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Hb 12, 9

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Matos Soares

9Além disso, visto que nossos pais, segundo a carne, nos castigavam, e nós os respeitávamos, quanto mais não devemos ser obedientes ao Pai dos espíritos para ter a vida?

Matos Soares · domínio público

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Santo Thomas Aquinas

Objeção 1: Parece que aquele que ergue alguém da fonte sagrada não está obrigado a instruí-lo. Porque ninguém pode dar instrução senão quem é ele mesmo instruído. Mas até os indoutos e mal-instruídos são admitidos a erguer pessoas da fonte sagrada. Logo, aquele que ergue um batizado da fonte não está obrigado a instruí-lo. Objeção 2: Ademais, um filho é instruído por seu pai melhor do que por um estranho; pois, como diz o Filósofo (Ética, VIII), o filho recebe de seu pai "o ser, o alimento e a educação". Se, portanto, os padrinhos estão obrigados a instruir seus afilhados, seria conveniente que o pai carnal, antes que outro, fosse o padrinho de seu próprio filho. E, contudo, isto parece ser proibido, como se vê nos Decretais (XXX, q. 1, cap. *Pervenit* e *Dictum est*). Objeção 3: Ademais, é melhor instruir por muitos do que por um só. Se, portanto, os padrinhos estão obrigados a instruir seus afilhados, seria melhor ter vários padrinhos do que um só. Todavia, isto é proibido por um decreto do Papa Leão, que diz: "O menino não deve ter mais de um padrinho, seja homem ou mulher". Em contrário, Agostinho diz num sermão da Páscoa (clxviii): "Em primeiro lugar, admoesto-vos, homens e mulheres, que erguestes crianças no Batismo, a que vos acheis diante de Deus como fiadores daqueles a quem fostes vistos erguer da fonte sagrada". Respondo que todo homem está obrigado a cumprir os deveres que assumiu realizar. Ora, foi dito acima (A[7]) que os padrinhos assumem o ofício de tutor. Por isso, estão obrigados a velar por seus afilhados quando houver necessidade de o fazerem: por exemplo, quando e onde as crianças forem criadas entre infiéis. Mas se forem criadas entre cristãos católicos, os padrinhos podem bem ser escusados dessa responsabilidade, pois se presume que as crianças serão cuidadosamente instruídas por seus pais. Se, todavia, perceberem de algum modo que o contrário sucede, estarão obrigados, na medida do possível, a cuidar do bem espiritual dos seus afilhados. Resposta à objeção 1: Quando o perigo é iminente, o padrinho, como diz Dionísio (Hier. Ecl. VII), deve ser alguém "versado nas coisas sagradas". Mas quando o perigo não é iminente, pelo fato de as crianças serem criadas entre católicos, qualquer um é admitido a esse ofício, porque as coisas pertinentes à regra de vida e à fé cristã são abertamente conhecidas por todos. Não obstante, uma pessoa não batizada não pode ser padrinho, como foi decretado no Concílio de Mainz, embora uma pessoa não batizada: porque a pessoa que batiza é essencial ao sacramento, mas o padrinho não o é, como foi dito acima (A[7], ad 2). Resposta à objeção 2: Assim como a geração espiritual é distinta da geração carnal, assim também a educação espiritual é distinta da educação do corpo, segundo Heb. 12,9: "Além disso, tivemos pais da nossa carne como instrutores, e os reverenciávamos; não obedeceremos muito mais ao Pai dos espíritos, e viveremos?" Portanto, o pai espiritual deve ser distinto do pai carnal, a menos que a necessidade exija o contrário. Resposta à objeção 3: A educação seria cheia de confusão se houvesse mais de um instrutor principal. Por isso, deve haver um padrinho principal no Batismo; mas outros podem ser admitidos como assistentes.

Summa Theologiae — Third Part (Christology & Sacraments) · Article. 8 - Whether he who raises anyone from the sacred font is bound to instruct him? · séc. XIII

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Santo Thomas Aquinas

Objecção 1: Parece que aquele que se confirma não necessita de ninguém que o apresente. Pois este sacramento é dado não só às crianças, mas também aos adultos. Mas os adultos podem apresentar-se a si mesmos. Logo, é absurdo que outrem os apresente. Objecção 2: Além disso, aquele que já pertence à Igreja tem livre acesso ao príncipe da Igreja, isto é, o bispo. Mas este sacramento, como se disse acima (A[6]), é dado somente ao que é batizado, que já é membro da Igreja. Logo, parece que não deve ser levado por outro ao bispo para receber este sacramento. Objecção 3: Além disso, este sacramento é dado para a fortaleza espiritual, a qual tem mais vigor nos homens do que nas mulheres, segundo Prov. 31,10: «Quem achará uma mulher valorosa?» Portanto, ao menos uma mulher não deveria apresentar um homem na confirmação. Pelo contrário, são as seguintes palavras do Papa Inocêncio, que se encontram nas Decretais (XXX, Q[4]): «Se alguém levantar da sagrada fonte os filhos de outro matrimónio, ou os apresentar na Confirmação», etc. Logo, assim como se exige alguém como padrinho do que é batizado, assim se exige alguém que apresente aquele que deve ser confirmado. Respondo: Como se disse acima (AA[1],4,9), este sacramento é dado ao homem para a fortaleza no combate espiritual. Ora, assim como o recém-nascido necessita de alguém que lhe ensine as coisas pertencentes ao trato comum, segundo Heb. 12,9: «Tivemos os pais da nossa carne, que nos instruíam, e nós os reverenciávamos»; assim aqueles que são escolhidos para a luta necessitam de instrutores por quem sejam informados das coisas concernentes ao modo de conduzir a batalha; e por isso nas guerras terrenas, os generais e capitães são designados para comandar os outros. Por esta razão, também aquele que recebe este sacramento tem alguém que o apresente, o qual, por assim dizer, deve instruí-lo acerca do combate. Igualmente, porque este sacramento confere ao homem a perfeição da idade espiritual, como se disse acima (AA[2],5), por isso aquele que se aproxima deste sacramento é sustentado por outro, como sendo espiritualmente fraco e criança. Resposta à Objecção 1: Embora o que é confirmado seja adulto no corpo, contudo não é ainda adulto espiritualmente. Resposta à Objecção 2: Embora o que é batizado se torne membro da Igreja, contudo não está ainda alistado como soldado cristão. E por isso é levado ao bispo, como ao comandante do exército, por aquele que já está alistado como soldado cristão. Pois quem ainda não é confirmado não deve apresentar outro na Confirmação. Resposta à Objecção 3: Segundo Col. 3 * (Gál. 3,28): «Em Cristo Jesus não há macho nem fêmea.» Por conseguinte, não importa se é homem ou mulher que apresente aquele que deve ser confirmado.

Summa Theologiae — Third Part (Christology & Sacraments) · Article. 10 - Whether he who is confirmed needs one to stand* for him? [*Literally, 'to hold him'] · séc. XIII

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Santo Thomas Aquinas

**Objeção 1:** Parece que o primeiro preceito do decálogo foi expresso de modo inconveniente. Pois o homem está mais vinculado a Deus do que a seu pai segundo a carne, conforme Hb 12,9: "Quanto mais obedeceremos ao Pai dos espíritos e viveremos?" Ora, o preceito de piedade, pelo qual o homem honra seu pai, é expresso afirmativamente nestas palavras: "Honra a teu pai e a tua mãe". Muito mais, portanto, deveria o primeiro preceito da religião, pelo qual todos honram a Deus, ser expresso afirmativamente, especialmente porque a afirmação é naturalmente anterior à negação. **Objeção 2:** Além disso, o primeiro preceito do decálogo pertence à religião, como foi dito acima (A[1]). Ora, a religião, sendo uma virtude, tem um só ato. Contudo, no primeiro preceito são proibidos três atos: pois lemos primeiro: "Não terás deuses estranhos diante de Mim"; segundo: "Não farás para ti imagem esculpida alguma"; e terceiro: "Não as adorarás nem as servirás". Logo, o primeiro preceito foi expresso de modo inconveniente. **Objeção 3:** Ademais, Agostinho diz (De decem chord. ix) que "o primeiro preceito proíbe o pecado da superstição". Ora, há muitas superstições más além da idolatria, como foi dito acima (Q[92], A[2]). Portanto, foi insuficiente proibir apenas a idolatria. **Em sentido contrário,** está a autoridade da Escritura. **Respondo que:** É próprio da lei tornar os homens bons; por isso, foi necessário que os preceitos da Lei fossem ordenados segundo a ordem de geração, isto é, a ordem pela qual o homem se torna bom. Ora, duas coisas devem ser observadas na ordem de geração. A primeira é que a parte primeira é a primeira coisa a ser estabelecida; assim, na geração de um animal, a primeira coisa a ser formada é o coração, e na construção de uma casa, a primeira coisa a ser erguida é o fundamento; e na bondade da alma, a primeira parte é a bondade da vontade, da qual resulta que o homem faz bom uso de toda outra bondade. Ora, a bondade da vontade depende de seu objeto, que é seu fim. Portanto, como o homem devia ser dirigido à virtude por meio da Lei, a primeira coisa necessária foi, por assim dizer, lançar o fundamento da religião, pela qual o homem é devidamente dirigido a Deus, que é o fim último da vontade humana. A segunda coisa a ser observada na ordem de geração é que, em primeiro lugar, os contrários e os obstáculos devem ser removidos. Assim, o lavrador primeiro purifica o solo e depois semeia sua semente, conforme Jr 4,3: "Lavrai de novo o vosso campo não cultivado, e não semeeis sobre os espinhos". Por isso, foi necessário que o homem fosse instruído primeiramente na religião, de modo a remover os obstáculos à verdadeira religião. Ora, o principal obstáculo à religião é o homem aderir a um deus falso, conforme Mt 6,24: "Não podeis servir a Deus e a Mamom". Portanto, no primeiro preceito da Lei, exclui-se o culto dos deuses falsos. **Resposta à Objeção 1:** Na verdade, há um preceito afirmativo sobre a religião, a saber: "Lembra-te de santificar o dia de sábado". Contudo, os preceitos negativos deviam ser dados primeiro, para que, por meio deles, os obstáculos à religião fossem removidos. Pois, embora a afirmação seja naturalmente anterior à negação, no processo de geração, a negação, pela qual os obstáculos são removidos, vem primeiro, como foi dito no artigo. Especialmente isto é verdadeiro nas coisas que dizem respeito a Deus, onde a negação é preferível à afirmação, por causa de nossa insuficiência, como observa Dionísio (Coel. Hier. ii). **Resposta à Objeção 2:** Os povos adoravam deuses estranhos de dois modos. Pois alguns serviam a certas criaturas como deuses sem recorrer a imagens. Daí Varrão dizer que, por muito tempo, os antigos romanos adoraram deuses sem usar imagens; e esse culto é proibido primeiro pelas palavras: "Não terás deuses estranhos". Entre outros, o culto dos deuses falsos era observado com o uso de certas imagens; e, assim, a própria confecção de imagens foi convenientemente proibida pelas palavras: "Não farás para ti imagem esculpida alguma", bem como o culto dessas mesmas imagens, pelas palavras: "Não as adorarás", etc. **Resposta à Objeção 3:** Todas as outras espécies de superstição procedem de algum pacto, tácito ou explícito, com os demônios; portanto, todas são entendidas como proibidas pelas palavras: "Não terás deuses estranhos".

Summa Theologiae — Second Part of the Second Part · Article. 2 - Whether the first precept of the decalogue is fittingly expressed? · séc. XIII

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Hb 12, 9 nos Padres da Igreja | Aurea