Referência

Mq 7, 6

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Autores distintos

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Matos Soares

6Porque o filho trata o seu pai como doido, a filha levanta-se contra sua mãe, a nora contra a sua sogra, e o homem tem por inimigo os seus próprios domésticos,

Matos Soares · domínio público

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Nenhum comentário direto traduzido para este versículo. A Catena Aurea comenta diretamente os quatro Evangelhos; em outros livros, procure principalmente em citações internas.

Citações internas

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Trechos em que este versículo aparece citado dentro de outro argumento patrístico.

Santo Thomas Aquinas

**Objeção 1:** Parece que devemos amar mais os que são melhores do que os que nos são mais estreitamente unidos. Pois aquilo que de nenhum modo é odioso parece mais amável do que aquilo que é odioso por alguma razão: assim como uma coisa é tanto mais branca quanto menos preto tem misturado. Ora, os que nos são ligados são odiosos por alguma razão, segundo Lc 14,26: "Se alguém vem a mim e não aborrece a seu pai", etc. Por outro lado, os homens bons não são odiosos por nenhuma razão. Logo, parece que devemos amar mais os que são melhores do que os que nos são mais estreitamente unidos. **Objeção 2:** Ademais, pela caridade sobretudo o homem se assemelha a Deus. Ora, Deus ama mais o homem melhor. Logo, o homem também, por caridade, deve amar mais o homem melhor do que aquele que lhe é mais estreitamente unido. **Objeção 3:** Ademais, em toda amizade deve ser amado maximamente aquilo que mais tem a ver com o fundamento dessa amizade: pois, pela amizade natural, amamos maximamente os que nos são ligados pela natureza, por exemplo, nossos pais ou nossos filhos. Ora, a amizade da caridade se funda na comunhão da bem-aventurança, a qual tem mais a ver com os homens melhores do que com os que nos são mais estreitamente unidos. Logo, por caridade, devemos amar os homens melhores mais do que os que nos são mais estreitamente unidos. **Em contrário,** está escrito (1Tm 5,8): "Se alguém não tem cuidado dos seus, e principalmente dos de sua casa, negou a fé, e é pior que um infiel." Ora, o afeto interior da caridade deve corresponder ao efeito exterior. Logo, a caridade considera primeiro os que nos são mais próximos, antes dos que são melhores. **Respondo:** Todo ato deve ser proporcionado ao seu objeto e ao agente. Mas do objeto recebe a espécie, enquanto da potência do agente recebe o modo de sua intensidade: assim, o movimento tem a espécie do termo para o qual tende, enquanto a intensidade de sua velocidade provém da disposição da coisa movida e da potência do motor. Por conseguinte, o amor recebe a espécie do objeto, mas sua intensidade é devida ao amante. Ora, o objeto do amor da caridade é Deus, e o homem é o amante. Logo, a diversidade específica do amor que está conforme a caridade, quanto ao amor do próximo, depende da relação deste com Deus, de modo que, por caridade, devemos desejar um bem maior àquele que está mais próximo de Deus; pois, embora o bem que a caridade deseja a todos, isto é, a felicidade eterna, seja um em si mesmo, tem contudo vários graus segundo as diversas participações da felicidade, e pertence à caridade desejar que a justiça de Deus seja mantida, conforme a qual os homens melhores têm uma participação mais plena da felicidade. E isto diz respeito à espécie do amor; pois há diferentes espécies de amor segundo os diferentes bens que desejamos para aqueles que amamos. Por outro lado, a intensidade do amor é medida com respeito ao homem que ama, e por conseguinte o homem ama com afeto mais intenso aqueles que lhe são mais estreitamente unidos, quanto ao bem que lhes deseja, do que ama aqueles que são melhores, quanto ao maior bem que lhes deseja. Além disso, deve-se notar aqui uma outra diferença: pois alguns próximos nos são ligados por sua origem natural, ligação que não pode ser cortada, pois essa origem os faz ser o que são. Mas a bondade da virtude, na qual alguns são próximos de Deus, pode vir e ir, aumentar e diminuir, como foi mostrado acima (Q. 24, AA. 4,10,11). Portanto, é possível que alguém, por caridade, deseje que este homem, que lhe é mais estreitamente unido, seja melhor que outro, e assim alcance um grau mais alto de felicidade. Ademais, há ainda outra razão pela qual, por caridade, amamos mais os que nos são mais estreitamente unidos, pois os amamos de mais modos. Pois, para com os que não nos são ligados, não temos outra amizade senão a caridade, enquanto para os que nos são ligados, temos certas outras amizades, segundo o modo como nos são ligados. Ora, como o bem sobre o qual se funda toda outra amizade do virtuoso é dirigido, como a seu fim, ao bem sobre o qual se funda a caridade, segue-se que a caridade manda cada ato de outra amizade, assim como a arte que trata do fim manda a arte que trata dos meios. Consequentemente, este próprio ato de amar alguém por ser parente ou ligado a nós, ou por ser concidadão ou por qualquer razão semelhante que seja referível ao fim da caridade, pode ser mandado pela caridade, de modo que, por caridade tanto elícita quanto imperante, amamos de mais modos os que nos são mais estreitamente unidos. **Resposta à objeção 1:** Somos mandados a odiar, em nossos parentes, não o parentesco, mas apenas o fato de serem um obstáculo entre nós e Deus. Neste respeito, não são parentes, mas hostis a nós, segundo Mq 7,6: "Os inimigos do homem são os da sua própria casa." **Resposta à objeção 2:** A caridade conforma o homem a Deus proporcionalmente, fazendo que o homem se porte para com o que é seu como Deus se porta para com o que é Seu. Pois podemos, por caridade, querer certas coisas como convenientes a nós que Deus não quer, porque não Lhe convém querê-las, como foi dito acima (I-II, Q. 19, A. 10), quando tratávamos da bondade da vontade. **Resposta à objeção 3:** A caridade elice o ato de amor não só quanto ao objeto, mas também quanto ao amante, como foi dito acima. Donde resulta que o homem que nos é mais estreitamente unido é mais amado.

Summa Theologiae — Second Part of the Second Part · Article. 7 - Whether we ought to love those who are better more those who are more closely united us? · séc. XIII

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São Jerônimo

Estas são quase as palavras do profeta Miquéias. Devemos sempre notar, quando uma passagem é citada do Antigo Testamento, se se dá apenas o sentido, ou as próprias palavras.

séc. V

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