Referência

Ef 2, 3

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Matos Soares

3entre os quais também todos nós vivíamos outrora, segundo os desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos apetites, e éramos por natureza filhos da ira, como todos os outros.

Matos Soares · domínio público

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Citações internas

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Trechos em que este versículo aparece citado dentro de outro argumento patrístico.

Santo Thomas Aquinas

Objeção 1: Parece que a graça da união não era natural ao homem Cristo. Porque a união da Encarnação não se deu na natureza, mas na Pessoa, como foi dito acima (Art. 2). Ora, uma coisa é denominada a partir do seu termo. Portanto, esta graça deveria antes ser chamada pessoal do que natural. Objeção 2: Além disso, a graça é dividida contra a natureza, assim como as coisas gratuitas, que são de Deus, se distinguem das coisas naturais, que provêm de um princípio intrínseco. Mas se as coisas são divididas em oposição entre si, uma não é denominada pela outra. Portanto, a graça de Cristo não Lhe era natural. Objeção 3: Além disso, natural é aquilo que é segundo a natureza. Ora, a graça da união não é natural a Cristo com respeito à Natureza Divina, porque então pertenceria às outras Pessoas; nem Lhe é natural segundo a natureza humana, porque então pertenceria a todos os homens, visto que são da mesma natureza que Ele. Portanto, parece que a graça da união de modo algum é natural a Cristo. Ao contrário, Agostinho diz (Enquirídio, cap. 40): «Na assunção da natureza humana, a própria graça tornou-se de certo modo natural àquele homem, de sorte que nEle não houvesse lugar para o pecado.» Respondo que, segundo o Filósofo (Metafísica, V, 5), natureza designa, de um modo, a natividade; de outro, a essência de uma coisa. Por isso, natural pode ser considerado de duas maneiras: primeiro, como aquilo que provém somente dos princípios essenciais de uma coisa, como é natural ao fogo subir; segundo, chamamos natural ao homem aquilo que ele tem desde o seu nascimento, conforme Efésios 2,3: «Éramos por natureza filhos da ira»; e Sabedoria 12,10: «Era uma geração perversa, e a sua malícia natural.» Portanto, a graça de Cristo, seja de união seja habitual, não pode ser chamada natural como se fosse causada pelos princípios da natureza humana de Cristo, embora possa ser chamada natural como se viesse à natureza humana de Cristo pela causalidade da Sua Natureza Divina. Mas estas duas espécies de graça dizem-se naturais a Cristo enquanto Ele as teve desde a Sua natividade, pois desde o início da Sua conceição a natureza humana foi unida à Pessoa Divina, e a Sua alma foi repleta do dom da graça. Resposta à Objeção 1: Embora a união não se tenha dado na natureza, contudo foi causada pelo poder da Natureza Divina, que é verdadeiramente a natureza de Cristo, e, além disso, pertenceu a Cristo desde o início da Sua natividade. Resposta à Objeção 2: A união não se diz graça e natural sob o mesmo aspecto; pois é chamada graça enquanto não provém de mérito; e é dita natural enquanto, pelo poder da Natureza Divina, estava na humanidade de Cristo desde a Sua natividade. Resposta à Objeção 3: A graça da união não é natural a Cristo segundo a Sua natureza humana, como se fosse causada pelos princípios da natureza humana, e por isso não precisa pertencer a todos os homens. Contudo, é natural a Ele com respeito à natureza humana por causa da «propriedade» do Seu nascimento, visto que foi concebido pelo Espírito Santo, para que fosse o Filho natural de Deus e do homem. Mas é natural a Ele com respeito à Natureza Divina, enquanto a Natureza Divina é o princípio ativo desta graça; e isto pertence a toda a Trindade, ou seja, ser o princípio ativo desta graça.

Summa Theologiae — Third Part (Christology & Sacraments) · Article. 12 - Whether the grace of union was natural to the man Christ? · séc. XIII

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Ef 2, 3 nos Padres da Igreja | Aurea