Referência

2Cor 4, 7

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Autores distintos

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Matos Soares

7Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que se veja bem que esse extraordinário poder vem de Deus e não de nós.

Matos Soares · domínio público

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Citações internas

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Trechos em que este versículo aparece citado dentro de outro argumento patrístico.

São Gregório Magno

Eis que o inimigo é por toda parte quebrantado, por toda parte vencido, em todos os seus ardis de tentação foi derribado, porquanto perdeu até aquela costumada consolação que da mulher tirava. Em meio a estas circunstâncias, é bom contemplar o santo varão: por fora, despojado de bens; por dentro, cheio de Deus. Quando Paulo via em si as riquezas da sabedoria interior, mas se via exteriormente corpo corruptível, diz: *Temos este tesouro em vasos de barro* [2 Cor 4,7]. Vedes, o vaso de barro no bem-aventurado Jó sentia aquelas chagas abertas por fora, mas este tesouro permanecia íntegro por dentro. Pois por fora fendia em suas feridas, mas o tesouro da sabedoria, jorrando sem falha por dentro, emanava em palavras de santa instrução, dizendo: *Se recebemos os bens da mão do Senhor, por que nã…

São Gregório Magno · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 15 · séc. VII

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São Gregório Magno

68. Embora a natureza angélica, por estar fixa na contemplação do Criador, permaneça imutável no seu estado, contudo, por ser criatura, admite em si a variabilidade da mudança. Ora, ser mudado é passar de uma coisa a outra, e não ter estabilidade em si mesmo. Pois todo ser singular tende a alguma outra coisa por passos, tantos quantos são os movimentos de mudança a que está sujeito. E só a Natureza Incompreensível é que não conhece ser movida do seu estado fixo, porque não conhece mudar-se disto: que é sempre a Mesma. Porque se a essência dos Anjos fosse alheia ao movimento da mudança, sendo criada boa pelo seu Criador, nunca teria caído, no caso dos espíritos réprobos, da torre do seu estado bem-aventurado. Mas Deus Todo-Poderoso, com admirável artifício, formou a natureza dos mais altos…

São Gregório Magno · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 68 · séc. VII

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São Gregório Magno

19. Mas talvez ele suplique tais coisas por obstinação; talvez, porque deseja ser inteiramente aniquilado, acuse a injustiça do que fere. Longe tal pensamento! Pois com que sentimento o pede, mostra nas palavras seguintes, dizendo: Nem contradirei as palavras do Santo. Portanto, nunca murmura contra a injustiça daquele que desfere o golpe, quem, mesmo entre os golpes, chama ao seu flagelador 'o Santo'. Mas convém saber que às vezes é o adversário, e às vezes Deus, que nos fere com a aflição. Ora, pela ferida do adversário, tornamo-nos faltosos na virtude; mas quando somos quebrantados pela ferida do Senhor, dos hábitos viciosos somos fortalecidos na virtude. Esta quebra o Profeta previra quando disse: Tu os regerás com vara de ferro; tu os quebrarás como a um vaso de oleiro. [Sal. 2,9] O S…

São Gregório Magno · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 19 · séc. VII

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São Gregório Magno

8. Que entendemos pelas ‘grandes riquezas’ assim chamadas em significação, senão as abundantes sutilezas dos conselhos, as quais ‘a mão’ do que busca ‘acha’, porque o pensamento de quem a elas se aplica as produz? Pois estas ‘riquezas’ da sabedoria, tendo-as Salomão diante dos olhos, diz: A coroa dos sábios são as suas riquezas. [Pr 14,24] E porque a mesma pessoa não chama metais da terra, mas entendimento, pelo nome de ‘riquezas’, logo acrescenta, por via de contrário: Mas a estultícia dos tolos é imprudência. Pois, se chamasse às riquezas terrenas ‘a coroa dos sábios’, certamente reconheceria a insensatez dos tolos como pobreza, antes que imprudência. Mas, porque acrescentou ‘a estultícia dos tolos, imprudência’, tornou claro que chama prudência ‘as riquezas dos sábios’. Estas ‘riquezas’…

São Gregório Magno · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 8 · séc. VII

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São Gregório Magno

20. Se devemos entender esta passagem espiritualmente, por *ventre* ele significa os recessos secretos do coração. Mas por *vinho novo* entende-se o calor do Espírito Santo, do qual o Senhor diz no Evangelho: *Põem vinho novo em odres novos.* [Mt 9, 17] Pois quando os Apóstolos foram subitamente cheios dele, e falavam em toda a língua, foi dito pelos judeus, que não conheciam a verdade e todavia davam testemunho dela: *Estes homens estão cheios de vinho novo.* [At 2, 4] Mas por *odres* entendemos não inapropriadamente ou as consciências que são fracas pelo seu próprio estado de humanidade, ou certamente aqueles vasos terrenos dos nossos corpos; dos quais o Apóstolo Paulo diz: *Temos este tesouro em vasos de barro.* [2 Cor 4, 7] Mas porque Eliu, como antes observámos, estava tão inchado e t…

São Gregório Magno · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 20 · séc. VII

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