Referência

Pr 18, 3

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Autores distintos

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Matos Soares

3O ímpio, depois de ter caído no abismo dos pecados, tudo despreza; porém a ignomínia e o opróbrio o vão seguindo.

Matos Soares · domínio público

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Citações internas

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Trechos em que este versículo aparece citado dentro de outro argumento patrístico.

Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que um homem não pode pecar primeiramente contra o Espírito Santo, sem ter cometido anteriormente outros pecados. Pois a ordem natural requer que se seja movido da imperfeição para a perfeição. Isto é evidente quanto às coisas boas, segundo Provérbios 4,18: «A vereda dos justos, como uma luz resplandecente, vai adiante e cresce até o dia perfeito». Ora, nas coisas más, o perfeito é o maior mal, como diz o Filósofo (Metafísica, V, texto 21). Portanto, sendo o pecado contra o Espírito Santo o pecado mais grave, parece que o homem chega a cometer este pecado cometendo pecados menores. Objeção 2: Além disso, pecar contra o Espírito Santo é pecar por certa malícia, ou por eleição. Ora, o homem não pode fazer isto senão depois de ter pecado muitas vezes; pois o Filósofo diz (É…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 4 · séc. XIII

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São Gregory the Great

Assim como a casa do corpo é uma habitação corporal, assim se torna para cada mente em particular ‘sua própria casa’ aquilo em que ela costuma habitar pelo desejo. E assim ‘não há mais retorno à sua casa’ porque, uma vez entregue o homem às penas eternas, dali em diante não é mais reconduzido para onde se tinha apegado pelo amor. Além disso, pela designação de inferno pode também significar-se o desespero do pecador, do qual diz o Salmista: *No inferno, quem Te confessará?* (Sl 6,6). Donde também está escrito: *Quando o ímpio vem ao abismo dos pecadores, despreza* (Pv 18,3). Ora, todo aquele que se entrega à impiedade, certamente abandona a vida da justiça por uma morte própria. Mas quando um homem, depois do pecado, é ainda mais oprimido por uma montanha de desespero, que mais é isto senã…

São Gregory the Great · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 34 · séc. VII

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que um religioso peca mortalmente sempre que transgride as coisas contidas na sua regra. Porque quebrar um voto é pecado digno de condenação, como se vê em 1 Timóteo 5,11-12, onde o Apóstolo diz que as viúvas que “querem casar têm condenação, porque anularam a primeira fé.” Ora, os religiosos estão vinculados a uma regra pelos votos da sua profissão. Logo, pecam mortalmente transgredindo as coisas contidas na sua regra. Objeção 2: Além disso, a regra é imposta ao religioso do mesmo modo que uma lei. Ora, quem transgride um preceito de lei peca mortalmente. Logo, parece que um monge peca mortalmente se transgride as coisas contidas na sua regra. Objeção 3: Ademais, o desprezo implica pecado mortal. Ora, quem faz repetidamente o que não deve, parece pecar por desprezo. Lo…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 9 · séc. XIII

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São Gregory the Great

Embora possa também ser entendido em outro sentido. Pois, assim como aquele que é mergulhado num poço, fica confinado no fundo dele; assim a mente cairia e permaneceria, por assim dizer, no fundo, se, depois de ter caído uma vez, se confinasse dentro de alguma medida de pecado. Mas quando não pode contentar-se com o pecado em que caiu, enquanto diariamente se precipita em piores ofensas, acha, por assim dizer, nenhum fundo para o poço em que caiu, sobre o qual repousar. Porque haveria um fundo para o poço, se houvesse algum limite para o seu pecado. Donde bem se diz noutro lugar: *Quando o pecador chegou ao mais baixo fundo dos pecados, despreza.* [Prov. 18, 3] Pois põe de parte o retorno, porque não tem esperança de que possa ser perdoado. Mas quando peca ainda mais por desespero, retira,…

São Gregory the Great · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 69 · séc. VII

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