Santo Tomás de Aquino
Objeção 1: Parece que as dúvidas não devem ser interpretadas pelo melhor. Porque devemos julgar pelo que acontece na maioria das vezes. Ora, na maioria das vezes acontece que o mal é feito, pois “o número dos insensatos é infinito” (Eclesiastes 1,15), “porque a imaginação e o pensamento do coração do homem são propensos ao mal desde a sua mocidade” (Gênesis 8,21). Logo, as dúvidas devem ser interpretadas pelo pior, antes que pelo melhor. Objeção 2: Além disso, Agostinho diz (De Doctrina Christiana, I, 27) que “leva uma vida pia e justa aquele que é são no seu juízo acerca das coisas, e não se inclina nem para um lado nem para outro”. Ora, aquele que interpreta um ponto duvidoso pelo melhor inclina-se para um lado. Logo, isso não deve ser feito. Objeção 3: Além disso, o homem deve amar o…
Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 4 · séc. XIII
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