nação, ele…

São Gregory the Great · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 54 · séc. VII

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São Gregory the Great

Daí é, portanto, que os bons pregadores ao mesmo tempo fogem da honra por causa do risco de se exaltarem, e todavia desejam ser honrados por causa de serem imitados. Do mesmo modo, certamente, o Apóstolo Paulo, ao falar aos discípulos, ao mesmo tempo foge da honra, e todavia mostra quão grandemente merecia ser honrado. Pois quando disse aos Tessalonicenses: *Porque nunca usamos de palavras lisonjeiras, como sabeis; nem de pretexto de avareza; Deus é testemunha:* acrescenta prosseguindo: *Nem buscamos glória dos homens, nem de vós, nem de outros, quando podíamos ser-vos pesados como Apóstolos de Cristo; mas fomos brandos entre vós*. [1Ts 2,5.6.7] Ainda aos Coríntios, fugindo da honra, diz: *Porque não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus, o Senhor, e a nós mesmos, vossos servos por…

São Gregory the Great · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 37 · séc. VII

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São Gregory the Great

42. Mas frequentemente os santos pregadores também ferem severamente. Porém uma coisa é quando a justiça impele, outra quando a soberba incha. Os justos, ao corrigirem severamente, não perdem a graça da doçura interior. Pois adotam frequentemente a aspereza do rigor severo para refrear as paixões desordenadas dos ímpios, mas derretem interiormente com o fogo da caridade e ardem de afeto por aqueles contra quem se enfurecem com severa repreensão. E humilham-se ainda diante deles no segredo do seu coração interior, enquanto parecem desprezá-los e castigá-los à vista dos homens com os agudos aguilhões do castigo. Mas frequentemente desprezam não desprezando, e desesperam não desesperando, a fim de levá-los a temer e a recuar mais rapidamente do pecado, quanto mais lhes mostram que o abismo da…

São Gregory the Great · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 42 · séc. VII

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São Gregory the Great

45. Mas uma coisa é algo não ser bom em si; outra é alguém não saber usar corretamente o que é bom. Porque o poder é bom no seu devido lugar, mas requer conduta cuidadosa num governante. Portanto, usa-o retamente aquele que aprendeu tanto a retê-lo como a superá-lo. Usa-o retamente aquele que sabe, por seu meio, elevar-se acima das suas faltas e, com ele, manter-se nivelado com os outros. Porque a mente do homem é frequentemente exaltada, mesmo quando não apoiada por nenhum poder. Quanto mais então se exalta a si mesma, quando o poder se lhe junta! E contudo está pronta a corrigir as faltas dos outros com o devido castigo. Donde também é dito por Paulo: *Porque ele é ministro de Deus, vingador para executar a ira sobre aquele que faz o mal* (Rom. 13,4). Quando, pois, se empreende a adminis…

São Gregory the Great · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 45 · séc. VII

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