Referência

Hb 4, 13

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Trechos nesta página

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Comentários diretos

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Autores distintos

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Matos Soares

13Não há nenhuma criatura invisível na sua presença, mas todas as coisas estão a nu e a descoberto, aos olhos daquele de quem falamos.

Matos Soares · domínio público

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Comentário direto

1

Trechos em que os Padres comentam diretamente esta passagem ou o seu contexto imediato.

São John Chrysostom

“Trabalhemos, portanto, por entrar naquele descanso, para que ninguém caia no mesmo exemplo de incredulidade. Porque a Palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração. E não há criatura alguma que não seja manifesta diante d’Ele; antes, todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos d’Aquele de quem havemos de dar conta.” [1.] Grande é, na verdade, a fé, e traz salvação, e sem ela não é possível jamais ser salvo. Mas não basta ela por si só para realizar isto; é necessária também uma reta conversação. Por isso, Paulo exorta também aqueles que já foram julgados dignos dos mistérios, dizendo: “Trabalhemos por entrar naqu…

São John Chrysostom · Homilies on Hebrews · Hebrews 4.11–13 · séc. V

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Citações internas

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Trechos em que este versículo aparece citado dentro de outro argumento patrístico.

Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que Deus não conhece as coisas além de Si mesmo. Pois todas as outras coisas, exceto Deus, estão fora de Deus. Mas Agostinho diz (Octog. Tri. Quaest. qu. xlvi) que "Deus não contempla nada fora de Si mesmo." Logo, Ele não conhece as coisas outras que não Ele. Objeção 2: Ademais, o objeto entendido é a perfeição daquele que entende. Se, portanto, Deus entende outras coisas além de Si mesmo, algo outro será a perfeição de Deus, e será mais nobre do que Ele; o que é impossível. Objeção 3: Ademais, o ato de entender é especificado pelo objeto inteligível, como todo outro ato o é pelo seu próprio objeto. Logo, o ato intelectual é tanto mais nobre quanto mais nobre é o objeto entendido. Ora, Deus é o seu próprio ato intelectual. Se, portanto, Deus entende algo outro que não E…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 5 · séc. XIII

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Santo Tomás de Aquino

**Primeiro Objeto.** Parece que a curiosidade não pode ter por objeto o conhecimento intelectivo. Porque, segundo o Filósofo (Ética ii, 6), nas coisas que são essencialmente boas não pode haver meio-termo nem extremos. Ora, o conhecimento intelectivo é essencialmente bom: porque a perfeição do homem parece consistir em que seu entendimento seja reduzido da potência ao ato, e isto se faz pelo conhecimento da verdade. Pois Dionísio diz (Div. Nom. iv) que «o bem da alma humana é estar em conformidade com a razão», cuja perfeição consiste em conhecer a verdade. Logo, o vício da curiosidade não pode ter por objeto o conhecimento intelectivo. **Segundo Objeto.** Além disso, aquilo que torna o homem semelhante a Deus, e que ele recebe de Deus, não pode ser um mal. Ora, toda abundância de conheci…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 1 · séc. XIII

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São Gregory the Great

O que também Paulo diz: Mas todas as coisas estão nuas e abertas aos seus olhos. (Hb 4, 13) Mas pelo título de ‘inferno’ e ‘perdição’ designou o diabo e todos os associados de sua condenação; mas Quem é Aquele diante de quem ‘o inferno está nu’, prossegue contando: Ver. 7. Ele estende o norte sobre o lugar vazio.

São Gregory the Great · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 33 · séc. VII

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São Gregory the Great

Porque então se acreditava que Deus não as observava, enquanto este homem violento cometia, impune, toda a maldade que podia. Supunha-se que Deus não via as obras dos ímpios, porque tardava em condená-las justamente; e a Sua grande longanimidade era tida como uma espécie de descuido. O próprio ímpio também cria que não era observado por Deus ao cometer pecado, sempre que pecava sem ser punido. A quem é dito por um certo sábio: *Não digas: Pequei, e que mal me sucedeu?* (Eclo 5,4). Não quer emendar a maldade pela qual não sofreu o castigo merecido; e quanto mais misericordiosamente é poupado, mais pecaminosamente é impelido à maldade; e, desprezando a longanimidade da divina tolerância, acrescentou às suas faltas, pela própria circunstância que o deveria levar a corrigi-las. Como é dito por…

São Gregory the Great · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 6 · séc. VII

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São Gregory the Great

2. Como se dissesse: Defenderia o meu discurso, se o tivesse proferido com peso de razão. Mas, depois que uma língua é convencida de ter usado leviandade, que lhe resta senão ser refreada com silêncio? Segue-se: Porei a minha mão sobre a minha boca. No uso da Sagrada Escritura, costuma entender-se pela mão a obra, pela boca a palavra. Pôr, portanto, a mão sobre a boca é, pela virtude da boa vida, ocultar as faltas do discurso incauto. Mas quem se pode achar, por mais perfeito, que não tenha ofendido em palavras ociosas? Como testemunha Tiago, que diz: Não vos façais muitos mestres, pois em muitas coisas todos ofendemos. [Tg 3,1] E ainda: A língua nenhum homem a pode domar. [ib. 8] E a Verdade, expondo as suas faltas pela sua própria boca, diz: Mas eu vos digo que de toda palavra ociosa q…

São Gregory the Great · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 2 · séc. VII

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