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Is 7, 9

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Matos Soares

9Samaria é a capital de Efraim, e o filho de Romelia soberano de Samaria. Se não credes, não subsistireis.

Matos Soares · domínio público

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Santo Thomas Aquinas

Objeção 1: Parece que a fé não é mais certa do que a ciência e as outras virtudes intelectuais. Pois a dúvida se opõe à certeza, e por isso uma coisa parece ser tanto mais certa quanto menos duvidosa, assim como uma coisa é tanto mais branca quanto menos tem de mistura de preto. Ora, o entendimento, a ciência e também a sabedoria estão isentos de qualquer dúvida acerca de seus objetos; ao passo que o crente pode, às vezes, sofrer um movimento de dúvida, e duvidar das matérias da fé. Logo, a fé não é mais certa do que as virtudes intelectuais. Objeção 2: Além disso, a vista é mais certa do que a audição. Mas "a fé vem pela audição", segundo Rom. 10,17; enquanto o entendimento, a ciência e a sabedoria implicam uma certa visão intelectual. Logo, a ciência e o entendimento são mais certos do que a fé. Objeção 3: Além disso, nas coisas que dizem respeito ao intelecto, o mais perfeito é o mais certo. Ora, o entendimento é mais perfeito do que a fé, pois a fé é o caminho para o entendimento, segundo outra versão [*A Septuaginta] de Is. 7,9: "Se não crerdes, não entendereis [Vulg.: 'permanecereis']": e Agostinho diz (De Trin. xiv, 1) que "a fé é fortalecida pela ciência". Portanto, parece que a ciência ou o entendimento é mais certo do que a fé. Em contrário, o Apóstolo diz (1 Tess. 2,15): "Tendo recebido de nós a palavra da audição", i.e., pela fé… "a recebestes não como palavra de homens, mas, como é na verdade, palavra de Deus". Ora, nada é mais certo do que a palavra de Deus. Logo, a ciência não é mais certa do que a fé; nem qualquer outra coisa. Respondo que, como foi dito acima (FS, Q[57], A[4], ad 2), duas das virtudes intelectuais versam sobre matéria contingente, a saber, a prudência e a arte; às quais a fé é preferível em ponto de certeza, em razão de sua matéria, pois é sobre coisas eternas, que nunca mudam, enquanto as outras três virtudes intelectuais, a saber, a sabedoria, a ciência [*Em inglês, o dom correspondente é chamado knowledge] e o entendimento, versam sobre coisas necessárias, como foi dito acima (FS, Q[57], A[5], ad 3). Mas é preciso observar que a sabedoria, a ciência e o entendimento podem ser tomados de dois modos: primeiro, como virtudes intelectuais, segundo o Filósofo (Ética VI, 2-3); segundo, como dons do Espírito Santo. Se os considerarmos do primeiro modo, devemos notar que a certeza pode ser considerada de dois modos. Primeiro, pelo lado da causa, e assim uma coisa que tem uma causa mais certa é ela mesma mais certa. Deste modo, a fé é mais certa do que essas três virtudes, porque está fundada na verdade divina, enquanto as três virtudes mencionadas se baseiam na razão humana. Segundo, a certeza pode ser considerada pelo lado do sujeito, e assim, quanto mais o intelecto de um homem se apodera de uma coisa, mais certa ela é. Deste modo, a fé é menos certa, porque as matérias da fé estão acima do intelecto humano, enquanto os objetos das três virtudes mencionadas não o estão. Contudo, como uma coisa é julgada absolutamente em relação à sua causa, mas relativamente, em respeito a uma disposição do sujeito, segue-se que a fé é mais certa absolutamente, enquanto as outras são mais certas relativamente, isto é, para nós. Da mesma forma, se essas três forem tomadas como dons recebidos nesta vida presente, estão relacionadas com a fé como seu princípio, que pressupõem: de modo que, também assim, a fé é mais certa. Resposta à primeira objeção: Essa dúvida não está do lado da causa da fé, mas do nosso lado, na medida em que não apreendemos plenamente as matérias da fé com o nosso intelecto. Resposta à segunda objeção: Em igualdade de condições, a vista é mais certa do que a audição; mas se (a autoridade de) a pessoa de quem ouvimos supera grandemente a da vista do vidente, a audição é mais certa do que a vista: assim, um homem de pouca ciência está mais certo daquilo que ouve pela autoridade de um perito em ciência, do que daquilo que lhe é aparente segundo a sua própria razão; e muito mais está um homem certo daquilo que ouve de Deus, que não pode ser enganado, do que daquilo que vê com a sua própria razão, que pode errar. Resposta à terceira objeção: Os dons do entendimento e da ciência são mais perfeitos do que o conhecimento da fé no ponto de sua maior clareza, mas não no que diz respeito à adesão mais certa: porque toda a certeza dos dons do entendimento e da ciência provém da certeza da fé, assim como a certeza do conhecimento das conclusões provém da certeza das premissas. Mas, na medida em que a ciência, a sabedoria e o entendimento são virtudes intelectuais, baseiam-se na luz natural da razão, que fica aquém da certeza da palavra de Deus, na qual a fé se funda.

Summa Theologiae — Second Part of the Second Part · Article. 8 - Whether faith is more certain than science and the other intellectual virtues? · séc. XIII

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Santo Thomas Aquinas

Objeção 1: Pareceria que o dom do entendimento se encontra também naqueles que não têm a graça santificante. Pois Agostinho, ao expor as palavras do Sl 118,20: «A minha alma desejou ardentemente os teus juízos», diz: «O entendimento voa adiante, e a vontade do homem é fraca e lenta para seguir.» Ora em todos os que têm graça santificante, a vontade é pronta por causa da caridade. Logo o dom do entendimento pode estar naqueles que não têm graça santificante. Objeção 2: Ademais, está escrito (Dn 10,1) que «há necessidade de entendimento numa» visão profética, de modo que, aparentemente, não há profecia sem o dom do entendimento. Ora pode haver profecia sem graça santificante, como evidenciado por Mt 7,22, onde aqueles que dizem: «Nós profetizamos em teu nome [*Vulg.: 'Não profetizámos nós em teu nome?']», recebem como resposta: «Nunca vos conheci.» Logo o dom do entendimento pode estar sem a graça santificante. Objeção 3: Ademais, o dom do entendimento corresponde à virtude da fé, segundo Is 7,9, seguindo outra leitura [*A Septuaginta]: «Se não crerdes, não entendereis.» Ora a fé pode estar sem a graça santificante. Logo o dom do entendimento pode estar sem ela. Ao contrário, o Senhor disse (Jo 6,45): «Todo aquele que ouviu do Pai e aprendeu vem a Mim.» Ora é pelo intelecto, como observa Gregório (Moral. i, 32), que aprendemos ou entendemos o que ouvimos. Logo quem tem o dom do entendimento vem a Cristo, o que é impossível sem a graça santificante. Logo o dom do entendimento não pode estar sem a graça santificante. Respondo que, como foi dito acima (I-II, q. 68, aa. 1,2), os dons do Espírito Santo aperfeiçoam a alma, enquanto ela é suscetível ao movimento do Espírito Santo. Assim, pois, a luz intelectual da graça chama-se dom do entendimento, na medida em que o entendimento do homem é facilmente movido pelo Espírito Santo, cuja consideração deste movimento depende de uma reta apreensão do fim. Pelo que, a menos que o intelecto humano seja movido pelo Espírito Santo a ponto de ter uma reta estimativa do fim, ainda não obteve o dom do entendimento, por mais que o Espírito Santo o tenha iluminado quanto a outras verdades que são preâmbulos da fé. Ora, ter uma reta estimativa acerca do fim último implica não errar acerca do fim e aderir firmemente a ele como ao maior bem; e ninguém pode fazer isto sem a graça santificante; assim como nas matérias morais um homem tem uma reta estimativa acerca do fim mediante um hábito de virtude. Portanto, ninguém tem o dom do entendimento sem a graça santificante. Resposta à objeção 1: Por entendimento Agostinho entende qualquer tipo de luz intelectual, que, todavia, não preenche todas as condições de um dom, a menos que a mente do homem seja tão aperfeiçoada que tenha uma reta estimativa acerca do fim. Resposta à objeção 2: O entendimento que é necessário para a profecia é um tipo de iluminação da mente quanto às coisas reveladas ao profeta; mas não é uma iluminação da mente quanto a uma reta estimativa acerca do fim último, que pertence ao dom do entendimento. Resposta à obje

Summa Theologiae — Second Part of the Second Part · Article. 5 - Whether the gift of understanding is found also in those who have not sanctifying grace? · séc. XIII

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Santo Thomas Aquinas

Objeção 1: Parece que, entre os frutos, a fé não corresponde ao dom de entendimento. Porque o entendimento é o fruto da fé, pois está escrito (Is. 7,9) segundo outra leitura [*A Septuaginta]: “Se não crerdes, não entendereis”, onde a nossa versão diz: “Se não crerdes, não permanecereis.” Logo, a fé não é o fruto do entendimento. Objeção 2: Além disso, o que precede não é fruto do que segue. Ora, a fé parece preceder o entendimento, visto que é o fundamento de todo o edifício espiritual, como foi dito acima (Q[4], AA[1],7). Logo, a fé não é o fruto do entendimento. Objeção 3: Além disso, mais dons pertencem ao intelecto do que ao apetite. Ora, entre os frutos, apenas um pertence ao intelecto, a saber, a fé; enquanto todos os outros pertencem ao apetite. Logo, a fé, aparentemente, não pertence ao entendimento mais do que à sabedoria, à ciência ou ao conselho. Em contrário, o fim de uma coisa é o seu fruto. Ora, o dom de entendimento parece ser ordenado principalmente à certeza da fé, a qual certeza é considerada um fruto. Pois uma glosa sobre Gl. 5,22 diz que a “fé que é um fruto é a certeza acerca do invisível.” Logo, a fé, entre os frutos, corresponde ao dom de entendimento. Respondo: Os frutos do Espírito, como foi dito acima (FS, Q[70], A[1]), quando os discutíamos, são assim chamados porque são algo último e deleitável, produzido em nós pelo poder do Espírito Santo. Ora, o último e deleitável tem a natureza de fim, que é o objeto próprio da vontade; e, consequentemente, aquilo que é último e deleitável com respeito à vontade deve ser, de certo modo, o fruto de todas as outras coisas que pertencem às outras potências. Portanto, a este tipo de dom ou virtude que aperfeiçoa uma potência, podemos distinguir um duplo fruto: um, pertencente à mesma potência; o outro, como que o último de todos, pertencente à vontade. Deste modo, devemos concluir que o fruto que propriamente corresponde ao dom de entendimento é a fé, isto é, a certeza da fé; enquanto o fruto que lhe corresponde por último é a alegria, que pertence à vontade. Resposta à Objeção 1: O entendimento é o fruto da fé, tomada como virtude. Mas não tomamos a fé neste sentido aqui, mas por uma espécie de certeza da fé, à qual o homem chega pelo dom de entendimento. Resposta à Objeção 2: A fé não pode preceder totalmente o entendimento, pois seria impossível assentir crendo ao que é proposto para ser crido, sem de algum modo entendê-lo. Todavia, a perfeição do entendimento segue a virtude da fé; a qual perfeição do entendimento é, por sua vez, seguida por uma espécie de certeza da fé. Resposta à Objeção 3: O fruto do conhecimento prático não pode consistir nesse mesmo conhecimento, pois o conhecimento desse tipo é conhecido não por si mesmo, mas por causa de outra coisa. Por outro lado, o conhecimento especulativo tem o seu fruto em si mesmo, o qual fruto é a certeza acerca da coisa conhecida. Por isso, o dom de conselho, que pertence apenas ao conhecimento prático, não tem um fruto próprio correspondente; enquanto os dons de sabedoria, entendimento e ciência, que podem pertencer também ao conhecimento especulativo, têm um único fruto correspondente, que é certamente designado pelo nome de fé. A razão pela qual há vários frutos pertencentes à faculdade apetitiva é que, como já foi dito, a razão de fim, que a palavra fruto implica, pertence mais à parte apetitiva do que à intelectiva.

Summa Theologiae — Second Part of the Second Part · Article. 8 - Whether faith, among the fruits, responds to the gift of understanding? · séc. XIII

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Is 7, 9 nos Padres da Igreja | Aurea