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Gn 3, 19

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Matos Soares

19Comerás o pão com o suor do teu rosto, até que voltes à terra, de que foste tomado, porque tu és pó, e em pó te hás-de tornar.

Matos Soares · domínio público

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Nenhum comentário direto traduzido para este versículo. A Catena Aurea comenta diretamente os quatro Evangelhos; em outros livros, procure principalmente em citações internas.

Citações internas

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Trechos em que este versículo aparece citado dentro de outro argumento patrístico.

Santo Agostinho

Ou; acrescenta-se: “Pelo Céu, etc.”, porque os judeus não se julgavam obrigados quando juravam por tais coisas. Como se dissesse: Quando jurais pelo Céu e pela Terra, não penseis que não deveis o vosso juramento ao Senhor vosso Deus, pois ficais provados a ter jurado por Aquele de quem o Céu é o trono e a Terra o escabelo de seus pés; o que não se diz como se Deus tivesse tais membros colocados sobre o Céu e a Terra, à maneira de um homem que está sentado; mas esse assento significa o juízo de Deus sobre nós. E, visto que em toda a extensão deste universo é o Céu que possui a mais alta beleza, diz-se que Deus está sentado sobre os Céus, como mostrando que o poder divino é mais excelente do que a mais excelsa demonstração de beleza; e diz-se que Ele está em pé sobre a Terra, como pondo ao mais baixo uso uma beleza menor. Espiritualmente, pelos Céus se designam as almas santas; pela Terra, as pecadoras, visto que “o homem espiritual julga todas as coisas” [1Cor 2,15]. Mas ao pecador é dito: “És terra, e à terra hás de tornar” [Gn 3,19]. E aquele que quer permanecer debaixo de uma lei é posto debaixo de uma lei; por isso acrescenta: “É o escabelo de seus pés. Nem por Jerusalém, porque é a cidade do Grande Rei”; isto é dito melhor do que ‘é minha’; embora se entenda significar o mesmo. E porque Ele é também verdadeiramente Senhor, quem jura por Jerusalém deve o seu juramento ao Senhor. “Nem pela tua cabeça.” Que poderia alguém considerar mais inteiramente sua própria propriedade do que a sua cabeça? Mas como é ela nossa, se não temos poder para fazer um cabelo branco ou preto? Quem jura, pois, pela sua própria cabeça, também deve os seus votos ao Senhor; e por isto se podem entender as demais coisas.

Serm. in Mont. · Serm. in Mont., i, 17 · séc. V

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Santo Agostinho

Ou: "nos céus" é entre os santos e os homens justos; pois Deus não está contido no espaço. Pois os céus, literalmente, são as partes superiores do universo, e se Deus fosse pensado como estando neles, então as aves seriam de maior mérito que os homens, visto que teriam sua habitação mais próxima de Deus. Mas "Deus está perto", não se diz dos homens de elevada estatura, ou dos habitantes dos cumes dos montes, mas "dos que têm o coração quebrantado". Mas, assim como o pecador é chamado "terra", segundo: "terra és, e à terra hás de tornar", assim, por outro lado, poderia o justo ser chamado "céu". Assim, pois, retamente se diria "que estais nos céus", pois pareceria haver tanta diferença espiritualmente entre os justos e os pecadores, quanto localmente entre o céu e a terra. Com o intuito de significar tal coisa é que voltamos nossos rostos na oração para o oriente, não como se Deus estivesse só ali, abandonando todas as outras partes da terra; mas para que a mente seja advertida a voltar-se para aquela natureza que é mais excelente, isto é, para Deus, quando seu corpo, que é de terra, se volta para o corpo mais excelente, que é do céu. Pois é desejável que todos, tanto pequenos como grandes, tenham retas concepções de Deus, e por isso, para aqueles que não podem fixar seu pensamento nas naturezas espirituais, é melhor que pensem em Deus como estando no céu do que na terra.

Serm. in Mont. · Serm. in Mont., ii, 5 · séc. V

tradução automática
Gn 3, 19 nos Padres da Igreja | Aurea