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Hb 1, 3

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Matos Soares

3o qual (Filho), sendo o resplendor da sua glória e a figura da sua substância, sustentando tudo com a sua poderosa palavra, depois de ter feito a purificação dos pecados (dos homens com os seus sofrimentos) está sentado (como homem) à direita da majestade (de Deus) nas alturas,

Matos Soares · domínio público

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Citações internas

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Orígenes

Ou assim: A palavra glória é aqui usada num sentido diferente daquele que alguns pagãos lhe atribuem, que definiram a glória como a reunião dos louvores de muitos. É evidente que a glória em tal sentido é coisa diferente daquela mencionada no Êxodo, onde se diz que a glória do Senhor encheu o tabernáculo (Êx 40:34), e que o rosto de Moisés foi glorificado. A glória aqui mencionada é algo visível, uma certa aparição divina no templo e no rosto de Moisés; mas num sentido mais elevado e mais espiritual somos glorificados quando, com o olho do entendimento, penetramos nas coisas de Deus. Pois a mente, quando ascende acima das coisas materiais e vê espiritualmente a Deus, é deificada; e desta glória espiritual, a glória visível no rosto de Moisés é uma figura: porque a sua mente foi deificada pelo trato com Deus. Mas não há comparação entre a excelente glória de Cristo e o conhecimento de Moisés, pelo qual o rosto da sua alma foi glorificado: porque toda a glória do Pai resplandece sobre o Filho, que é o resplendor da Sua glória e a expressa imagem da Sua Pessoa (Hb 1:3). Sim, e da luz de toda esta glória procedem glórias particulares por toda a criação racional; embora ninguém possa abarcar toda a glória divina, senão o Filho. Mas, na medida em que o Filho era conhecido do mundo, nessa medida era Ele glorificado. E ainda não era plenamente conhecido. Mas depois o Pai espalhou o conhecimento dEle por todo o mundo, e então foi glorificado o Filho do homem naqueles que O conheciam. E desta glória fez participantes todos os que O conhecem, como disse o Apóstolo: Nós todos, com o rosto descoberto, refletindo como num espelho a glória do Senhor, somos transformados na mesma imagem, de glória em glória (2 Co 3:18), i.e., da Sua glória recebemos glória. Quando, pois, se aproximava aquela dispensação pela qual Ele Se havia de tornar conhecido do mundo e ser glorificado na glória daqueles que O glorificavam, diz: Agora é glorificado o Filho do homem (Mt 11:27). E porque ninguém conhece o Pai senão o Filho, e aquele a quem o Filho O quiser revelar, e o Filho pela dispensação estava para revelar o Pai, por isso disse: E Deus é glorificado nEle. Ou comparai isto com o texto abaixo: Quem Me vê a Mim vê o Pai. O Pai que gerou o Verbo é visto no Verbo, que é Deus e a imagem do Deus invisível. Mas as palavras podem ser tomadas num sentido mais amplo. Pois, assim como por alguns o nome de Deus era blasfemado entre os gentios, assim também através dos santos, cujas boas obras são vistas e reconhecidas pelo mundo, o nome do Pai que está nos céus é engrandecido. Mas em quem foi Ele tão glorificado como em Jesus, que não cometeu pecado, nem se achou dolo na Sua boca? Sendo tal o Filho, Ele é glorificado, e Deus é glorificado nEle. E se Deus é glorificado nEle, o Pai Lhe retribui mais do que Lhe deu. Pois a glória do Filho do homem, quando o Pai O glorifica, excede em muito a glória do Pai, quando Ele é glorificado no Filho: sendo conveniente que o maior retribua a maior glória. E como isto, a saber, a glorificação do Filho do homem, estava prestes a ser cumprida, acrescenta o Senhor: E logo O glorificará.

Origenes in Ioannem · séc. III

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Hb 1, 3 nos Padres da Igreja | Aurea