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2Cor 6, 15

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Matos Soares

15Que concórdia entre Cristo e Belial? Que de comum entre o fiel e o infiel?

Matos Soares · domínio público

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Citações internas

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Santo Thomas Aquinas

**Objeção 1:** Parece que, ao ser santificada no ventre, a Bem-aventurada Virgem não foi preservada de todo pecado atual. Pois, como já dissemos (A[3]), após a sua primeira santificação, o fomes permaneceu na Virgem. Ora, o movimento do fomes, ainda que preceda o ato da razão, é pecado venial, embora levíssimo, como diz Agostinho em sua obra *De Trinitate* [*Cf. Sent. ii, D, 24]. Logo, houve algum pecado venial na Bem-aventurada Virgem. **Objeção 2:** Ademais, Agostinho (Qq. Nov. et Vet. Test. lxxiii sobre Lc 2,35: "Uma espada traspassará a tua alma") diz que a Bem-aventurada Virgem "foi perturbada por uma dúvida de admiração na morte de Nosso Senhor". Ora, a dúvida nas coisas da fé é pecado. Portanto, a Bem-aventurada Virgem não foi preservada de todo pecado atual. **Objeção 3:** Ademais, Crisóstomo (Hom. xlv in Matth.), comentando o texto: "Eis que tua mãe e teus irmãos estão fora, e te buscam", diz: "É claro que fizeram isto por mera vanglória." Ainda sobre Jo 2,3: "Não têm vinho", o mesmo Crisóstomo diz que "ela desejava fazer-lhes um favor e elevar-se na estima deles por meio de seu Filho; e talvez sucumbiu à fraqueza humana, assim como fizeram seus irmãos quando disseram: 'Manifesta-te ao mundo.'" E um pouco adiante diz: "Porque ainda não cria nele como devia." Ora, é bastante claro que tudo isto era pecaminoso. Logo, a Bem-aventurada Virgem não foi preservada de todo pecado. **Ao contrário,** Agostinho diz (De Nat. et Grat. xxxvi): "Em matéria de pecado, é meu desejo excluir absolutamente todas as questões concernentes à santa Virgem Maria, por causa da honra devida a Cristo. Pois, como ela concebeu e deu à luz Àquele que certissimamente não era réu de pecado algum, sabemos que lhe foi dada uma abundância de graça, para que fosse de todo modo vencedora do pecado." **Respondo que:** Deus prepara e adorna aqueles que escolhe para algum ofício particular de modo que sejam tornados capazes de cumpri-lo, segundo 2 Coríntios 3,6: "(O qual) nos fez ministros idôneos do Novo Testamento." Ora, a Bem-aventurada Virgem foi escolhida por Deus para ser sua Mãe. Portanto, não pode haver dúvida de que Deus, por sua graça, a tornou digna daquele ofício, segundo as palavras que lhe foram ditas pelo anjo (Lc 1,30-31): "Achaste graça diante de Deus: eis que conceberás," etc. Mas ela não teria sido digna de ser a Mãe de Deus, se alguma vez tivesse pecado. Primeiro, porque a honra dos pais reflete sobre o filho, segundo Provérbios 17,6: "A glória dos filhos são os pais"; e, consequentemente, por outro lado, a vergonha da Mãe teria refletido sobre seu Filho. Segundo, por causa da singular afinidade entre ela e Cristo, que dela tomou a carne, e está escrito (2 Coríntios 6,15): "Que concórdia há entre Cristo e Belial?" Terceiro, por causa do modo singular pelo qual o Filho de Deus, que é a "Sabedoria Divina" (1 Coríntios 1,24), habitou nela, não só na alma, mas no ventre. E está escrito (Sabedoria 1,4): "A sabedoria não entrará na alma maliciosa, nem habitará no corpo sujeito ao pecado." Devemos, portanto, confessar simplesmente que a Bem-aventurada Virgem não cometeu nenhum pecado atual, nem mortal nem venial; de modo que se cumpre o que está escrito (Cânticos 4,7): "Toda formosa és, amiga minha, e não há mácula em ti," etc. **Resposta à objeção 1:** Após a sua santificação, o fomes permaneceu na Bem-aventurada Virgem, mas atado, para que não fosse surpreendida por algum ato desordenado súbito, anterior ao ato da razão. E embora a graça da sua santificação contribuísse para esse efeito, todavia não bastava; pois de outro modo o resultado da sua santificação teria sido tornar impossível nela qualquer movimento sensível não precedido por um ato da razão, e assim ela não teria tido o fomes, o que é contrário ao que dissemos acima (A[3]). Devemos, portanto, dizer que o referido atamento (do fomes) foi aperfeiçoado pela divina providência, não permitindo que do fomes resultasse nenhum movimento desordenado. **Resposta à objeção 2:** Orígenes (Hom. xvii in Luc.) e certos outros doutores expõem estas palavras de Simeão como referindo-se à dor que ela sofreu por ocasião da Paixão de Nosso Senhor. Ambrósio (in Luc. 2,35) diz que a espada significa "a prudência de Maria, que tomava nota do mistério celeste. Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes" (Hebreus 4,12). Outros, ainda, tomam a espada como significando dúvida. Mas isto se deve entender da dúvida, não de incredulidade, mas de admiração e discussão. Assim, Basílio diz (Ep. ad Optim.) que "a Bem-aventurada Virgem, estando junto à cruz e observando cada detalhe, após a mensagem de Gabriel e o inefável conhecimento da Concepção Divina, após aquela maravilhosa manifestação de milagres, foi perturbada em sua mente": isto é, por um lado vendo-O sofrer tamanha humilhação, e por outro considerando suas obras maravilhosas. **Resposta à objeção 3:** Nessas palavras, Crisóstomo vai longe demais. Podem, contudo, ser explicadas como significando que Nosso Senhor corrigiu nela, não o movimento desordenado de vanglória a respeito de si mesma, mas o que poderia estar nos pensamentos de outros.

Summa Theologiae — Third Part (Christology & Sacraments) · Article. 4 - Whether by being sanctified in the womb the Blessed Virgin was preserved from all actual sin? · séc. XIII

tradução automática

Santo Thomas Aquinas

**Objecção 1:** Parece que Cristo não devia ter aparecido aos discípulos "sob outra figura". Porque uma coisa não pode aparecer em verdade diversa do que é. Ora, em Cristo havia apenas uma figura. Logo, se Ele apareceu sob outra, não foi uma verdadeira, mas uma falsa aparição. Ora, isto não é de modo algum conveniente, porque, como diz Agostinho (QQ. lxxxiii, qu. 14): "Se Ele engana, não é a Verdade; contudo, Cristo é a Verdade." Consequentemente, parece que Cristo não devia ter aparecido aos discípulos "sob outra figura". **Objecção 2:** Demais. Nada pode aparecer sob figura diversa da que tem, a não ser que os olhos do espectador sejam enganados por algumas ilusões. Ora, como tais ilusões são produzidas por artes mágicas, são indignas de Cristo, segundo o que está escrito (2 Cor. 6,15): "Que concórdia há entre Cristo e Belial?" Logo, parece que Cristo não devia ter aparecido sob outra figura. **Objecção 3:** Demais. Assim como a nossa fé recebe a sua certeza da Escritura, assim os discípulos foram confirmados na fé da Ressurreição pela aparição de Cristo a eles. Mas, como diz Agostinho numa Epístola a Jerônimo (xxviii), se se admite uma só falsidade na Sagrada Escritura, toda a autoridade das Escrituras é enfraquecida. Consequentemente, se Cristo apareceu aos discípulos, em ao menos uma aparição, diverso do que era, então tudo o que viram em Cristo depois da Ressurreição terá menor importância, o que não é conveniente. Logo, Ele não devia ter aparecido sob outra figura. **Ao contrário,** está escrito (Mc. 16,12): "Depois disto apareceu em outra figura a dois deles que iam caminhando para o campo." **Respondo que,** como foi dito acima (AA[1],2), a Ressurreição de Cristo devia ser manifestada aos homens do mesmo modo que as coisas divinas são reveladas. Ora, as coisas divinas são reveladas aos homens de diversas maneiras, segundo eles estão dispostos diversamente. Pois os que têm a mente bem disposta percebem retamente as coisas divinas, ao passo que os que não estão assim dispostos as percebem com certa confusão de dúvida ou erro: "porque o homem sensual não percebe as coisas que são do Espírito de Deus", como se diz em 1 Cor. 2,14. Por conseguinte, depois da Ressurreição Cristo apareceu na sua própria figura a alguns que estavam bem dispostos para crer, enquanto apareceu sob outra figura àqueles que pareciam já esfriar na fé; por isso disseram estes (Lc. 24,21): "Nós esperávamos que fosse Ele o que havia de redimir Israel." Donde Gregório diz (Hom. xxiii in Evang.) que "Ele se lhes mostrou no corpo tal como estava nas suas mentes; porque, sendo Ele ainda como que estranho à fé nos seus corações, fingiu que ia mais adiante", isto é, como se fosse um estrangeiro. **Resposta à Objecção 1:** Como diz Agostinho (De Qq. Evang. ii), "nem tudo o que fingimos é falsidade; mas quando o que fingimos não tem significação alguma, então é falsidade. Porém, quando o nosso fingimento tem alguma significação, não é mentira, mas figura da verdade; de outro modo, tudo o que é dito figurativamente pelos homens sábios e santos, ou até pelo próprio Senhor, seria tido por falsidade, porque não é costume tomar tais expressões no sentido literal. E as ações, assim como as palavras, são fingidas sem falsidade, para denotar outra coisa." E assim aconteceu aqui, como foi dito. **Resposta à Objecção 2:** Como diz Agostinho (De Consens. Evang. iii): "Nosso Senhor podia mudar a Sua carne de modo que a sua figura fosse realmente outra do que aquela a que estavam acostumados a ver; pois antes da Sua Paixão foi transfigurado no monte, de modo que o seu rosto resplandeceu como o sol. Mas não foi assim agora." Porque não sem razão "entendemos que este embaraço nos seus olhos foi obra de Satanás, para que Jesus não fosse reconhecido". Donde Lucas diz (24,16) que "os seus olhos estavam retidos, para que o não conhecessem". **Resposta à Objecção 3:** Tal argumento valeria, se eles não tivessem sido trazidos de volta da visão de uma figura estranha para a do verdadeiro semblante de Cristo. Pois, como diz Agostinho (De Consens. Evang. iii): "A permissão foi dada por Cristo" – a saber, que os seus olhos fossem retidos na maneira sobredita – "até ao Sacramento do pão; para que, tendo participado da unidade do Seu corpo, se entendesse que o embaraço do inimigo foi removido, de modo que Cristo fosse reconhecido." Donde prossegue: "E abriram-se-lhes os olhos, e conheceram-no"; não que andassem até então com os olhos fechados; mas havia neles algo pelo qual não lhes era permitido reconhecer o que viam. Isto podia ser causado pela escuridão ou por algum humor.

Summa Theologiae — Third Part (Christology & Sacraments) · Article. 4 - Whether Christ should have appeared to the disciples 'in another shape'? · séc. XIII

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2Cor 6, 15 nos Padres da Igreja | Aurea