Santo Tomás de Aquino
Objeção 1: Parece que não havia necessidade de uma lei divina. Porque, como foi dito acima (A[2]), a lei natural é uma participação em nós da lei eterna. Ora, a lei eterna é uma lei divina, como também se afirmou acima (A[1]). Logo, não havia necessidade de uma lei divina além da lei natural e das leis humanas dela derivadas. Objeção 2: Além disso, está escrito (Eclo 15,14): «Deixou Deus o homem na mão do seu próprio conselho». Ora, o conselho é um ato da razão, como foi dito acima (Q[14], A[1]). Portanto, o homem foi entregue ao governo da sua razão. Mas um ditame da razão humana é uma lei humana, como se disse acima (A[3]). Logo, não há necessidade de que o homem seja também regido por uma lei divina. Objeção 3: Ademais, a natureza humana é mais bastante a si mesma do que as criaturas…
Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte da Segunda Parte · Art. 4 · séc. XIII
tradução automática