Referência

Pr 15, 27

Veja onde esta passagem aparece no corpus patrístico disponível.

Trechos nesta página

5

Comentários diretos

0

Autores distintos

1

Matos Soares

Texto bíblico ainda não disponível para esta referência.

Levar para o chatEntre na conta para conversar com os Padres a partir deste versículo.
Dossiês doutrinaisQuando um versículo abre um tema maior, o próximo passo é seguir por um dossiê temático.

Comentário direto

0

Trechos em que os Padres comentam diretamente esta passagem ou o seu contexto imediato.

Nenhum comentário direto traduzido para este versículo. A Catena Aurea comenta diretamente os quatro Evangelhos; em outros livros, procure principalmente em citações internas.

Citações internas

5

Trechos em que este versículo aparece citado dentro de outro argumento patrístico.

Santo Thomas Aquinas

Objeção 1: Parece que não fomos libertados do pecado pela Paixão de Cristo. Porque libertar do pecado pertence só a Deus, segundo Isaías 43:25: «Eu sou aquele que apago as tuas iniqüidades por amor de mim.» Ora, Cristo não padeceu como Deus, mas como homem. Logo, a Paixão de Cristo não nos livrou do pecado. Objeção 2: Além disso, o que é corpóreo não age sobre o que é espiritual. Ora, a Paixão de Cristo é corpórea, ao passo que o pecado reside na alma, que é criatura espiritual. Portanto, a Paixão de Cristo não nos podia limpar do pecado. Objeção 3: Além disso, ninguém pode ser purgado de um pecado ainda não cometido, mas que será cometido depois. Visto que, desde a morte de Cristo, muitos pecados foram cometidos e se cometem cada dia, parece que não fomos libertados do pecado pela morte de Cristo. Objeção 4: Além disso, dada uma causa eficiente, nada mais se requer para produzir o efeito. Ora, outras coisas além se requerem para a remissão dos pecados, como o batismo e a penitência. Consequentemente, parece que a Paixão de Cristo não é a causa suficiente da remissão dos pecados. Objeção 5: Além disso, está escrito (Pr 10,12): «A caridade cobre todos os pecados»; e (Pr 15,27): «Pela misericórdia e pela fé se purgam os pecados.» Ora, há muitas outras coisas que cremos e que excitam a caridade. Portanto, a Paixão de Cristo não é a causa própria da remissão dos pecados. Em contrário, está escrito (Ap 1,5): «Amou-nos, e lavou-nos dos nossos pecados com o seu sangue.» Respondo que a Paixão de Cristo é a causa própria da remissão dos pecados de três modos. Primeiro, a modo de excitar a nossa caridade, porque, como diz o Apóstolo (Rm 5,8): «Deus recomenda a sua caridade para conosco, porque, sendo nós ainda pecadores, Cristo morreu por nós, ao tempo.» Ora, é pela caridade que alcançamos a remissão dos pecados, segundo Lc 7,47: «Perdoados lhe são muitos pecados, porque muito amou.» Segundo, a Paixão de Cristo causa a remissão dos pecados a modo de redenção. Pois, sendo Ele nossa cabeça, pela Paixão que sofreu por amor e obediência, livrou-nos como seus membros dos nossos pecados, como pelo preço da sua Paixão; da mesma maneira que se um homem pela boa indústria de suas mãos se resgatasse de um pecado cometido com seus pés. Porque, assim como o corpo natural é um embora composto de diversos membros, assim toda a Igreja, corpo místico de Cristo, é tida como uma só pessoa com sua cabeça, que é Cristo. Terceiro, a modo de eficiência, enquanto a carne de Cristo, na qual sofreu a Paixão, é o instrumento da Divindade, de modo que seus sofrimentos e ações operam com poder divino para expelir o pecado. Resposta à primeira objeção. Embora Cristo não tenha padecido como Deus, contudo a sua carne é o instrumento da Divindade; e por isso a sua Paixão tem uma certa potência divina de expelir o pecado, como foi dito acima. Resposta à segunda objeção. Embora a Paixão de Cristo seja corpórea, deriva contudo uma certa energia espiritual da Divindade, à qual a carne está unida como instrumento; e segundo esta potência a Paixão de Cristo é causa da remissão dos pecados. Resposta à terceira objeção. Cristo, por sua Paixão, livrou-nos dos pecados causalmente — isto é, estabelecendo a causa da nossa libertação, da qual todos os pecados, passados, presentes ou futuros, podiam ser perdoados; assim como se um médico preparasse um remédio pelo qual todas as doenças pudessem ser curadas, mesmo futuras. Resposta à quarta objeção. Como foi dito acima, visto que a Paixão de Cristo precedeu como uma causa universal da remissão dos pecados, precisa ser aplicada a cada indivíduo para a purificação dos pecados pessoais. Ora, isso se faz pelo batismo, pela penitência e pelos outros sacramentos, que derivam a sua potência da Paixão de Cristo, como se mostrará adiante (Q[62], A[5]). Resposta à quinta objeção. A Paixão de Cristo nos é aplicada também pela fé, para que participemos dos seus frutos, segundo Rm 3,25: «A quem Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue.» Mas a fé pela qual somos limpos do pecado não é a «fé morta», que pode existir até com o pecado, mas a «fé viva» pela caridade; para que assim a Paixão de Cristo nos seja aplicada não só ao entendimento, mas também ao coração. E deste modo também os pecados são perdoados pelo poder da Paixão de Cristo.

Summa Theologiae — Third Part (Christology & Sacraments) · Article. 1 - Whether we were delivered from sin through Christ's Passion? · séc. XIII

tradução automática

Santo Thomas Aquinas

Objeção 1: Parece que a negligência não se opõe à prudência. Pois a negligência parece ser o mesmo que preguiça ou indolência, que pertence à acídia, segundo Gregório (Moral. XXXI, 45). Ora, a acídia não se opõe à prudência, mas à caridade, como foi dito acima (Q.35, A.3). Logo, a negligência não se opõe à prudência. Objeção 2: Ademais, todo pecado de omissão parece dever-se à negligência. Ora, os pecados de omissão não se opõem à prudência, mas às virtudes morais executivas. Logo, a negligência não se opõe à prudência. Objeção 3: Ademais, a imprudência diz respeito a algum ato da razão. Ora, a negligência não implica defeito de deliberação, pois isso é «precipitação»; nem defeito de juízo, pois isso é «inconsideração»; nem defeito de preceito, pois isso é «inconstância». Logo, a negligência não pertence à imprudência. Objeção 4: Ademais, está escrito (Eclesiastes 7,19): «Quem teme a Deus, nada negligencia.» Ora, todo pecado é excluído pela virtude oposta. Portanto, a negligência opõe-se ao temor antes que à prudência. Em contrário, está escrito (Eclesiástico 20,7): «O tagarela e o insensato [imprudente] não respeitarão o tempo.» Ora, isto se deve à negligência. Logo, a negligência opõe-se à prudência. Respondo que a negligência se opõe diretamente à solicitude. Ora, a solicitude pertence à razão, e a retidão da solicitude, à prudência. Portanto, por outro lado, a negligência pertence à imprudência. Isto aparece pelo próprio nome, porque, como observa Isidoro (Etim. X), «negligente é aquele que não escolhe [nec eligens]»; e a reta escolha dos meios pertence à prudência. Logo, a negligência pertence à imprudência. Resposta à objeção 1: A negligência é um defeito no ato interno, ao qual também pertence a escolha; ao passo que a preguiça e a indolência denotam lentidão na execução, mas de modo que a preguiça denota lentidão em iniciar a execução, enquanto a indolência denota remissão na própria execução. Por isso é conveniente que a indolência proceda da acídia, que é «uma tristeza opressiva», isto é, que impede o ânimo de agir [*Cf. Q.35, A.1; I-II, Q.35, A.8]. Resposta à objeção 2: A omissão diz respeito ao ato externo, pois consiste em deixar de realizar um ato devido. Portanto, opõe-se à justiça, e é efeito da negligência, assim como a execução de um ato justo é efeito da reta razão. Resposta à objeção 3: A negligência diz respeito ao ato de preceito, ao qual também diz respeito a solicitude. Contudo, o negligente falha quanto a este ato de modo diferente do inconstante: pois o inconstante falha no preceito, por assim dizer, impedido por algo, enquanto o negligente falha por falta de vontade pronta. Resposta à objeção 4: O temor de Deus ajuda-nos a evitar todos os pecados, porque, segundo Provérbios 15,27: «Pelo temor do Senhor cada um se afasta do mal.» Portanto, o temor nos faz evitar a negligência, não como se a negligência se opusesse diretamente ao temor, mas porque o temor incita o homem aos atos da razão. Por isso também foi dito acima (I-II, Q.44, A.2), quando tratávamos das paixões, que «o temor nos faz deliberar.»

Summa Theologiae — Second Part of the Second Part · Article. 2 - Whether negligence is opposed to prudence? · séc. XIII

tradução automática

Santo Thomas Aquinas

Objeção 1: Parece que os sete dons do Espírito Santo são enumerados inadequadamente. Pois nessa enumeração quatro são apresentados como correspondentes às virtudes intelectuais, a saber: sabedoria, entendimento, ciência e conselho, que corresponde à prudência; enquanto nada é apresentado correspondente à arte, que é a quinta virtude intelectual. Além disso, algo é incluído correspondente à justiça, a saber, a piedade, e algo correspondente à fortaleza, a saber, o dom da fortaleza; ao passo que nada há correspondente à temperança. Logo, os dons são enumerados insuficientemente. Objeção 2: Ademais, a piedade é uma parte da justiça. Mas nenhuma parte da fortaleza é atribuída para corresponder a ela, e sim a própria fortaleza. Logo, dever-se-ia ter estabelecido a própria justiça, e não a piedade. Objeção 3: Ademais, as virtudes teologais, mais do que quaisquer outras, nos dirigem a Deus. Portanto, visto que os dons aperfeiçoam o homem conforme ele é movido por Deus, parece que alguns dons correspondentes às virtudes teologais deveriam ter sido incluídos. Objeção 4: Ademais, assim como Deus é objeto de temor, assim também o é de amor, de esperança e de alegria. Ora, o amor, a esperança e a alegria são paixões condivisas com o temor. Logo, assim como o temor é estabelecido como um dom, também os outros três o deveriam ser. Objeção 5: Ademais, a sabedoria é acrescentada para dirigir o entendimento; o conselho, para dirigir a fortaleza; a ciência, para dirigir a piedade. Portanto, algum dom deveria ter sido acrescentado com o propósito de dirigir o temor. Logo, os sete dons do Espírito Santo são enumerados inadequadamente. Ao contrário, está a autoridade da Sagrada Escritura (Is 11,2,3). Respondo que, como foi dito acima (A[3]), os dons são hábitos que aperfeiçoam o homem de modo que ele esteja pronto a seguir as moções do Espírito Santo, assim como as virtudes morais aperfeiçoam as potências apetitivas para que obedeçam à razão. Ora, assim como é natural que as potências apetitivas sejam movidas pelo comando da razão, assim também é natural que todas as forças no homem sejam movidas pelo instinto de Deus, como por uma potência superior. Portanto, quaisquer potências no homem que possam ser princípios das ações humanas podem também ser sujeitos dos dons, assim como são das virtudes; e tais potências são a razão e o apetite. Ora, a razão é especulativa e prática: e em ambas encontramos a apreensão da verdade (que diz respeito à descoberta da verdade) e o juízo acerca da verdade. Portanto, para a apreensão da verdade, a razão especulativa é aperfeiçoada pelo "entendimento"; a razão prática, pelo "conselho". Para julgar retamente, a razão especulativa é aperfeiçoada pela "sabedoria"; a razão prática, pela "ciência". A potência apetitiva, nas matérias que tocam as relações do homem com outrem, é aperfeiçoada pela "piedade"; nas matérias que tocam a si mesmo, é aperfeiçoada pela "fortaleza" contra o temor dos perigos; e contra a concupiscência desordenada dos prazeres, pelo "temor", segundo Prov 15,27: "Pelo temor do Senhor cada um se aparta do mal", e Sl 118,120: "Crava com o teu temor a minha carne, porque estou atemorizado dos teus juízos." Portanto, fica claro que estes dons se estendem a todas aquelas coisas a que se estendem as virtudes, tanto intelectuais quanto morais. Resposta à Objeção 1: Os dons do Espírito Santo aperfeiçoam o homem nas matérias relativas à boa vida; ao passo que a arte não se dirige a tais matérias, mas às coisas exteriores que podem ser feitas, pois a arte é a reta razão, não acerca de coisas a serem feitas, mas acerca de coisas a serem fabricadas (Ética VI, 4). Contudo, podemos dizer que, quanto à infusão dos dons, a arte está da parte do Espírito Santo, que é o motor principal, e não da parte dos homens, que são seus instrumentos quando Ele os move. O dom do temor corresponde, de certo modo, à temperança: pois assim como pertence à temperança, propriamente falando, conter o homem dos maus prazeres em prol do bem determinado pela razão, assim também pertence ao dom do temor afastar o homem dos maus prazeres mediante o temor de Deus. Resposta à Objeção 2: A justiça é assim chamada a partir da retidão da razão, e por isso é mais convenientemente chamada virtude do que dom. Mas o nome de piedade denota a reverência que damos a nosso pai e à nossa pátria. E, visto que Deus é Pai de todos, o culto de Deus também é chamado piedade, como diz Agostinho (De Civ. Dei X, 1). Portanto, o dom pelo qual o homem, por reverência a Deus, obra o bem a todos, é convenientemente chamado piedade. Resposta à Objeção 3: A mente do homem não é movida pelo Espírito Santo, a menos que de algum modo esteja unida a Ele: assim como o instrumento não é movido pelo artífice, a menos que haja contato ou algum outro tipo de união entre eles. Ora, a união primordial do homem com Deus é pela fé, esperança e caridade: e, consequentemente, estas virtudes são pressupostas aos dons, como sendo suas raízes. Portanto, todos os dons correspondem a estas três virtudes, como delas derivados. Resposta à Objeção 4: O amor, a esperança e a alegria têm o bem por seu objeto. Ora, Deus é o Bem Soberano: por isso os nomes dessas paixões são transferidos para as virtudes teologais que unem o homem a Deus. Por outro lado, o objeto do temor é o mal, que de modo algum pode aplicar-se a Deus: portanto, o temor não denota união com Deus, mas afastamento de certas coisas por reverência a Deus. Logo, ele não dá seu nome a uma virtude teologal, mas a um dom, que nos afasta do mal por motivos mais elevados do que a virtude moral faz. Resposta à Objeção 5: A sabedoria dirige tanto o intelecto quanto os afetos do homem. Por isso, dois dons são estabelecidos como correspondentes à sabedoria como seu princípio diretivo; da parte do intelecto, o dom do entendimento; da parte dos afetos, o dom do temor. Porque a principal razão para temer a Deus é tomada da consideração da excelência divina, que a sabedoria considera.

Summa Theologiae — First Part of the Second Part · Article. 4 - Whether the seven gifts of the Holy Ghost are suitably enumerated? · séc. XIII

tradução automática

Santo Thomas Aquinas

Objeção 1: Parece que este sacramento não é necessário para a salvação. Porque sobre o Sl 125,5: "Os que semeiam com lágrimas" etc., diz a Glosa: "Não te entristeças, se tens boa vontade, cujo galardão é a paz." Ora, a tristeza é essencial à Penitência, segundo 2Cor 7,10: "A tristeza que é segundo Deus obra uma penitência firme para a salvação." Logo, uma boa vontade sem Penitência basta para a salvação. Objeção 2: Além disso, está escrito (Pr 10,12): "A caridade cobre todos os pecados", e mais adiante (Pr 15,27): "Pela misericórdia e pela fé são purgados os pecados." Ora, este sacramento não é para outra coisa senão para purgar os pecados. Portanto, se alguém tem caridade, fé e misericórdia, pode obter a salvação, sem o sacramento da Penitência. Objeção 3: Além disso, os sacramentos da Igreja têm sua origem na instituição de Cristo. Mas, segundo Jo 8, Cristo absolveu a mulher adúltera sem Penitência. Logo, parece que a Penitência não é necessária para a salvação. Ao contrário, o Senhor disse (Lc 13,3): "Se não fizerdes penitência, todos perecereis semelhantemente." Respondo que uma coisa é necessária para a salvação de dois modos: primeiro, absolutamente; segundo, por suposição. É absolutamente necessária para a salvação aquela sem a qual ninguém pode obtê-la, como, por exemplo, a graça de Cristo e o sacramento do Batismo, pelo qual o homem renasce em Cristo. O sacramento da Penitência é necessário por suposição, pois é necessário não para todos, mas para aqueles que estão em pecado. Pois está escrito (2Par 37 [*A oração de Manassés, entre os apócrifos]): "Tu, Senhor, Deus dos justos, não estabeleceste penitência aos justos, a Abraão, Isaac e Jacó, nem àqueles que não pecaram contra Ti." Mas "o pecado, quando consumado, gera a morte" (Tg 1,15). Consequentemente, é necessário para a salvação do pecador que o pecado lhe seja removido; o que não pode ser feito sem o sacramento da Penitência, no qual o poder da Paixão de Cristo opera pela absolvição do sacerdote e pelos atos do penitente, que coopera com a graça para a destruição do seu pecado. Pois, como diz Agostinho (Trat. LXXII sobre Jo [*Implicitamente na passagem referida, mas explicitamente Serm. XV sobre as palavras do Apóstolo]), "Aquele que te criou sem ti, não te justificará sem ti". Portanto, é evidente que, depois do pecado, o sacramento da Penitência é necessário para a salvação, assim como o medicamento corporal depois que o homem contraiu uma doença perigosa. Resposta à objeção 1: Esta Glosa deve aparentemente ser entendida como referindo-se ao homem que tem uma boa vontade não deteriorada pelo pecado, pois tal homem não tem motivo de tristeza; mas tão logo a boa vontade é perdida pelo pecado, não pode ser restaurada sem aquela tristeza pela qual o homem se entristece por seu pecado passado, e que pertence à Penitência. Resposta à objeção 2: Tão logo um homem cai em pecado, a caridade, a fé e a misericórdia não o livram do pecado sem a Penitência. Porque a caridade exige que o homem se condoa da ofensa cometida contra o seu amigo e que se esforce por satisfazer ao seu amigo; a fé requer que busque ser justificado dos seus pecados pelo poder da Paixão de Cristo, que opera nos sacramentos da Igreja; e a piedade bem ordenada obriga que o homem socorra a si mesmo, arrependendo-se da condição lastimável em que o pecado o trouxe, segundo Pr 14,34: "O pecado torna as nações miseráveis"; por isso está escrito (Eclesiástico 30,24): "Tem piedade de tua própria alma, agradando a Deus." Resposta à objeção 3: Foi por Seu poder de "excelência", que só Ele possuía, como se disse acima (Q[64], A[3]), que Cristo concedeu à mulher adúltera o efeito do sacramento da Penitência, isto é, o perdão dos pecados, sem o sacramento da Penitência, embora não sem arrependimento interior, que Ele operou nela pela graça.

Summa Theologiae — Third Part (Christology & Sacraments) · Article. 5 - Whether this sacrament is necessary for salvation? · séc. XIII

tradução automática

Santo Thomas Aquinas

Objecção 1: Parece que não se requer nenhum movimento de fé para a justificação do ímpio. Porque assim como o homem é justificado pela fé, também o é por outras coisas, a saber, pelo temor, do qual está escrito (Eclesiástico 1,27): «O temor do Senhor expulsa o pecado, porque aquele que está sem temor não pode ser justificado»; e também pela caridade, segundo Lucas 7,47: «Muitos pecados lhe são perdoados, porque muito amou»; e também pela humildade, segundo Tiago 4,6: «Deus resiste aos soberbos e dá graça aos humildes»; e também pela misericórdia, segundo Provérbios 15,27: «Pela misericórdia e pela fé os pecados são purgados.» Logo, o movimento de fé não é mais necessário para a justificação do ímpio do que os movimentos das virtudes acima referidas. Objecção 2: Ademais, o ato de fé é necessário para a justificação apenas enquanto o homem conhece a Deus pela fé. Ora, o homem pode conhecer a Deus por outros modos, a saber, pelo conhecimento natural e pelo dom da sabedoria. Logo, nenhum ato de fé é requerido para a justificação do ímpio. Objecção 3: Ademais, há vários artigos de fé. Portanto, se o ato de fé é requerido para a justificação do ímpio, pareceria que o homem deve pensar em cada artigo de fé quando é primeiramente justificado. Mas isto parece inconveniente, porque tal pensamento exigiria uma longa demora de tempo. Logo, parece que um ato de fé não é requerido para a justificação do ímpio. Ao contrário, está escrito (Romanos 5,1): «Justificados, pois, pela fé, tenhamos paz com Deus.» Respondo que, conforme foi dito acima (A.3), requer-se um movimento do livre-arbítrio para a justificação do ímpio, enquanto a mente do homem é movida por Deus. Ora, Deus move a alma do homem voltando-a para Si, segundo o Salmo 84,7 (Septuaginta): «Vós nos convertereis, ó Deus, e nos trareis à vida.» Logo, para a justificação do ímpio requer-se um movimento da mente pelo qual ela se volta para Deus. Ora, a primeira conversão a Deus é pela fé, segundo Hebreus 11,6: «Aquele que se aproxima de Deus deve crer que Ele existe.» Portanto, um movimento de fé é requerido para a justificação do ímpio. Resposta à Objecção 1: O movimento de fé não é perfeito a menos que seja vivificado pela caridade; portanto, na justificação do ímpio, um movimento de caridade é infundido juntamente com o movimento de fé. Ora, o livre-arbítrio é movido para Deus sujeitando-se a Ele; portanto, concorrem também um ato de temor filial e um ato de humildade. Pois pode acontecer que um mesmo ato do livre-arbítrio proceda de diferentes virtudes, quando uma manda e a outra é mandada, enquanto o ato pode ser ordenado a diversos fins. Mas o ato de misericórdia contra-ataca o pecado, ou por via de satisfação por ele, e assim segue a justificação; ou por via de preparação, enquanto os misericordiosos alcançam misericórdia; e assim pode preceder a justificação, ou concorrer com as outras virtudes para a justificação, enquanto a misericórdia está incluída no amor ao próximo. Resposta à Objecção 2: Pelo conhecimento natural o homem não se converte a Deus enquanto Ele é o objeto da beatitude e a causa da justificação. Portanto, tal conhecimento não basta para a justificação. Mas o dom da sabedoria pressupõe o conhecimento da fé, como foi dito acima (Q.68, A.4, ad 3). Resposta à Objecção 3: Como diz o Apóstolo (Romanos 4,5), «àquele que crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé é reputada como justiça, segundo o propósito da graça de Deus.» Portanto, é claro que na justificação do ímpio se requer um ato de fé para que o homem creia que Deus justifica o homem pelo mistério de Cristo.

Summa Theologiae — First Part of the Second Part · Article. 4 - Whether a movement of faith is required for the justification of the ungodly? · séc. XIII

tradução automática