Referência

Fl 1, 23

Veja onde esta passagem aparece no corpus patrístico disponível.

Trechos nesta página

2

Comentários diretos

0

Autores distintos

1

Matos Soares

23Estou em aperto por duas partes: tenho o desejo de partir para estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor,

Matos Soares · domínio público

Levar para o chatEntre na conta para conversar com os Padres a partir deste versículo.
Dossiês doutrinaisQuando um versículo abre um tema maior, o próximo passo é seguir por um dossiê temático.

Comentário direto

0

Trechos em que os Padres comentam diretamente esta passagem ou o seu contexto imediato.

Nenhum comentário direto traduzido para este versículo. A Catena Aurea comenta diretamente os quatro Evangelhos; em outros livros, procure principalmente em citações internas.

Citações internas

2

Trechos em que este versículo aparece citado dentro de outro argumento patrístico.

Santo Thomas Aquinas

**Objeção 1:** Parece que o homem não deve amar o seu corpo por caridade. Pois não amamos aquele com quem não queremos associar-nos. Ora, os que têm caridade fogem da sociedade do corpo, conforme Rom. 7,24: “Quem me livrará do corpo desta morte?” e Fil. 1,23: “Tendo desejo de ser desatado e de estar com Cristo.” Logo, nossos corpos não devem ser amados por caridade. **Objeção 2:** Ademais, a amizade da caridade se funda na comunhão da fruição de Deus. Ora, o corpo não pode ter parte nessa fruição. Logo, o corpo não deve ser amado por caridade. **Objeção 3:** Ademais, sendo a caridade uma espécie de amizade, dirige-se àqueles que são capazes de retribuir o amor. Ora, nosso corpo não pode amar-nos por caridade. Portanto, não deve ser amado por caridade. **Ao contrário,** Agostinho diz (Doutr. Crist. I, 23,26) que há quatro coisas que devemos amar por caridade, e entre elas enumera o nosso próprio corpo. **Respondo:** Nosso corpo pode ser considerado de dois modos: primeiro, quanto à sua natureza; segundo, quanto à corrupção do pecado e sua pena. Ora, a natureza do nosso corpo foi criada, não por um princípio mau, como fingem os maniqueus, mas por Deus. Portanto, podemos usá-lo para o serviço de Deus, conforme Rom. 6,13: “Apresentai vossos membros como instrumentos de justiça a Deus.” Consequentemente, pelo amor da caridade com que amamos a Deus, devemos amar também nossos corpos; mas não devemos amar os maus efeitos do pecado e a corrupção da pena; antes, pelo desejo da caridade, devemos ansiar pela remoção de tais coisas. **Resposta à objeção 1:** O Apóstolo não fugia da sociedade do seu corpo quanto à natureza do corpo; com efeito, sob esse aspecto, ele relutava em ser privado dela, conforme 2 Cor. 5,4: “Não queremos ser despojados, mas revestidos.” Ele desejava, porém, escapar da mancha da concupiscência, que permanece no corpo, e da corrupção do corpo que oprime a alma, impedindo-a de ver a Deus. Por isso diz expressamente: “Do corpo desta morte.” **Resposta à objeção 2:** Embora nossos corpos não possam fruir de Deus conhecendo-O e amando-O, todavia, pelas obras que fazemos por meio do corpo, podemos alcançar o perfeito conhecimento de Deus. Por isso, da fruição na alma transborda uma certa felicidade para o corpo, a saber, “a saúde e a incorrupção”, como diz Agostinho (Ep. ad Dióscoro, CXVIII). Portanto, visto que o corpo tem, de certo modo, uma participação na felicidade, pode ser amado com o amor da caridade. **Resposta à objeção 3:** O amor mútuo encontra-se na amizade que se tem por outrem, mas não naquela que um homem tem por si mesmo, seja quanto à sua alma, seja quanto ao seu corpo.

Summa Theologiae — Second Part of the Second Part · Article. 5 - Whether a man ought to love his body out of charity? · séc. XIII

tradução automática

Santo Thomas Aquinas

Objeção 1: Parece que o gozo espiritual que resulta da caridade é compatível com uma mistura de tristeza. Pois pertence à caridade alegrar-se com o bem do próximo, segundo 1 Co 13,4.6: "A caridade... não se alegra com a injustiça, mas alegra-se com a verdade." Ora, este gozo é compatível com uma mistura de tristeza, segundo Rm 12,15: "Alegrai-vos com os que se alegram, chorai com os que choram." Logo, o gozo espiritual da caridade é compatível com uma mistura de tristeza. Objeção 2: Ademais, segundo Gregório (Hom. in Evang. xxxiv), "a penitência consiste em deplorar os pecados passados e em não cometer novamente aqueles que deplorámos." Ora, não há verdadeira penitência sem caridade. Logo, o gozo da caridade tem uma mistura de tristeza. Objeção 3: Ademais, é pela caridade que o homem deseja estar com Cristo, segundo Fp 1,23: "Tendo desejo de ser dissolvido e de estar com Cristo." Ora, este desejo dá origem, no homem, a uma certa tristeza, segundo Sl 119,5: "Ai de mim que a minha peregrinação se prolongou!" Logo, o gozo da caridade admite um tempero de tristeza. Em contrário, O gozo da caridade é o gozo acerca da sabedoria divina. Ora, tal gozo não tem mistura de tristeza, segundo Sb 8,16: "A sua conversação não tem amargura." Logo, o gozo da caridade é incompatível com uma mistura de tristeza. Respondo: Como foi dito acima (A[1], ad 3), da caridade nasce um duplo gozo em Deus. Um, mais excelente, é próprio da caridade; e com este gozo nos alegramos com o bem divino considerado em si mesmo. Este gozo da caridade é incompatível com uma mistura de tristeza, assim como o bem que é o seu objeto é incompatível com qualquer mistura de mal; por isso, o Apóstolo diz (Fp 4,4): "Alegrai-vos no Senhor sempre." O outro é o gozo da caridade pelo qual nos alegramos com o bem divino como participado por nós. Esta participação pode ser impedida por algo que lhe é contrário; por isso, a este respeito, o gozo da caridade é compatível com uma mistura de tristeza, na medida em que um homem se entristece pelo que impede a participação do bem divino, seja em nós, seja no nosso próximo, a quem amamos como a nós mesmos. Resposta à Objeção 1: O nosso próximo não chora senão por causa de algum mal. Ora, todo mal implica falta de participação no soberano bem; por isso, a caridade nos faz chorar com o próximo, na medida em que ele é impedido de participar do bem divino. Resposta à Objeção 2: Os nossos pecados nos separam de Deus, segundo Is 59,2; por isso, esta é a razão pela qual nos entristecemos pelos nossos pecados passados, ou pelos dos outros, na medida em que nos impedem de participar do bem divino. Resposta à Objeção 3: Embora nesta morada infeliz participemos, de certo modo, do bem divino, pelo conhecimento e pelo amor, contudo a infelicidade desta vida é um obstáculo à perfeita participação do bem divino; por isso, esta própria tristeza, pela qual um homem se entristece pela demora da glória, está ligada ao impedimento da participação do bem divino.

Summa Theologiae — Second Part of the Second Part · Article. 2 - Whether the spiritual joy, which results from charity, is compatible with an admixture of sorrow? · séc. XIII

tradução automática
Fl 1, 23 nos Padres da Igreja | Aurea