Referência

Ml 1, 6

Veja onde esta passagem aparece no corpus patrístico disponível.

Trechos nesta página

2

Comentários diretos

0

Autores distintos

1

Matos Soares

6O filho honra seu pai, e o servo o seu senhor. Se eu, pois, sou vosso pai, onde está a minha honra? E se eu sou vosso Senhor, onde está o temor que se me deve? — diz o Senhor dos exércitos. A vós, sacerdotes, (é isto dirigido, a vós) que desprezais o meu nome e que dizeis; Em que desprezamos o teu nome?

Matos Soares · domínio público

Levar para o chatEntre na conta para conversar com os Padres a partir deste versículo.
Dossiês doutrinaisQuando um versículo abre um tema maior, o próximo passo é seguir por um dossiê temático.

Comentário direto

0

Trechos em que os Padres comentam diretamente esta passagem ou o seu contexto imediato.

Nenhum comentário direto traduzido para este versículo. A Catena Aurea comenta diretamente os quatro Evangelhos; em outros livros, procure principalmente em citações internas.

Citações internas

2

Trechos em que este versículo aparece citado dentro de outro argumento patrístico.

Santo Thomas Aquinas

**Objeção 1:** Parece que não foi necessário, para a reparação do gênero humano, que o Verbo de Deus Se encarnasse. Porquanto, sendo o Verbo de Deus Deus perfeito, como se disse (I Parte, Q. 4, aa. 1-2), nenhum poder Lhe foi acrescentado pela assunção da carne. Logo, se o Verbo de Deus encarnado restaurou a natureza humana, também a poderia ter restaurado sem assumir a carne. **Objeção 2:** Além disso, para a restauração da natureza humana, que havia caído pelo pecado, nada mais se requer senão que o homem satisfaça pelo pecado. Ora, o homem pode, ao que parece, satisfazer pelo pecado; porque Deus não pode exigir do homem mais do que o homem pode fazer, e, sendo Ele mais inclinado a ter misericórdia do que a punir, assim como Lhe atribui ao homem o ato do pecado, assim também Lhe deveria atribuir o ato contrário. Logo, não foi necessário, para a restauração da natureza humana, que o Verbo de Deus Se encarnasse. **Objeção 3:** Demais, reverenciar a Deus pertence especialmente à salvação do homem; por isso está escrito (Ml 1,6): "Se eu sou pai, onde está a minha honra? e se sou senhor, onde está o meu temor?" Ora, os homens reverenciam a Deus tanto mais quanto O consideram elevado acima de tudo e muito além dos sentidos humanos; por isso está escrito (Sl 112,4): "O Senhor é excelso sobre todas as gentes, e a sua glória sobre os céus"; e adiante: "Quem é como o Senhor nosso Deus?" — o que pertence à reverência. Portanto, parece inconveniente para a salvação do homem que Deus Se tenha feito semelhante a nós, assumindo a carne. **Em contrário,** O que livra o gênero humano da perdição é necessário para a salvação do homem. Ora, tal é o mistério da Encarnação; segundo Jo 3,16: "Deus amou de tal modo o mundo, que lhe deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna." Logo, foi necessário para a salvação do homem que Deus Se encarnasse. **Respondo** que uma coisa se diz necessária para um certo fim de dois modos. Primeiro, quando o fim não pode existir sem ela; como o alimento é necessário para a conservação da vida humana. Segundo, quando o fim é alcançado melhor e mais convenientemente; como um cavalo é necessário para uma viagem. Do primeiro modo, não foi necessário que Deus Se encarnasse para a restauração da natureza humana. Porque Deus, com o seu poder onipotente, poderia ter restaurado a natureza humana de muitos outros modos. Mas, do segundo modo, foi necessário que Deus Se encarnasse para a restauração da natureza humana. Donde diz Agostinho (De Trin. XII, 10): "Mostraremos também que não faltaram outros meios a Deus, a cujo poder todas as coisas estão igualmente sujeitas; mas que não houve meio mais apto para curar a nossa miséria." Ora, isto pode ser considerado em relação ao nosso "progresso no bem". Primeiro, quanto à fé, que se torna mais certa por crermos no próprio Deus que fala; donde diz Agostinho (De Civ. Dei XI, 2): "Para que o homem caminhasse mais confiadamente para a verdade, a própria Verdade, o Filho de Deus, assumindo a natureza humana, estabeleceu e fundou a fé." Segundo, quanto à esperança, que é por isso grandemente fortalecida; donde diz Agostinho (De Trin. XIII): "Nada foi tão necessário para levantar a nossa esperança como mostrar-nos quão profundamente Deus nos amou. E que poderia dar-nos prova mais forte disso do que o Filho de Deus Se ter feito nosso companheiro na natureza humana?" Terceiro, quanto à caridade, que é por isso grandemente acesa; donde diz Agostinho (De Catec. Rudib. IV): "Que maior causa há da vinda do Senhor do que mostrar o amor de Deus por nós?" E adiante acrescenta: "Se fomos lentos em amar, ao menos apressemo-nos a retribuir o amor." Quarto, quanto ao bem obrar, no qual Ele nos deu exemplo; donde diz Agostinho num sermão (XXII de Temp.): "O homem, que se podia ver, não devia ser seguido; mas devia ser seguido Deus, que não se podia ver. E por isso Deus Se fez homem, para que ao homem fosse mostrado Aquele que podia ser visto pelo homem e que o homem pudesse seguir." Quinto, quanto à plena participação da Divindade, que é a verdadeira bem-aventurança do homem e o fim da vida humana; e esta nos é concedida pela humanidade de Cristo; pois Agostinho diz num sermão (XIII de Temp.): "Deus Se fez homem, para que o homem se fizesse Deus." Do mesmo modo, isto foi útil para o nosso "afastamento do mal". Primeiro, porque o homem é por isso ensinado a não antepor o demônio a si mesmo, nem a honrar aquele que é o autor do pecado; donde diz Agostinho (De Trin. XIII, 17): "Uma vez que a natureza humana está de tal modo unida a Deus que se torna uma só pessoa, não ousem estes espíritos soberbos preferir-se ao homem, por não terem corpo." Segundo, porque somos por isso ensinados quão grande é a dignidade do homem, para que não a maculemos com o pecado; donde diz Agostinho (De Vera Relig. XVI): "Deus nos provou quão alto lugar ocupa a natureza humana entre as criaturas, na medida em que apareceu aos homens como verdadeiro homem." E o Papa Leão diz num sermão sobre o Natal (XXI): "Aprende, ó cristão, o teu valor; e, feito participante da natureza divina, recusa voltar, por más obras, à tua antiga vileza." Terceiro, porque "para destruir a presunção do homem, a graça de Deus é louvada em Jesus Cristo, sem que precedam quaisquer méritos nossos", como diz Agostinho (De Trin. XIII, 17). Quarto, porque "a soberba do homem, que é o maior obstáculo para nos apegarmos a Deus, pode ser convencida e curada por tão grande humildade", como diz Agostinho no mesmo lugar. Quinto, para libertar o homem da escravidão do pecado, a qual, como diz Agostinho (De Trin. XIII, 13), "devia ser feita de tal modo que o demônio fosse vencido pela justiça do homem Jesus Cristo"; e isto foi feito por Cristo satisfazendo por nós. Ora, um mero homem não poderia ter satisfeito por todo o gênero humano, e Deus não estava obrigado a satisfazer; portanto, convinha que Jesus Cristo fosse simultaneamente Deus e homem. Donde o Papa Leão diz no mesmo sermão: "A fraqueza é assumida pela fortaleza, a baixeza pela majestade, a mortalidade pela eternidade, a fim de que um só e mesmo Mediador de Deus e dos homens pudesse morrer num e ressuscitar no outro — pois este era o nosso remédio adequado. Se não fosse Deus, não teria trazido remédio; e se não fosse homem, não teria dado exemplo." E há muitos outros benefícios que resultaram, acima da compreensão humana. **Resposta à Objeção 1:** Esta razão diz respeito ao primeiro modo de necessidade, sem o qual não podemos alcançar o fim. **Resposta à Objeção 2:** A satisfação pode ser dita suficiente de dois modos — primeiro, perfeitamente, enquanto é condigna, sendo adequada para reparar a falta cometida; e deste modo a satisfação de um mero homem não pode ser suficiente pelo pecado, tanto porque toda a natureza humana foi corrompida pelo pecado, enquanto o bem de uma ou várias pessoas não poderia compensar adequadamente o dano causado a toda a natureza; como também porque um pecado cometido contra Deus tem uma certa infinidade pela infinidade da majestade divina, pois quanto maior é a pessoa que ofendemos, mais grave é a ofensa. Portanto, para a satisfação condigna, era necessário que o ato do satisfazente tivesse uma eficiência infinita, como sendo de Deus e homem. Segundo, a satisfação do homem pode ser dita suficiente imperfeitamente — isto é, na aceitação daquele que se contenta com ela, ainda que não seja condigna; e deste modo a satisfação de um mero homem é suficiente. E porquanto todo imperfeito pressupõe algo perfeito, pelo qual é sustentado, daí resulta que a satisfação de todo mero homem tem a sua eficiência a partir da satisfação de Cristo. **Resposta à Objeção 3:** Ao assumir a carne, Deus não diminuiu a sua majestade; e, consequentemente, não diminuiu o motivo para O reverenciarmos, que é aumentado pelo aumento do conhecimento dEle. Pelo contrário, enquanto Ele quis aproximar-Se de nós assumindo a carne, muito nos atraiu a conhecê-Lo.

Summa Theologiae — Third Part (Christology & Sacraments) · Article. 2 - Whether it was necessary for the restoration of the human race that the Word of God should become incarnate? · séc. XIII

tradução automática

Santo Thomas Aquinas

Objeção 1: Parece que Deus não pode ser temido. Porque o objeto do temor é um mal futuro, como foi dito acima (I-II, Q. 41, A. 2 e 3). Ora, Deus é isento de todo mal, pois é a própria bondade. Logo, Deus não pode ser temido. Objeção 2: Ademais, o temor se opõe à esperança. Ora, esperamos em Deus. Logo, não podemos temê-Lo ao mesmo tempo. Objeção 3: Ademais, como afirma o Filósofo (Retórica, II, 5), "tememos aquelas coisas de onde nos vem o mal". Ora, o mal nos vem, não de Deus, mas de nós mesmos, segundo Oseias 13,9: "A tua perdição é de ti, ó Israel; o teu auxílio está em mim." Logo, Deus não deve ser temido. Ao contrário, está escrito (Jr 10,7): "Quem não te temerá, ó Rei das nações?" e (Ml 1,6): "Se eu sou senhor, onde está o meu temor?" Respondo que: Assim como a esperança tem dois objetos – um dos quais é o próprio bem futuro que se espera alcançar, e o outro é o auxílio de alguém por meio de quem se espera alcançar o que se espera –, assim também o temor pode ter dois objetos: um dos quais é o próprio mal que o homem evita, e o outro é aquilo de onde o mal pode provir. Portanto, do primeiro modo, Deus, que é a própria bondade, não pode ser objeto de temor; mas pode sê-lo do segundo modo, na medida em que de Deus ou em relação a Ele pode provir para nós algum mal. De Deus provém o mal da pena, mas este não é mal absoluto, e sim relativo; e, falando absolutamente, é um bem. Pois, sendo uma coisa dita boa por estar ordenada a um fim, e o mal importando falta dessa ordem, aquilo que exclui a ordem para o fim último é absolutamente mal, e tal é o mal da culpa. Por outro lado, o mal da pena é realmente um mal, enquanto privação de algum bem particular; contudo, absolutamente falando, é um bem, enquanto ordenado para o fim último. Em relação a Deus, o mal da culpa pode vir a nós, se nos separarmos d'Ele; e desse modo Deus pode e deve ser temido. Resposta à objeção 1: Esta objeção considera o objeto do temor como sendo o mal que o homem evita. Resposta à objeção 2: Em Deus podemos considerar tanto a sua justiça, pela qual pune os que pecam, quanto a sua misericórdia, pela qual nos liberta; em nós, a consideração da sua justiça gera o temor, mas a consideração da sua misericórdia gera a esperança. Por conseguinte, Deus é objeto tanto da esperança quanto do temor, mas sob aspectos diversos. Resposta à objeção 3: O mal da culpa não vem de Deus como seu autor, mas de nós, na medida em que abandonamos a Deus; enquanto o mal da pena vem de Deus como seu autor, na medida em que tem caráter de bem, por ser algo justo, enquanto nos é infligido justamente; embora, originalmente, isso se deva ao demérito do pecado. Assim está escrito (Sb 1,13.16): "Deus não fez a morte... mas os ímpios, com obras e palavras, a chamaram."

Summa Theologiae — Second Part of the Second Part · Article. 1 - Whether God can be feared? · séc. XIII

tradução automática
Ml 1, 6 nos Padres da Igreja | Aurea