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Jn 1, 3

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Matos Soares

3Jonas, porém, pôs-se a caminho, resolvido a ir para Tarsis, para fugir da face do Senhor. Chegou a Jope, onde encontrou um navio que ia para Tarsis; pagou a sua passagem e entrou nele para ir com os outros passageiros a Tarsis, fugindo da face do Senhor.

Matos Soares · domínio público

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Citações internas

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Santo Thomas Aquinas

**Objeção 2:** Parece que a alma de Cristo não conhece todas as coisas no Verbo. Pois está escrito (Mc 13,32): «Porém daquele dia ou hora ninguém sabe, nem os anjos no céu, nem o Filho, senão o Pai.» Logo, Ele não conhece todas as coisas no Verbo. **Objeção 2:** Além disso, quanto mais perfeitamente alguém conhece um princípio, tanto mais conhece no princípio. Mas Deus vê a sua Essência mais perfeitamente do que a alma de Cristo. Logo, Ele sabe mais do que a alma de Cristo sabe no Verbo. Portanto, a alma de Cristo não conhece todas as coisas no Verbo. **Objeção 3:** Ademais, a extensão depende do número de coisas conhecidas. Se, pois, a alma de Cristo conhecesse no Verbo tudo o que o Verbo conhece, seguir-se-ia que o conhecimento da alma de Cristo igualaria o conhecimento divino, isto é, o criado igualaria o incriado, o que é impossível. **Em contrário,** sobre Ap 5,12: «Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber… divindade e sabedoria», diz uma glosa: isto é, «o conhecimento de todas as coisas». **Respondo que,** quando se inquire se Cristo conhece todas as coisas no Verbo, «todas as coisas» pode ser tomado de dois modos: Primeiro, propriamente, para significar tudo o que de qualquer modo é, será ou foi feito, dito ou pensado, por quem quer que seja e em qualquer tempo. E deste modo deve-se dizer que a alma de Cristo conhece todas as coisas no Verbo. Pois todo intelecto criado conhece no Verbo, não todas as coisas simplesmente, mas tanto mais coisas quanto mais perfeitamente vê o Verbo. Todavia, nenhum intelecto beatificado deixa de conhecer no Verbo o que quer que lhe pertença. Ora, a Cristo e à sua dignidade, de algum modo, pertencem todas as coisas, enquanto todas lhe estão sujeitas. Além disso, Ele foi constituído por Deus Juiz de todos, «porque é o Filho do Homem», como se diz Jo 5,27; e, portanto, a alma de Cristo conhece no Verbo todas as coisas existentes em qualquer tempo, e os pensamentos dos homens, dos quais Ele é Juiz, de sorte que o que d'Ele se diz (Jo 2,25), «Pois Ele sabia o que havia no homem», pode ser entendido não apenas do conhecimento divino, mas também do conhecimento de sua alma, que tinha no Verbo. Segundo, «todas as coisas» pode ser tomado amplamente, estendendo-se não somente às coisas que estão em ato em algum tempo, mas até mesmo àquelas que estão em potência, e nunca foram nem serão reduzidas a ato. Ora, algumas destas estão somente no poder divino, e não todas estas a alma de Cristo conhece no Verbo. Pois isto seria compreender tudo o que Deus poderia fazer, o que seria compreender o poder divino e, consequentemente, a Essência divina. Pois todo poder é conhecido pelo conhecimento de tudo o que pode. Algumas, porém, não estão apenas no poder de Deus, mas também no poder da criatura; e todas estas a alma de Cristo conhece no Verbo; pois compreende no Verbo a essência de toda criatura e, consequentemente, o seu poder e virtude, e todas as coisas que estão no poder da criatura. **Resposta à objeção 1:** Ário e Eunômio entenderam esta palavra não do conhecimento da alma, que não admitiam existir em Cristo, como se disse acima (Q[9], A[1]), mas do conhecimento divino do Filho, a quem consideravam menor que o Pai quanto ao conhecimento. Mas isto não subsiste, pois todas as coisas foram feitas pelo Verbo de Deus, como se diz Jo 1,3, e, entre outras coisas, todos os tempos foram feitos por Ele. Ora, Ele não ignora nada do que foi feito por Ele. Diz-se, portanto, que não sabe o dia e a hora do Juízo, porque não o dá a conhecer, visto que, interrogado pelos apóstolos (At 1,7), não quis revelá-lo; e, ao contrário, lemos (Gn 22,12): «Agora sei que temes a Deus», isto é, «Agora te fiz saber». Mas o Pai é dito saber, porque comunicou este conhecimento ao Filho. Por isso, dizendo «senão o Pai», dá-se-nos a entender que o Filho sabe, não só na Natureza divina, mas também na humana, porque, como argumenta Crisóstomo (Hom. lxxviii in Matth.), se é dado a Cristo, como homem, saber julgar — o que é maior — muito mais Lhe é dado saber o menor, isto é, o tempo do Juízo. Orígenes, porém (in Matth. Tract. xxx), o expõe do seu corpo, que é a Igreja, a qual ignora este tempo. Finalmente, alguns dizem que isto se deve entender do Filho adotivo, e não do natural de Deus. **Resposta à objeção 2:** Deus conhece a sua Essência tanto mais perfeitamente do que a alma de Cristo, quanto a compreende. E por isso conhece todas as coisas, não apenas as que estão em ato em algum tempo, as quais se diz que conhece pelo conhecimento de visão, mas também tudo o que Ele mesmo pode fazer, o que se diz que conhece pelo conhecimento de simples inteligência, como foi mostrado na Primeira Parte, Q[14], A[9]. Portanto, a alma de Cristo conhece todas as coisas que Deus conhece em si mesmo pelo conhecimento de visão, mas não todas as que Deus conhece em si mesmo pelo conhecimento de simples inteligência; e assim, em si mesmo, Deus conhece muito mais coisas do que a alma de Cristo. **Resposta à objeção 3:** A extensão do conhecimento depende não só do número de coisas cognoscíveis, mas também da clareza do conhecimento. Portanto, embora o conhecimento da alma de Cristo, que ela tem no Verbo, seja igual ao conhecimento de visão quanto ao número de coisas conhecidas, todavia o conhecimento de Deus excede infinitamente o conhecimento da alma de Cristo na clareza da cognição, pois a luz incriada do intelecto divino excede infinitamente qualquer luz criada recebida pela alma de Cristo; embora, absolutamente falando, o conhecimento divino exceda o conhecimento da alma de Cristo, não só quanto ao modo de conhecer, mas também quanto ao número de coisas conhecidas, como foi dito acima.

Summa Theologiae — Third Part (Christology & Sacraments) · Article. 2 - Whether the Son of God knew all things in the Word? · séc. XIII

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Santo Thomas Aquinas

Objeção 1: Parece que nem todas as coisas são vida em Deus. Porque está escrito (Atos 17,28): “Nele vivemos, e nos movemos, e existimos.” Ora, nem todas as coisas em Deus são movimento. Logo, nem todas são vida nEle. Objeção 2: Ademais, todas as coisas estão em Deus como seu primeiro modelo. Ora, as coisas modeladas devem conformar-se ao modelo. Visto, pois, que nem todas as coisas têm vida em si mesmas, parece que nem todas as coisas são vida em Deus. Objeção 3: Ademais, como diz Agostinho (A Verdadeira Religião, 29), uma substância viva é melhor que uma substância que não vive. Se, portanto, as coisas que em si mesmas não têm vida são vida em Deus, parece que as coisas existem mais verdadeiramente em Deus do que em si mesmas. Mas isto parece falso; porque em si mesmas existem atualmente, mas em Deus potencialmente. Objeção 4: Ademais, assim como as coisas boas e as coisas feitas no tempo são conhecidas por Deus, assim também as más e as que Deus pode fazer, mas nunca serão feitas. Se, portanto, todas as coisas são vida em Deus, enquanto conhecidas por Ele, parece que até as coisas más e as que nunca serão feitas são vida em Deus, como conhecidas por Ele; e isto parece inadmissível. Em contrário, está dito (João 1,3-4): “O que foi feito, nEle era vida.” Ora, todas as coisas foram feitas, exceto Deus. Logo, todas as coisas são vida em Deus. Respondo que: Em Deus, viver é entender, como antes se afirmou (Art. 3). Em Deus, o intelecto, a coisa entendida e o ato de entender são uma só e mesma coisa. Portanto, tudo o que está em Deus como entendido é o próprio viver ou a vida de Deus. Ora, visto que todas as coisas que foram feitas por Deus estão nEle como coisas entendidas, segue-se que todas as coisas nEle são a própria vida divina. Resposta à Objeção 1: As criaturas são ditas estar em Deus de duplo modo. De um modo, enquanto são mantidas e conservadas pelo poder divino; assim como dizemos que as coisas que estão em nosso poder estão em nós. E desse modo se diz que as criaturas estão em Deus, assim como existem em suas próprias naturezas. Nesse sentido devemos entender as palavras do Apóstolo quando diz: “Nele vivemos, nos movemos e existimos” — pois o nosso existir, viver e mover-se são causados por Deus. De outro modo, as coisas são ditas estar em Deus como nAquele que as conhece; nesse sentido estão em Deus por suas ideias próprias, que em Deus não são distintas da essência divina. Portanto, as coisas como estão em Deus são a essência divina. E, sendo a essência divina vida e não movimento, segue-se que as coisas existentes em Deus desse modo não são movimento, mas vida. Resposta à Objeção 2: A coisa modelada deve ser semelhante ao modelo quanto à forma, não quanto ao modo de ser. Pois, às vezes, a forma tem no modelo um ser de outro gênero daquele que tem na coisa modelada. Assim, a forma de uma casa tem na mente do arquiteto um ser imaterial e inteligível; mas na casa que existe fora de sua mente, um ser material e sensível. Portanto, as ideias das coisas, embora não existam em si mesmas, são vida na mente divina, como tendo nela uma existência divina. Resposta à Objeção 3: Se apenas a forma, e não a matéria, pertencesse às coisas naturais, então, em todos os aspectos, as coisas naturais existiriam mais verdadeiramente na mente divina, por suas ideias, do que em si mesmas. Por essa razão, de fato, Platão sustentava que o “homem separado” era o verdadeiro homem; e que o homem existente na matéria é homem apenas por participação. Mas, como a matéria entra no ser das coisas naturais, devemos dizer que essas coisas têm simplesmente o ser na mente divina mais verdadeiramente do que em si mesmas, porque nessa mente têm um ser incriado, mas em si mesmas um ser criado; ao passo que este ser particular — por exemplo, um homem ou um cavalo — tem este ser mais verdadeiramente em sua própria natureza do que na mente divina, porque pertence à natureza humana ser material, o que, como existente na mente divina, não é. Assim também uma casa tem ser mais nobre na mente do arquiteto do que na matéria; contudo, a casa material é chamada casa mais verdadeiramente do que a que existe na mente; pois aquela é atual, esta apenas potencial. Resposta à Objeção 4: Embora as coisas más estejam no conhecimento de Deus, como compreendidas sob esse conhecimento, todavia não estão em Deus como criadas por Ele, ou conservadas por Ele, ou como tendo seu tipo nEle. Elas são conhecidas por Deus através dos tipos das coisas boas. Por isso não se pode dizer que as coisas más são vida em Deus. Quanto às coisas que não são no tempo, podem ser chamadas vida em Deus na medida em que vida significa apenas entendimento, e enquanto são entendidas por Deus; mas não na medida em que vida implica um princípio de operação.

Summa Theologiae — First Part · Article. 4 - Whether all things are life in God? · séc. XIII

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Jn 1, 3 nos Padres da Igreja | Aurea