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Pr 15, 5

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Matos Soares

5O insensato despreza a correcção de seu pai; o que faz caso das repreensões tornar-se-á mais avisado.

Matos Soares · domínio público

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Santo Tomás de Aquino

**Objecção 1.** Parece que uma virtude não pode ser maior ou menor que outra. Pois está escrito (Apoc. 21, 16) que os lados da cidade de Jerusalém são iguais; e uma glosa diz que os lados significam as virtudes. Logo, todas as virtudes são iguais; e, consequentemente, uma não pode ser maior que outra. **Objecção 2.** Além disso, uma coisa que, por sua natureza, consiste num máximo não pode ser mais ou menos. Ora, a natureza da virtude consiste num máximo, pois a virtude é "o limite da potência", como afirma o Filósofo (De Céu I, texto 116); e Agostinho diz (De Livre Arbítrio II, 19) que "as virtudes são bens muito grandes, e ninguém pode usá-las para o mal". Portanto, parece que uma virtude não pode ser maior ou menor que outra. **Objecção 3.** Além disso, a quantidade do efeito mede-se pela potência do agente. Ora, as virtudes perfeitas, isto é, as infusas, procedem de Deus, cujo poder é uniforme e infinito. Logo, parece que uma virtude não pode ser maior que outra. **Em contrário,** onde pode haver aumento e maior abundância, pode haver desigualdade. Ora, as virtudes admitem maior abundância e aumento: pois está escrito (Mat. 5, 20): "Se a vossa justiça não for mais abundante que a dos escribas e fariseus, não entrareis no reino dos céus"; e (Prov. 15, 5): "Na justiça abundante há a maior força [virtus]". Logo, parece que uma virtude pode ser maior ou menor que outra. **Respondo.** Quando se pergunta se uma virtude pode ser maior que outra, a questão pode ser tomada em dois sentidos. Primeiro, aplicando-se a virtudes de espécies diferentes. Neste sentido, é claro que uma virtude é maior que outra; pois uma causa é sempre mais excelente que o seu efeito; e, entre os efeitos, os mais próximos da causa são os mais excelentes. Ora, do que foi dito (Q. 18, a. 5; Q. 61, a. 2) é claro que a causa e raiz do bem humano é a razão. Por conseguinte, a prudência, que aperfeiçoa a razão, supera em bondade as outras virtudes morais, que aperfeiçoam a potência apetitiva, na medida em que participam da razão. E entre estas, uma é melhor que a outra conforme se aproxima mais da razão. Consequentemente, a justiça, que está na vontade, excede as demais virtudes morais; e a fortaleza, que está na parte irascível, sobrepuja-se à temperança, que está na parte concupiscível, que tem menor participação da razão, como se afirma na Ética, VII, 6. A questão pode ser tomada de outro modo, referindo-se a virtudes da mesma espécie. Deste modo, segundo o que foi dito acima (Q. 52, a. 1), quando tratávamos da intensidade dos hábitos, a virtude pode ser dita maior ou menor de duas maneiras: primeiro, em si mesma; segundo, em relação ao sujeito que dela participa. Se a considerarmos em si mesma, chamá-la-emos maior ou menor conforme as coisas às quais se estende. Ora, quem possui uma virtude, e.g., a temperança, a possui em relação a tudo a que a temperança se estende. Mas isso não se aplica à ciência e à arte: pois nem todo gramático sabe tudo o que se refere à gramática. E neste sentido os estóicos disseram com razão, como Simplício afirma em seu Comentário aos Predicamentos, que a virtude não pode ser mais ou menos, como a ciência e a arte podem; porque a natureza da virtude consiste num máximo. Se, porém, considerarmos a virtude da parte do sujeito, então pode ser maior ou menor, ou em relação a tempos diferentes, ou em homens diferentes. Porque um homem está melhor disposto que outro para alcançar o meio da virtude que é definido pela reta razão; e isto, seja por maior habituação, seja por melhor disposição natural, seja por um juízo da razão mais perspicaz, ou ainda por um maior dom da graça, que é dada a cada um "segundo a medida do dom de Cristo", como se afirma em Efésios 4, 9. E aqui os estóicos erraram, pois sustentavam que nenhum homem deveria ser considerado virtuoso, a menos que estivesse, no mais alto grau, disposto à virtude. Pois a natureza da virtude não exige que o homem atinja o meio da reta razão como se fosse um ponto indivisível, como pensavam os estóicos; mas basta que se aproxime do meio, como se afirma na Ética, II, 6. Além disso, um mesmo alvo indivisível é alcançado mais próxima e facilmente por um do que por outro: como se vê quando vários arcos miram um alvo fixo. **Resposta à primeira objeção.** Esta igualdade não é de quantidade absoluta, mas de proporção: porque todas as virtudes crescem no homem proporcionalmente, como veremos adiante (a. 2). **Resposta à segunda objeção.** Este "limite" que pertence à virtude pode ter a característica de algo "mais" ou "menos" bom, das maneiras explicadas acima: pois, como foi dito, não é um limite indivisível. **Resposta à terceira objeção.** Deus não opera por necessidade da natureza, mas segundo a ordem da Sua sabedoria, pela qual concede aos homens várias medidas de virtude, conforme Efésios 4, 7: "A cada um de vós [Vulg.: 'nós'] é dada a graça segundo a medida do dom de Cristo."

Summa Theologiae — First Part of the Second Part · Article. 1 - Whether one virtue can be greater or less than another? · séc. XIII

tradução automática

Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que a gravidade dos pecados não varia segundo a excelência das virtudes a que são opostos, de modo que, a saber, o pecado mais grave se opõe à virtude maior. Pois, segundo Provérbios 15,5: "Em abundante justiça há a maior força." Ora, como o Senhor diz (Mateus 5,20 ss.), a abundante justiça refreia a ira, que é pecado menos grave que o homicídio, o qual a justiça menos abundante refreia. Logo, o pecado menos grave é oposto à virtude maior. Objeção 2: Ademais, está dito na Ética, liv. II, cap. 3, que "a virtude versa sobre o difícil e o bom"; donde parece seguir-se que a virtude maior versa sobre o que é mais difícil. Ora, é pecado menos grave falhar no que é mais difícil do que no que é menos difícil. Logo, o pecado menos grave é oposto à virtude maior. Objeção 3: Ademais, a caridade é virtude maior que a fé ou a esperança (1 Coríntios 13,13). Ora, o ódio, que se opõe à caridade, é pecado menos grave que a incredulidade ou o desespero, que se opõem à fé e à esperança. Logo, o pecado menos grave é oposto à virtude maior. Em contrário, o Filósofo diz (Ética, liv. VIII, cap. 10) que "o péssimo é oposto ao ótimo." Ora, em moral, o ótimo é a virtude máxima; e o péssimo é o pecado mais grave. Logo, o pecado mais grave é oposto à virtude máxima. Respondo que o pecado se opõe à virtude de dois modos: primeiro, principal e diretamente, a saber, o pecado que versa sobre o mesmo objeto; porque os contrários versam sobre a mesma coisa. Deste modo, o pecado mais grave deve necessariamente opor-se à virtude maior: porque, assim como os graus de gravidade num pecado dependem do objeto, também a grandeza da virtude, pois tanto o pecado quanto a virtude recebem a sua espécie do objeto, como foi mostrado acima (Q. 60, a. 5; Q. 72, a. 1). Por onde, o maior pecado deve necessariamente opor-se diretamente à maior virtude, como que estando dela o mais afastado no mesmo gênero. Segundo, a oposição da virtude ao pecado pode ser considerada quanto a uma certa extensão da virtude em refrear o pecado. Pois quanto maior é a virtude, tanto mais afasta o homem do pecado contrário, de modo que o retrai não só daquele pecado, mas também de tudo que a ele conduz. E assim é evidente que, quanto maior a virtude, mais ela afasta o homem também dos pecados menos graves: assim como a saúde mais perfeita afasta até mesmo as enfermidades menores. E deste modo, o pecado menos grave se opõe à virtude maior, por parte do efeito desta. Resposta à objeção 1: Esse argumento considera a oposição que consiste em refrear do pecado; pois assim a justiça abundante coíbe até os pecados menores. Resposta à objeção 2: A virtude maior que versa sobre um bem mais difícil opõe-se diretamente ao pecado que versa sobre um mal mais difícil. Pois em cada caso há uma certa superioridade, porque a vontade se mostra mais intensa no bem ou no mal, por não ser vencida pela dificuldade. Resposta à objeção 3: A caridade não é qualquer amor, mas o amor de Deus; por isso, não se lhe opõe diretamente qualquer ódio, mas o ódio a Deus, que é o mais grave de todos os pecados.

Summa Theologiae — First Part of the Second Part · Article. 4 - Whether the gravity of sins depends on the excellence of the virtues to which they are opposed? · séc. XIII

tradução automática

Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que uma virtude não pode ser maior ou menor que outra. Pois está escrito (Ap. 21,16) que os lados da cidade de Jerusalém são iguais; e uma glosa diz que os lados significam as virtudes. Portanto, todas as virtudes são iguais; e, consequentemente, uma não pode ser maior que outra. **Objeção 2:** Além disso, uma coisa que, por sua natureza, consiste num máximo não pode ser mais ou menos. Ora, a natureza da virtude consiste num máximo, pois a virtude é "o limite da potência", como diz o Filósofo (De Céu, text. 116); e Agostinho afirma (Do Livre Arbítrio, liv. II, cap. 19) que "as virtudes são bens muito grandes, e ninguém pode usá-las para o mal". Logo, parece que uma virtude não pode ser maior ou menor que outra. **Objeção 3:** Além disso, a quantidade de um efeito mede-se pelo poder do agente. Ora, as virtudes perfeitas, isto é, as infusas, vêm de Deus, cujo poder é uniforme e infinito. Portanto, parece que uma virtude não pode ser maior que outra. **Em contrário,** onde pode haver aumento e maior abundância, pode haver desigualdade. Ora, as virtudes admitem maior abundância e aumento; pois está escrito (Mt. 5,20): "Se a vossa justiça não for mais abundante do que a dos escribas e fariseus, não entrareis no reino dos céus"; e (Pr. 15,5): "Na justiça abundante há a maior força [virtude]". Portanto, parece que uma virtude pode ser maior ou menor que outra. **Respondo que,** quando se pergunta se uma virtude pode ser maior que outra, a questão pode ser tomada em dois sentidos. Primeiro, quanto a virtudes de espécies diferentes. Neste sentido, é claro que uma virtude é maior que outra; pois a causa é sempre mais excelente que seu efeito; e entre os efeitos, os mais próximos da causa são os mais excelentes. Ora, pelo que foi dito acima (Q. 18, a. 5; Q. 61, a. 2), é claro que a causa e raiz do bem humano é a razão. Portanto, a prudência, que aperfeiçoa a razão, supera em bondade as outras virtudes morais, que aperfeiçoam a potência apetitiva, na medida em que participa da razão. E entre estas, uma é melhor que outra, conforme se aproxima mais da razão. Consequentemente, a justiça, que está na vontade, excede as demais virtudes morais; e a fortaleza, que está na parte irascível, está antes que a temperança, que está na concupiscível, a qual tem menor participação da razão, como se diz na Ética, liv. VII, cap. 6. A questão pode ser tomada de outro modo, quanto a virtudes da mesma espécie. Deste modo, segundo o que foi dito acima (Q. 52, a. 1), quando tratamos da intensidade dos hábitos, a virtude pode ser dita maior ou menor de dois modos: primeiro, em si mesma; segundo, quanto ao sujeito que dela participa. Se a considerarmos em si mesma, chamá-la-emos maior ou menor, segundo as coisas a que se estende. Ora, quem tem uma virtude, p. ex., a temperança, a tem em relação a tudo a que a temperança se estende. Mas isso não se aplica à ciência e à arte: porque todo gramático não sabe tudo o que pertence à gramática. E neste sentido os Estóicos disseram bem, como Simplício declara em seu Comentário aos Predicamentos, que a virtude não pode ser mais ou menos, como a ciência e a arte podem; porque a natureza da virtude consiste num máximo. Se, porém, consideramos a virtude quanto ao sujeito, então ela pode ser maior ou menor, seja em relação a diferentes tempos, seja em diferentes homens. Porque um homem é melhor disposto que outro para alcançar o meio da virtude que é definido pela reta razão; e isto, seja por maior habituação, seja por melhor disposição natural, seja por um juízo mais perspicaz da razão, seja ainda por um maior dom da graça, que é dada a cada um "segundo a medida da dádiva de Cristo", como se diz em Ef. 4,9. E aqui erraram os Estóicos, pois sustentavam que nenhum homem deveria ser considerado virtuoso, a menos que estivesse no mais alto grau disposto para a virtude. Porque a natureza da virtude não exige que o homem alcance o meio da reta razão como se fosse um ponto indivisível, como pensavam os Estóicos; mas basta que se aproxime do meio, como se diz na Ética, liv. II, cap. 6. Além disso, uma mesma meta indivisível é alcançada mais de perto e mais facilmente por um do que por outro; como se vê quando vários arcos visam a um alvo fixo. **Resposta à primeira objeção:** Esta igualdade não é de quantidade absoluta, mas de proporção: porque todas as virtudes crescem proporcionalmente no homem, como veremos adiante (a. 2). **Resposta à segunda objeção:** Este "limite" que pertence à virtude pode ter o caráter de algo "mais" ou "menos" bom, das maneiras explicadas acima; pois, como foi dito, não é um limite indivisível. **Resposta à terceira objeção:** Deus não obra por necessidade de natureza, mas segundo a ordem de Sua sabedoria, pela qual concede aos homens várias medidas de virtude, segundo Ef. 4,7: "A cada um de vós [Vulg.: nós] é dada a graça segundo a medida da dádiva de Cristo."

Summa Theologiae — First Part · Article. 1 - Whether one virtue can be greater or less than another? · séc. XIII

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que a gravidade dos pecados não varia segundo a excelência das virtudes a que se opõem, de modo que, a saber, o pecado mais grave se opõe à virtude maior. Pois, segundo Provérbios 15,5: «Na justiça abundante há a maior força.» Ora, como diz Nosso Senhor (Mat. 5,20 e segs.), a justiça abundante refreia a ira, que é pecado menos grave que o homicídio, que a justiça menos abundante refreia. Portanto, o pecado menos grave se opõe à maior virtude. Objeção 2: Ademais, diz-se na Ética ii, 3 que «a virtude se ocupa do difícil e do bem»: donde parece seguir-se que a maior virtude se ocupa do que é mais difícil. Mas é pecado menos grave falhar no que é mais difícil do que no que é menos difícil. Logo, o pecado menos grave se opõe à maior virtude. Objeção 3: Ademais, a caridade é maior virtude que a fé ou a esperança (1 Cor. 13,13). Ora, o ódio que se opõe à caridade é pecado menos grave que a incredulidade ou o desespero, que se opõem à fé e à esperança. Logo, o pecado menos grave se opõe à maior virtude. Ao contrário, o Filósofo diz (Ética 8,10) que o «pior se opõe ao melhor». Ora, no âmbito moral, o melhor é a maior virtude; e o pior é o pecado mais grave. Logo, o pecado mais grave se opõe à maior virtude. Respondo que o pecado se opõe à virtude de dois modos: primeiro, principal e diretamente; a saber, o pecado que versa sobre o mesmo objeto, porque os contrários versam sobre a mesma coisa. Deste modo, o pecado mais grave deve necessariamente opor-se à maior virtude: porque, assim como os graus de gravidade de um pecado dependem do objeto, assim também a grandeza de uma virtude, já que tanto o pecado quanto a virtude recebem sua espécie do objeto, como foi mostrado acima (Q. 60, a. 5; Q. 72, a. 1). Por isso, o maior pecado deve necessariamente opor-se diretamente à maior virtude, como o que está mais afastado dela no mesmo gênero. Segundo, a oposição da virtude ao pecado pode ser considerada quanto a uma certa extensão da virtude em refrear o pecado. Pois quanto maior é uma virtude, mais ela afasta o homem do pecado contrário, de modo que o retira não só desse pecado, mas também de tudo que a ele conduz. E assim é evidente que quanto maior é a virtude, mais ela afasta o homem também dos pecados menos graves: assim como a saúde mais perfeita afasta até mesmo as menores enfermidades. E deste modo, o pecado menos grave se opõe à maior virtude, por parte do efeito desta. Resposta à primeira objeção: Esta consideração leva em conta a oposição que consiste em refrear o pecado; pois assim a justiça abundante coíbe até os pecados menores. Resposta à segunda objeção: A maior virtude, que se ocupa de um bem mais difícil, opõe-se diretamente ao pecado que se ocupa de um mal mais difícil. Pois em cada caso há uma certa superioridade, na medida em que a vontade se mostra mais intensa no bem ou no mal, por não ser vencida pela dificuldade. Resposta à terceira objeção: A caridade não é qualquer amor, mas o amor de Deus: portanto, não é qualquer ódio que se lhe opõe diretamente, mas o ódio de Deus, que é o mais grave de todos os pecados.

Summa Theologiae — First Part · Article. 4 - Whether the gravity of sins depends on the excellence of the virtues to which they are opposed? · séc. XIII

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