Santo Tomás de Aquino
Objeção 1: Parece que não se requer da parte do homem nenhuma preparação ou disposição para a graça, porque, como diz o Apóstolo (Rm 4,4), «Ao que obra, o salário não é computado segundo a graça, mas segundo a dívida». Ora, a preparação do homem pelo livre-arbítrio só pode ser mediante alguma operação. Logo, isso eliminaria a noção de graça. Objeção 2: Ademais, quem está em estado de pecado não se prepara para ter a graça. Ora, a graça é dada a alguns que estão em estado de pecado, como é claro no caso de Paulo, que recebeu a graça enquanto «respirava ameaças e mortes contra os discípulos do Senhor» (At 9,1). Logo, não se requer da parte do homem nenhuma preparação para a graça. Objeção 3: Ademais, um agente de poder infinito não necessita de disposição na matéria, pois nem sequer requer…
Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte da Segunda Parte · Art. 2 · séc. XIII
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