Referência

Jn 1, 9

Veja onde esta passagem aparece no corpus patrístico disponível.

Trechos nesta página

2

Comentários diretos

0

Autores distintos

1

Matos Soares

9Jonas respondeu-lhes: Sou Hebreu e adoro o Senhor, Deus do céu, que fez o mar e a terra.

Matos Soares · domínio público

Levar para o chatEntre na conta para conversar com os Padres a partir deste versículo.
Dossiês doutrinaisQuando um versículo abre um tema maior, o próximo passo é seguir por um dossiê temático.

Comentário direto

0

Trechos em que os Padres comentam diretamente esta passagem ou o seu contexto imediato.

Nenhum comentário direto traduzido para este versículo. A Catena Aurea comenta diretamente os quatro Evangelhos; em outros livros, procure principalmente em citações internas.

Citações internas

2

Trechos em que este versículo aparece citado dentro de outro argumento patrístico.

Santo Thomas Aquinas

Objeção 1: Parece que o Filho de Deus não assumiu uma mente ou intelecto humano. Pois onde uma coisa está presente, sua imagem não é necessária. Ora, o homem é feito à imagem de Deus, quanto à sua mente, como diz Agostinho (De Trin. xiv, 3,6). Logo, visto que em Cristo havia a presença do próprio Verbo Divino, não havia necessidade de uma mente humana. Objeção 2: Ademais, a luz maior ofusca a menor. Ora, o Verbo de Deus, que é "a luz que ilumina todo homem que vem a este mundo", como está escrito em Jo 1,9, é comparado à mente como a luz maior à menor; pois nossa mente é uma luz, sendo como uma lâmpada acesa pela Primeira Luz (Pr 20,27): "O espírito do homem é a lâmpada do Senhor." Portanto, em Cristo, que é o Verbo de Deus, não há necessidade de uma mente humana. Objeção 3: Ademais, a assunção da natureza humana pelo Verbo de Deus é chamada sua Encarnação. Ora, o intelecto ou mente humana não é nada carnal, nem em sua substância nem em seu ato, pois não é ato de um corpo, como se prova em De Anima iii, 6. Logo, parece que o Filho de Deus não assumiu uma mente humana. Ao contrário, Agostinho [*Fulgêncio] diz (De Fide ad Petrum xiv): "Firmemente segura e de modo algum duvides que Cristo, o Filho de Deus, tem verdadeira carne e uma alma racional do mesmo tipo que a nossa, pois de sua carne Ele diz (Lc 24,39): 'Apalpai e vede; porque um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho.' E prova que tem uma alma, dizendo (Jo 10,17): 'Eu dou a minha alma para a retomar.' E prova que tem um intelecto, dizendo (Mt 11,29): 'Aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração.' E Deus diz dele pelo profeta (Is 52,13): 'Eis que o meu servo entenderá.'" Respondo: Como diz Agostinho (De Haeres. 49,50), "os apolinaristas pensavam diferentemente da Igreja Católica acerca da alma de Cristo, dizendo com os arianos que Cristo tomou carne somente, sem alma; e, vencidos neste ponto pelo testemunho do Evangelho, passaram a dizer que faltava a mente à alma de Cristo, mas que o Verbo supria o seu lugar." Ora, esta posição é refutada pelos mesmos argumentos que a precedente. Primeiro, porque vai contra a narrativa evangélica, que relata como Ele se maravilhou (como é claro em Mt 8,10). Ora, o maravilhar-se não pode ser sem razão, pois implica a comparação do efeito com a causa, isto é, na medida em que, vendo um efeito e ignorando sua causa, procuramos conhecê-la, como se diz em Metafísica i, 2. Segundo, é inconsistente com o propósito da Encarnação, que é a justificação do homem do pecado. Pois a alma humana não é capaz de pecado nem de graça justificante senão através da mente. Por isso era especialmente necessário que a mente fosse assumida. Por isso Damasceno diz (De Fide Orth. iii, 6) que "o Verbo de Deus assumiu um corpo e uma alma intelectual e racional", e acrescenta depois: "O todo foi unido ao todo, para que me concedesse a salvação por inteiro; pois o que não foi assumido não é curável." Terceiro, é contra a verdade da Encarnação. Pois, como o corpo é proporcionado à alma como a matéria à sua forma própria, não é verdadeiramente carne humana se não for aperfeiçoada pela alma humana, isto é, racional. E, portanto, se Cristo tivesse tido uma alma sem mente, não teria tido verdadeira carne humana, mas carne irracional, pois nossa alma difere da alma animal apenas pela mente. Por isso Agostinho diz (Qq. lxxxiii, qu. 80) que deste erro se seguiria que o Filho de Deus "tomou um animal com a forma de um corpo humano", o que, novamente, é contra a verdade divina, que não pode sofrer qualquer falsidade fictícia. Resposta à objeção 1: Onde uma coisa está por sua presença, sua imagem não é necessária para suprir o lugar da coisa, como onde está o imperador os soldados não prestam homenagem à sua imagem. Todavia, a imagem de uma coisa é necessária juntamente com sua presença, para que seja aperfeiçoada pela presença da coisa, assim como a imagem na cera é aperfeiçoada pela impressão do selo, e como a imagem do homem se reflete no espelho por sua presença. Portanto, para aperfeiçoar a mente humana, foi necessário que o Verbo a unisse a Si mesmo. Resposta à objeção 2: A luz maior ofusca a luz menor de outro corpo luminoso; mas não ofusca, antes aperfeiçoa a luz do corpo iluminado — na presença do sol, a luz das estrelas se apaga, mas a luz do ar é aperfeiçoada. Ora, o intelecto ou mente do homem é, por assim dizer, uma luz acesa pela luz do Verbo Divino; e, portanto, pela presença do Verbo, a mente do homem é aperfeiçoada, não obscurecida. Resposta à objeção 3: Embora a potência intelectiva não seja ato de um corpo, contudo a essência da alma humana, que é a forma do corpo, requer que seja mais nobre, a fim de que tenha a potência de entender; e, portanto, é necessário que lhe corresponda um corpo melhor disposto.

Summa Theologiae — Third Part (Christology & Sacraments) · Article. 4 - Whether the Son of God assumed a human mind or intellect? · séc. XIII

tradução automática

Santo Thomas Aquinas

Objeção 1: Parece que em Cristo não houve conhecimento senão o Divino. Pois o conhecimento é necessário para que por ele as coisas sejam conhecidas. Mas pelo seu conhecimento Divino Cristo conhecia todas as coisas. Portanto qualquer outro conhecimento lhe teria sido supérfluo. Objeção 2: Além disso, a luz menor é ofuscada pela maior. Ora, todo conhecimento criado, comparado com o conhecimento incriado de Deus, é como a luz menor diante da maior. Logo, em Cristo não brilhou nenhum outro conhecimento senão o Divino. Objeção 3: Além disso, a união da natureza humana com a Divina deu-se na Pessoa, como é claro pela Q[2], A[2]. Ora, segundo alguns, há em Cristo um certo "conhecimento da união", pelo qual Cristo conhecia o que pertence ao mistério da Encarnação mais plenamente do que qualquer outro. Logo, uma vez que a união pessoal contém duas naturezas, parece que em Cristo não há dois conhecimentos, mas somente um, pertencente a ambas as naturezas. Em contrário, Ambrósio diz (De Incarnat. vii): "Deus assumiu a perfeição da natureza humana na carne; tomou sobre si o sentido do homem, mas não o sentido inchado da carne." Ora, o conhecimento criado pertence ao sentido do homem. Portanto, em Cristo houve conhecimento criado. Digo que, como se disse acima (Q[5]), o Filho de Deus assumiu uma natureza humana completa, isto é, não só um corpo, mas também uma alma, e não só uma alma sensitiva, mas também uma alma racional. E portanto convinha que tivesse conhecimento criado, por três razões. Primeira, pela perfeição da alma. Pois a alma, considerada em si mesma, está em potência para conhecer as coisas inteligíveis, pois é como "uma tábua em que nada está escrito", e todavia pode ser escrita pelo intelecto possível, pelo qual pode tornar-se todas as coisas, como se diz em De Anima iii, 18. Ora, o que está em potência é imperfeito se não for reduzido a ato. Mas convinha que o Filho de Deus assumisse, não uma natureza humana imperfeita, mas perfeita, visto que todo o gênero humano havia de ser reconduzido à perfeição por seu intermédio. Portanto, convinha que a alma de Cristo fosse aperfeiçoada por um conhecimento, que seria a sua própria perfeição. E por isso, era necessário que houvesse em Cristo outro conhecimento além do conhecimento Divino, do contrário a alma de Cristo teria sido mais imperfeita do que as almas dos outros homens. Segunda, porque, visto que tudo existe por causa de sua operação, como se afirma em De Coel. ii, 17, Cristo teria tido uma alma intelectiva em vão se não entendesse por ela; e isso pertence ao conhecimento criado. Terceira, porque algum conhecimento criado pertence à natureza da alma humana, a saber, aquele pelo qual conhecemos naturalmente os primeiros princípios; pois aqui tomamos conhecimento por qualquer cognição do intelecto humano. Ora, nada de natural faltou a Cristo, visto que assumiu toda a natureza humana, como se disse acima (Q[5]). E por isso o Sexto Concílio (Terceiro Concílio de Constantinopla, Ato 4) condenou a opinião daqueles que negavam que em Cristo há dois conhecimentos ou sabedorias. Resposta à Objeção 1: Cristo conhecia todas as coisas com o conhecimento Divino por uma operação incriada que é a própria Essência de Deus; pois o entender de Deus é a sua substância, como prova o Filósofo (Metaph. xii, text. 39). Logo, este ato não podia pertencer à alma humana de Cristo, visto que pertence a outra natureza. Portanto, se não houvesse outro conhecimento na alma de Cristo, ela nada conheceria; e assim teria sido assumida em vão, visto que tudo existe por causa de sua operação. Resposta à Objeção 2: Se se supõe que as duas luzes estão na mesma ordem, a menor é ofuscada pela maior, como a luz do sol ofusca a luz de uma vela, estando ambas na classe dos iluminantes. Mas se supomos duas luzes, uma das quais está na classe dos iluminantes e a outra na classe dos iluminados, a luz menor não é ofuscada pela maior, mas antes fortalecida, como a luz do ar pela luz do sol. E deste modo, a luz do conhecimento não é ofuscada, mas antes realçada na alma de Cristo pela luz do conhecimento Divino, que é "a verdadeira luz que alumia a todo o homem que vem ao mundo", como está escrito em Jo 1,9. Resposta à Objeção 3: Da parte das coisas unidas, sustentamos que há em Cristo um conhecimento, tanto quanto à sua natureza Divina como quanto à sua natureza humana; de modo que, por razão da união pela qual há uma só hipóstase de Deus e do homem, as coisas de Deus são atribuídas ao homem, e as coisas do homem são atribuídas a Deus, como se disse acima (Q[3], AA[1],6). Mas da parte da união mesma, não podemos admitir nenhum conhecimento em Cristo. Pois esta união está no ser pessoal, e o conhecimento pertence à pessoa somente por razão de uma natureza.

Summa Theologiae — Third Part (Christology & Sacraments) · Article. 1 - Whether Christ had any knowledge besides the Divine? · séc. XIII

tradução automática