Referência

Sl 148, 6

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Matos Soares

6e estabeleceu-os para sempre, pelos séculos: fixou-lhes uma lei que não passará.

Matos Soares · domínio público

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Citações internas

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que a providência não convém a Deus. Pois a providência, segundo Túlio (De Invent. ii), é uma parte da prudência. Mas a prudência, porque, segundo o Filósofo (Et. vi, 5,9,18), dá bons conselhos, não pode pertencer a Deus, que nunca tem dúvida alguma pela qual deva consultar. Logo, a providência não pode pertencer a Deus. Objeção 2: Além disso, tudo o que está em Deus é eterno. Ora, a providência não é algo eterno, pois se ocupa das coisas existentes que não são eternas, segundo Damasceno (De Fide Orth. ii, 29). Logo, não há providência em Deus. Objeção 3: Ademais, não há nada composto em Deus. Ora, a providência parece ser algo composto, porque inclui tanto o intelecto como a vontade. Logo, a providência não está em Deus. Em contrário, diz-se (Sab. 14,3): "Mas tu, ó Pa…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 1 · séc. XIII

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Santo Tomás de Aquino

Objeção 1: Parece que os contingentes naturais não estão sujeitos à lei eterna. Porque a promulgação é essencial à lei, como acima se disse (Q. 90, Art. 4). Ora, a lei não pode ser promulgada senão a criaturas racionais, às quais é possível fazer uma comunicação. Logo, só as criaturas racionais estão sujeitas à lei eterna; e, consequentemente, os contingentes naturais não estão. Objeção 2: Ademais, "Tudo o que obedece à razão participa de algum modo da razão", como se diz na Ética (liv. I). Mas a lei eterna é o tipo supremo, como acima se disse (Art. 1). Ora, os contingentes naturais de nenhum modo participam da razão, mas são totalmente desprovidos de razão; logo, parece que não estão sujeitos à lei eterna. Objeção 3: Ademais, a lei eterna é eficacíssima. Ora, nos contingentes naturais…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte da Segunda Parte · Art. 5 · séc. XIII

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São Gregory the Great

Acerca da Sua imutabilidade, logo se acrescenta convenientemente: Ninguém pode desviar o Seu pensamento, porque assim como Ele é imutável na Natureza, assim é imutável na Vontade. Porque ‘ninguém desvia o Seu pensamento,’ pois ninguém tem poder para resistir aos Seus juízos secretos. Embora tenha havido pessoas que possam parecer ‘ter desviado o Seu pensamento’, contudo o Seu pensamento interior era este: que eles, orando, tivessem poder para desviar a Sua sentença, e que obtivessem d’Ele o que efetuar com Ele. Diga, pois: e ninguém desvia o Seu pensamento, porque os Seus juízos, uma vez fixados, jamais podem ser alterados. Donde está escrito: Estabeleceu um decreto que não passará. E outra vez: O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não passarão. E outra vez: Porque os Meus pens…

São Gregory the Great · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 46 · séc. VII

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que os contingentes naturais não estão sujeitos à lei eterna. Porque a promulgação é essencial à lei, como se disse acima (Q. 90, A. 4). Ora, a lei não pode ser promulgada senão às criaturas racionais, a quem é possível fazer uma proclamação. Portanto, só as criaturas racionais estão sujeitas à lei eterna; e, consequentemente, os contingentes naturais não. **Objeção 2:** Além disso, "tudo o que obedece à razão participa de algum modo da razão", como se diz na Ética, I. Ora, a lei eterna é o supremo exemplar, como se disse acima (A. 1). Logo, visto que os contingentes naturais de modo algum participam da razão, mas são totalmente destituídos de razão, parece que não estão sujeitos à lei eterna. **Objeção 3:** Além disso, a lei eterna é eficacíssima. Ora, nos continge…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 5 · séc. XIII

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