Referência

Ef 1, 4

Veja onde esta passagem aparece no corpus patrístico disponível.

Trechos nesta página

2

Comentários diretos

0

Autores distintos

1

Matos Soares

4escolhendo-nos nele, antes da criação do mundo, para sermos santos e imaculados, a seus olhos,

Matos Soares · domínio público

Levar para o chatEntre na conta para conversar com os Padres a partir deste versículo.
Dossiês doutrinaisQuando um versículo abre um tema maior, o próximo passo é seguir por um dossiê temático.

Comentário direto

0

Trechos em que os Padres comentam diretamente esta passagem ou o seu contexto imediato.

Nenhum comentário direto traduzido para este versículo. A Catena Aurea comenta diretamente os quatro Evangelhos; em outros livros, procure principalmente em citações internas.

Citações internas

2

Trechos em que este versículo aparece citado dentro de outro argumento patrístico.

Santo Thomas Aquinas

**Objeção 1:** Parece que em Cristo não houve livre-arbítrio. Pois Damasceno diz (De Fide Orth. iii, 14) que *gnome*, i.e., opinião, pensamento ou cogitação, e *proairesis*, i.e., escolha, "não podem de modo algum ser atribuídas ao nosso Senhor, se quisermos falar com propriedade". Ora, nas coisas da fé, sobretudo, devemos falar com propriedade. Logo, não houve escolha em Cristo e, consequentemente, nenhum livre-arbítrio, do qual a escolha é o ato. **Objeção 2:** Ademais, o Filósofo diz (Ética iii, 2) que a escolha é "um desejo de algo após deliberação". Ora, a deliberação não parece existir em Cristo, porque não deliberamos acerca daquelas coisas de que estamos certos. Mas Cristo estava certo de tudo. Portanto, não houve deliberação e, consequentemente, nenhum livre-arbítrio em Cristo. **Objeção 3:** Ademais, o livre-arbítrio é indiferente. Ora, a vontade de Cristo estava determinada para o bem, visto que não podia pecar, como foi dito acima (Q[15], AA[1],2). Logo, não houve livre-arbítrio em Cristo. **Em contrário,** está escrito (Is 7,15): "Ele comerá manteiga e mel, para que saiba rejeitar o mal e escolher o bem", o que é ato do livre-arbítrio. Portanto, houve livre-arbítrio em Cristo. **Respondo que,** como foi dito acima (A[3]), houve em Cristo um duplo ato da vontade: um, pelo qual era atraído a algo querido em si mesmo, o que implica a natureza de fim; outro, pelo qual sua vontade era atraída a algo querido por estar ordenado a outro — o que pertence à natureza de meio. Ora, como diz o Filósofo (Ética iii, 2), a escolha difere da vontade nisto: a vontade, por si mesma, diz respeito ao fim, ao passo que a escolha diz respeito aos meios. E assim, a simples vontade é o mesmo que a "vontade como natureza"; mas a escolha é o mesmo que a "vontade como razão", e é o ato próprio do livre-arbítrio, como foi dito na Primeira Parte, Q[83], A[3]. Portanto, visto que a "vontade como razão" está posta em Cristo, devemos também pôr a escolha e, consequentemente, o livre-arbítrio, cujo ato é a escolha, como foi dito na Primeira Parte, Q[83], A[3]; Primeira da Segunda, Q[13], A[1]. **Resposta à Objeção 1:** Damasceno exclui a escolha de Cristo na medida em que considera que na palavra escolha está implícita a dúvida. Contudo, a dúvida não é necessária à escolha, pois até mesmo a Deus pertence escolher, segundo Efésios 1,4: "Ele nos elegeu nele antes da fundação do mundo", embora em Deus não haja dúvida. Todavia, a dúvida é acidental à escolha quando esta se dá numa natureza ignorante. O mesmo podemos dizer de tudo o mais que é mencionado na passagem citada. **Resposta à Objeção 2:** A escolha pressupõe a deliberação; contudo, só segue a deliberação enquanto determinada pelo juízo. Pois aquilo que julgamos dever ser feito, nós o escolhemos após a inquirição da deliberação, como se afirma (Ética iii, 2,3). Portanto, se algo é julgado necessário de ser feito, sem qualquer dúvida ou inquirição precedente, isso é suficiente para a escolha. Donde é claro que a dúvida ou a inquirição pertencem à escolha não essencialmente, mas apenas quando ela se dá numa natureza ignorante. **Resposta à Objeção 3:** A vontade de Cristo, embora determinada para o bem, não é determinada para este ou aquele bem. Por isso, pertence a Cristo, assim como aos bem-aventurados, escolher com um livre-arbítrio confirmado no bem.

Summa Theologiae — Third Part (Christology & Sacraments) · Article. 4 - Whether there was free-will in Christ? · séc. XIII

tradução automática

Santo Thomas Aquinas

**Objeção 1:** Parece que os predestinados não são escolhidos por Deus. Porque Dionísio diz (Div. Nom. iv, 1) que, assim como o sol corpóreo envia seus raios sobre todos sem escolha, assim também Deus envia a sua bondade. Ora, a bondade de Deus é comunicada a alguns de modo especial mediante a participação da graça e da glória. Logo, Deus comunica a sua graça e a sua glória sem qualquer escolha; e isto pertence à predestinação. **Objeção 2:** Ademais, a eleição é de coisas que existem. Ora, a predestinação desde toda a eternidade é também de coisas que não existem. Logo, alguns são predestinados sem eleição. **Objeção 3:** Ademais, a eleição implica alguma discriminação. Ora, Deus "quer que todos os homens se salvem" (1 Timóteo 2,4). Portanto, a predestinação, que ordena os homens para a salvação eterna, é sem eleição. **Em contrário,** está escrito (Efésios 1,4): "Ele nos escolheu n'Ele antes da fundação do mundo." **Respondo que** a predestinação pressupõe a eleição na ordem da razão; e a eleição pressupõe o amor. A razão disto é que a predestinação, como foi dito acima (A[1]), é uma parte da providência. Ora, a providência, como também a prudência, é o plano existente no intelecto que dirige a ordenação de algumas coisas para um fim; como foi provado acima (Q[22], A[2]). Mas nada é dirigido para um fim se a vontade desse fim já não existe. Donde, a predestinação de alguns para a salvação eterna pressupõe, na ordem da razão, que Deus queira a sua salvação; e a isso pertencem tanto a eleição como o amor: — o amor, enquanto lhes quer este bem particular da salvação eterna; pois amar é querer bem a alguém, como foi dito acima (Q[20], AA[2],3): — a eleição, enquanto quer este bem a alguns de preferência a outros; visto que reprova a alguns, como foi dito acima (A[3]). A eleição e o amor, contudo, são ordenados de modo diverso em Deus e em nós: porque em nós, ao amar, a vontade não causa o bem, mas somos incitados a amar pelo bem que já existe; e, portanto, escolhemos alguém para amar, e assim a eleição em nós precede o amor. Em Deus, porém, dá-se o contrário. Pois a sua vontade, pela qual, amando, quer o bem a alguém, é a causa daquele bem possuído por alguns de preferência a outros. Assim, fica claro que o amor precede a eleição na ordem da razão, e a eleição precede a predestinação. Donde, todos os predestinados são objetos de eleição e de amor. **Resposta à objeção 1:** Se considerarmos a comunicação da bondade divina em geral, Deus comunica a sua bondade sem eleição; porquanto não há nada que de algum modo não participe da sua bondade, como dissemos acima (Q[6], A[4]). Mas se considerarmos a comunicação deste ou daquele bem particular, Ele não a distribui sem eleição; pois dá certos bens a alguns homens, que não dá a outros. Assim, na concessão da graça e da glória, está implicada a eleição. **Resposta à objeção 2:** Quando a vontade de quem escolhe é incitada a fazer uma escolha pelo bem já preexistente no objeto escolhido, a escolha deve necessariamente ser das coisas que já existem, como acontece na nossa escolha. Em Deus, é de outro modo; como foi dito acima (Q[20], A[2]). Assim, como diz Agostinho (De Verb. Ap. Serm. 11): "São escolhidos por Deus os que não existem; contudo, Ele não erra na sua escolha." **Resposta à objeção 3:** Deus quer que todos os homens se salvem pela sua vontade antecedente, que é querer não absoluta, mas relativamente; e não pela sua vontade consequente, que é querer absolutamente.

Summa Theologiae — First Part · Article. 4 - Whether the predestined are chosen by God? [*“Eligantur.”] · séc. XIII

tradução automática