Referência

2Cor 6, 11

Veja onde esta passagem aparece no corpus patrístico disponível.

Trechos nesta página

2

Comentários diretos

0

Autores distintos

1

Matos Soares

11A nossa boca está aberta para vós, ó Coríntios, o nosso coração dilatou-se.

Matos Soares · domínio público

Levar para o chatEntre na conta para conversar com os Padres a partir deste versículo.
Dossiês doutrinaisQuando um versículo abre um tema maior, o próximo passo é seguir por um dossiê temático.

Comentário direto

0

Trechos em que os Padres comentam diretamente esta passagem ou o seu contexto imediato.

Nenhum comentário direto traduzido para este versículo. A Catena Aurea comenta diretamente os quatro Evangelhos; em outros livros, procure principalmente em citações internas.

Citações internas

2

Trechos em que este versículo aparece citado dentro de outro argumento patrístico.

Santo Thomas Aquinas

Objeção 1: Parece que a caridade não aumenta indefinidamente. Porque todo movimento é para algum fim e termo, como se afirma na Metaf. II, texto 8,9. Ora, o aumento da caridade é um movimento. Logo, tende para um fim e termo. Portanto, a caridade não aumenta indefinidamente. Objeção 2: Ademais, nenhuma forma ultrapassa a capacidade do seu sujeito. Ora, a capacidade da criatura racional, que é o sujeito da caridade, é finita. Logo, a caridade não pode aumentar indefinidamente. Objeção 3: Ademais, toda coisa finita pode, por aumento contínuo, atingir a quantidade de outra coisa finita, por maior que seja, a menos que a grandeza do seu aumento seja sempre menor. Assim, o Filósofo afirma (Fís. III,6) que, se dividirmos uma linha em um número indefinido de partes, e as retirarmos e as adicionarmos indefinidamente a outra linha, jamais chegaremos a uma quantidade determinada resultante daquelas duas linhas, a saber, daquela da qual subtraímos e daquela à qual adicionamos o que foi subtraído. Ora, isto não ocorre no caso presente, porque não é necessário que o segundo aumento da caridade seja menor que o primeiro; antes, é provável que seja igual ou maior. Portanto, assim como a caridade dos bem-aventurados é algo finito, se a caridade do viandante pode aumentar indefinidamente, seguir-se-ia que a caridade da via poderia igualar a caridade do céu, o que é absurdo. Logo, a caridade do viandante não pode aumentar indefinidamente. Em contrário, diz o Apóstolo (Filip. 3,12): «Não que já a tenha alcançado, ou que já seja perfeito; mas prossigo, para ver se de algum modo a posso compreender», sobre o que diz uma glosa: «Ainda que tenha feito grande progresso, nenhum dos fiéis diga: «Basta». Pois quem diz isto deixa o caminho antes de chegar ao seu destino.» Portanto, a caridade do viandante pode sempre aumentar cada vez mais. Respondo que um termo para o aumento de uma forma pode ser fixado de três maneiras: primeiro, pela razão da própria forma, que tem uma medida fixa, e quando esta é atingida já não é possível avançar mais naquela forma; mas se algum avanço ulterior se fizer, outra forma é alcançada. Exemplo disto é a palidez, cujos limites podem, por alteração contínua, ser ultrapassados, seja para que sobrevenha a brancura, seja para que se produza a negrura. Segundo, por parte do agente, cujo poder não se estende a um maior aumento da forma no seu sujeito. Terceiro, por parte do sujeito, que não é capaz de perfeição ulterior. Ora, de nenhuma destas maneiras se impõe um limite ao aumento da caridade do homem, enquanto está no estado de viandante. Pois a caridade em si mesma, considerada como tal, não tem limite para o seu aumento, visto ser uma participação da caridade infinita que é o Espírito Santo. De modo semelhante, a causa do aumento da caridade, a saber, Deus, possui poder infinito. Além disso, por parte do sujeito, não se pode determinar nenhum limite para este aumento, porque, sempre que a caridade aumenta, há uma capacidade acrescida para receber um ulterior aumento. É evidente, portanto, que não é possível fixar quaisquer limites para o aumento da caridade nesta vida. Resposta à objeção 1: O aumento da caridade se ordena para um fim, que não está nesta vida, mas na vida futura. Resposta à objeção 2: A capacidade da criatura racional é aumentada pela caridade, porque o coração é dilatado por ela, segundo 2 Cor. 6,11: «O nosso coração se dilatou»; de modo que permanece ainda capaz de receber um aumento ulterior. Resposta à objeção 3: Este argumento vale para as coisas que têm o mesmo gênero de quantidade, mas não para as que têm gêneros diversos: assim, por mais que uma linha aumente, não atinge a quantidade de uma superfície. Ora, a quantidade da caridade do viandante, que segue o conhecimento da fé, não é do mesmo gênero que a quantidade da caridade dos bem-aventurados, que segue a visão clara. Logo, o argumento não prova.

Summa Theologiae — Second Part of the Second Part · Article. 7 - Whether charity increases indefinitely? · séc. XIII

tradução automática

Santo Thomas Aquinas

**Objecção 1:** Pareceria que a dilatação não é um efeito do prazer. Pois a dilatação parece pertencer mais ao amor, segundo o Apóstolo (2 Cor 6,11): «O nosso coração está dilatado.» Donde se escreve (Sl 118,96) acerca do preceito da caridade: «O teu mandamento é em extremo largo.» Mas o prazer é uma paixão distinta do amor. Logo, a dilatação não é efeito do prazer. **Objecção 2:** Ademais, quando uma coisa se dilata, torna-se capaz de receber mais. Mas o receber pertence ao desejo, que é de algo ainda não possuído. Portanto, a dilatação parece pertencer ao desejo mais do que ao prazer. **Objecção 3:** Além disso, a contracção é contrária à dilatação. Ora, a contracção parece pertencer ao prazer, pois a mão se fecha sobre aquilo que queremos segurar firmemente; e tal é a afeição do apetite em relação ao que lhe agrada. Logo, a dilatação não pertence ao prazer. **Em contrário,** para expressar a alegria, está escrito (Is 60,5): «Verás e abundarás; o teu coração se maravilhará e se dilatará.» Além disso, o prazer é chamado pelo nome de «laetitia», por ser derivado de «dilatatio» [dilatação], como se disse acima (Q. 31, a. 3, ad 3). **Respondo:** A largura é uma dimensão da magnitude corporal; por isso não se aplica às emoções da alma senão metaforicamente. Ora, a dilatação denota um certo movimento para a largura; e pertence ao prazer em respeito às duas coisas requeridas para o prazer. Uma delas é da parte da potência apreensiva, que conhece a conjunção com algum bem adequado. Como resultado dessa apreensão, o homem percebe que alcançou uma certa perfeição, que é uma magnitude da ordem espiritual; e nesse respeito diz-se que a mente do homem é engrandecida ou dilatada pelo prazer. A outra coisa requerida para o prazer é da parte da potência apetitiva, que se aquieta no objecto prazeroso e nele descansa, como que se oferecendo para envolvê-lo dentro de si. E assim a afeição do homem é dilatada pelo prazer, como se se entregasse a conter dentro de si o objecto do seu prazer. **Resposta à Objecção 1:** Nas expressões metafóricas, nada impede que uma mesma coisa seja atribuída a coisas diferentes segundo diferentes semelhanças. E desse modo a dilatação pertence ao amor por uma certa difusão, na medida em que a afeição do amante se difunde para os outros, de modo a cuidar não só dos próprios interesses, mas também do que concerne aos outros. Por outro lado, a dilatação pertence ao prazer na medida em que uma coisa se torna mais ampla em si mesma, de modo a se tornar mais capaz. **Resposta à Objecção 2:** O desejo inclui uma certa dilatação proveniente da imaginação da coisa desejada; mas essa dilatação aumenta na presença do objecto prazeroso: porque a mente se entrega mais a esse objecto quando já está gozando dele do que quando o deseja antes de o possuir; pois o prazer é o fim do desejo. **Resposta à Objecção 3:** Aquele que se deleita numa coisa a segura firmemente, aderindo a ela com todas as suas forças; mas abre o coração para ela, a fim de gozá-la perfeitamente.

Summa Theologiae — First Part of the Second Part · Article. 1 - Whether expansion is an effect of pleasure? · séc. XIII

tradução automática