Referência

Is 60, 8

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Matos Soares

8Quem são estes, que voam como nuvens, como pombas para os seus pombais?

Matos Soares · domínio público

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Nenhum comentário direto traduzido para este versículo. A Catena Aurea comenta diretamente os quatro Evangelhos; em outros livros, procure principalmente em citações internas.

Citações internas

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Trechos em que este versículo aparece citado dentro de outro argumento patrístico.

São Gregory the Great

Porque que chama ele «as águas» neste lugar senão a ciência; que «nuvens» senão os Pregadores? Pois que na Sagrada Escritura «água» pode ser às vezes um termo usado para a ciência, fomos ensinados por Salomão dando testemunho disso, que diz: As palavras da boca do homem são águas profundas, e a fonte da sabedoria é um ribeiro que corre. [Prov. 18, 4] Que pela água se designa a ciência, o Profeta Davi dá testemunho, dizendo: Água escura nas nuvens do céu, [Sl. 18, 11] i.e., ciência secreta nos Profetas, os quais antes do Advento do Senhor, enquanto, grávidos de sacramentos secretos, traziam em si mistérios infinitos, tinham o seu significado obscurecido aos olhos dos que os viam. Mas pelo nome de «nuvens», que mais se designa neste passo senão os santos Pregadores, i.e., os Apóstolos, os qu…

São Gregory the Great · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 36 · séc. VII

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São Gregory the Great

76. Mas é possível que pela pedra sardónica se representem os Padres do Antigo Testamento, enquanto pela safira os Pregadores do Novo Testamento. Pois os primeiros, embora mantivessem uma vida extraordinária de justiça, todavia se entregavam à procriação carnal. Portanto, visto ser manifesto que fizeram algumas coisas de ordem terrena, não são inapropriadamente designados pela pedra sardónica, que, como antes dissemos, traz a aparência de «terra vermelha». Mas pela safira, que é de um azul etéreo, entendemos condignamente os Pregadores do Novo Testamento, os quais, deixando de lado os desejos da geração carnal, seguiram somente as coisas do céu. E por isso o Profeta, contemplando os santos Apóstolos que se elevavam acima de todos os desejos da carne com fervor espiritual, tomado de admiraç…

São Gregory the Great · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 76 · séc. VII

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São Gregory the Great

4. Ora, porque a alma é invisível, de modo algum é afetada pela deleitabilidade das coisas corpóreas, exceto que, estando intimamente ligada ao corpo, tem os sentidos desse corpo como uma espécie de abertura para sair. Pois ver, ouvir, gustar, cheirar e tocar são como que caminhos da mente, pelos quais ela deve sair para fora e ir cobiçando as coisas que estão fora dos limites da sua substância. Pois por estes sentidos do corpo, como por uma espécie de janelas, a alma toma vista dos vários objetos exteriores, e, vendo-os, deseja-os. Porque daí diz Jeremias: *Porque a morte subiu pelas nossas janelas, e entrou nos nossos palácios* (Jr 9,21); pois ‘a morte sobe pelas janelas e entra no palácio’, quando a concupiscência, vindo pelos sentidos do corpo, entra na morada da mente. Ao contrário do…

São Gregory the Great · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 4 · séc. VII

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São Gregory the Great

15. Pois estas torrentes na verdade fluem das nuvens; porque, se o poder do entendimento não começasse com os santos Apóstolos, não fluiria mais plenamente pela boca dos mestres. Porque por ‘nuvens’ na Sagrada Escritura, ora se designam os homens volúveis, ora os Profetas, ora os Apóstolos. Pelas nuvens se expressa a volubilidade da mente humana; como diz Salomão: *O que observa o vento, nunca semeará; e o que considera as nuvens, nunca segará.* [Ecl. 11, 4] Ele sem dúvida chama ‘vento’ ao espírito imundo, mas ‘nuvens’ aos homens que lhe estão sujeitos; aos quais ele impele para trás e para diante, cá e lá, tantas vezes quantas as suas tentações alternam nos corações deles pelos sopros das sugestões. Aquele, portanto, que observa o vento, não semeia; pois quem teme as tentações vindouras n…

São Gregory the Great · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 15 · séc. VII

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