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Sl 15, 11

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Matos Soares

11Indicar-me-ás as sendas da vida (imortal), a plenitude dos gozos junto de ti, as delicias à tua direita eternamente.

Matos Soares · domínio público

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Citações internas

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Santo Thomas Aquinas

**Objeção 1:** Parece que nenhum prazer é o sumo bem. Porque nada gerado é o sumo bem, pois a geração não pode ser o fim último. Ora, o prazer é consequência da geração; pois o fato de algo se deleitar se deve ao seu estabelecimento na própria natureza, como foi dito acima (Q. 31, A. 1). Logo, nenhum prazer é o sumo bem. **Objeção 2:** Ademais, aquilo que é o sumo bem não pode ser tornado melhor por acréscimo. Ora, o prazer é tornado melhor por acréscimo, pois o prazer juntamente com a virtude é melhor do que o prazer sem virtude. Logo, o prazer não é o sumo bem. **Objeção 3:** Ademais, o que é o sumo bem é universalmente bom, por ser bom por si mesmo; pois o que é tal por si mesmo é anterior e maior do que o que é tal por acidente. Ora, o prazer não é universalmente bom, como foi dito acima (A. 2). Logo, o prazer não é o sumo bem. **Em contrário,** a Felicidade é o sumo bem, pois é o fim da vida do homem. Ora, a Felicidade não é sem prazer; pois está escrito (Sl 15,11): "Encher-me-ás de gozo com a tua face; à tua direita há delícias até ao fim." **Respondo que** Platão não concordou nem com os Estoicos, que afirmavam serem todos os prazeres maus, nem com os Epicureus, que sustentavam serem todos os prazeres bons, mas disse que uns são bons e outros maus; contudo, de modo que nenhum prazer seja o soberano ou sumo bem. Porém, a julgar pelos seus argumentos, ele falha em dois pontos. Primeiro, porque, observando que o prazer sensível e corporal consiste em certo movimento e "devir", como é evidente na saciedade por comer e coisas semelhantes, concluiu que todo prazer provém de algum "devir" e movimento; e disso, sendo o "devir" e o movimento atos de algo imperfeito, seguir-se-ia que o prazer não é da natureza da perfeição última. Mas isto se vê ser evidentemente falso no que respeita aos prazeres intelectuais; pois deleita-se alguém, não apenas no "devir" do conhecimento, por exemplo, quando aprende ou se admira, como foi dito acima (Q. 32, A. 8, ad 2), mas também no ato de contemplar, usando do conhecimento já adquirido. Segundo, porque por sumo bem entendeu ele aquilo que é o bem supremo simpliciter, i.e., o bem como existente separado de tudo o mais e não participado por nada mais, sentido no qual Deus é o Bem Supremo; ao passo que nós falamos do sumo bem nas coisas humanas. Ora, o sumo bem de cada coisa é o seu fim último. E o fim, como foi dito acima (Q. 1, A. 8; Q. 2, A. 7), é duplo; a saber, a própria coisa e o uso dessa coisa; assim, o fim do avarento é ou o dinheiro ou a posse do dinheiro. Por conseguinte, o fim último do homem pode ser dito ser ou Deus, que é o Bem Supremo simpliciter, ou o gozo de Deus, que implica certo prazer no fim último. E neste sentido pode-se dizer que certo prazer do homem é o sumo entre os bens humanos. **Resposta à Objeção 1:** Nem todo prazer provém de um "devir"; pois alguns prazeres resultam de operações perfeitas, como foi dito acima. Portanto, nada impede que algum prazer seja o sumo bem, embora nem todo prazer o seja. **Resposta à Objeção 2:** Este argumento é verdadeiro a respeito do sumo bem simpliciter, por participação do qual todas as coisas são boas; por isso, nenhum acréscimo pode torná-lo melhor; ao passo que, a respeito dos outros bens, é universalmente verdade que qualquer bem se torna melhor pelo acréscimo de outro bem. Além disso, poder-se-ia dizer que o prazer não é algo extrínseco à operação da virtude, mas a acompanha, como se diz na Ética, I, 8. **Resposta à Objeção 3:** Que o prazer seja o sumo bem deve-se não ao simples fato de ser prazer, mas ao fato de ser perfeito repouso no bem perfeito. Por isso, não se segue que todo prazer seja soberanamente bom, ou sequer bom. Assim, uma certa ciência é soberanamente boa, mas nem toda ciência o é.

Summa Theologiae — First Part of the Second Part · Article. 3 - Whether any pleasure is the greatest good? · séc. XIII

tradução automática

Santo Thomas Aquinas

**Objeção 1:** Parece que não era conveniente que Cristo subisse ao céu. Pois o Filósofo diz (Sobre o Céu ii) que "as coisas que estão em estado de perfeição possuem seu bem sem movimento". Ora, Cristo estava em estado de perfeição, visto que é o Sumo Bem quanto à sua natureza divina, e soberanamente glorificado quanto à sua natureza humana. Consequentemente, Ele tem seu bem sem movimento. Mas a ascensão é movimento. Logo, não era conveniente que Cristo subisse. **Objeção 2:** Ademais, tudo o que é movido é movido por causa de algo melhor. Ora, não era algo melhor para Cristo estar no céu do que na terra, porque nada ganhou, nem na alma nem no corpo, por estar no céu. Parece, portanto, que Cristo não deveria ter subido ao céu. **Objeção 3:** Ademais, o Filho de Deus tomou carne humana para nossa salvação. Ora, teria sido mais proveitoso para os homens se Ele tivesse permanecido sempre conosco na terra; assim disse a seus discípulos (Lc 17,22): "Virão dias em que desejareis ver um dia do Filho do homem, e não o vereis". Logo, parece inconveniente que Cristo tenha subido ao céu. **Objeção 4:** Ademais, como diz Gregório (Moral. xiv), o corpo de Cristo não foi de modo algum mudado após a Ressurreição. Ora, Ele não subiu ao céu imediatamente depois de ressurgir, pois disse após a Ressurreição (Jo 20,17): "Ainda não subi para meu Pai". Parece, portanto, que nem depois de quarenta dias deveria ter subido. **Em contrário,** estão as palavras de nosso Senhor (Jo 20,17): "Subo para meu Pai e vosso Pai". **Respondo que:** O lugar deve estar em conformidade com o que nele está contido. Ora, por sua Ressurreição Cristo entrou numa vida imortal e incorruptível. Mas, enquanto nossa morada é de geração e corrupção, o lugar celeste é de incorrupção. E, consequentemente, não era conveniente que Cristo permanecesse na terra após a Ressurreição; mas era conveniente que subisse ao céu. **Resposta à Objeção 1:** Aquilo que é ótimo e possui seu bem sem movimento é o próprio Deus, porque Ele é totalmente imutável, segundo Malaquias 3,6: "Eu sou o Senhor, e não mudo". Mas toda criatura é mutável em algum aspecto, como é evidente por Agostinho (Gen. ad lit. viii). E como a natureza assumida pelo Filho de Deus permaneceu criatura, como fica claro pelo que foi dito acima (Q. 2, a. 7; Q. 16, aa. 8,10; Q. 20, a. 1), não é inconveniente que lhe seja atribuído algum movimento. **Resposta à Objeção 2:** Subindo ao céu, Cristo não adquiriu acréscimo algum de glória essencial, nem no corpo nem na alma; todavia, adquiriu algo quanto à conveniência de lugar, que pertence ao bem-estar da glória: não que seu corpo adquirisse algo de um corpo celeste por via de perfeição ou conservação; mas apenas por uma certa conveniência. Ora, isso de certo modo pertencia à sua glória; e Ele tinha uma certa alegria dessa conveniência, não que então começasse a ter alegria disso quando subiu ao céu, mas que se alegrava com isso de modo novo, como por uma coisa completada. Por isso, sobre o Salmo 15,11: "Na tua destra há delícias perpetuamente", diz a glosa: "Eu me deleitarei em assentar-me junto a Ti, quando for arrebatado da vista dos homens." **Resposta à Objeção 3:** Embora a presença corporal de Cristo tenha sido retirada dos fiéis pela Ascensão, ainda assim a presença de sua Divindade está sempre com os fiéis, como Ele mesmo diz (Mt 28,20): "Eis que estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos". Pois, "subindo ao céu, não abandonou aqueles que adotou", como diz o Papa Leão (De Resurrec. Serm. ii). Ora, a Ascensão de Cristo ao céu, pela qual retirou de nós sua presença corporal, foi mais proveitosa para nós do que sua presença corporal seria. Primeiramente, para aumentar nossa fé, que é de coisas não vistas. Por isso nosso Senhor disse (Jo 16) que o Espírito Santo virá e "convencerá o mundo... a respeito da justiça", isto é, da justiça "dos que creem", como diz Agostinho (Tract. xcv super Joan.): "Pois até mesmo pôr o fiel ao lado do incrédulo é envergonhar o incrédulo"; por isso continua (10): "Porque vou para o Pai, e não me vereis mais" — "Porque 'bem-aventurados os que não veem e creem'. Portanto, é de nossa justiça que o mundo é repreendido: porque 'crereis em mim, a quem não vereis'". Segundamente, para elevar nossa esperança; por isso diz (Jo 14,3): "Se eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estou, vós também estejais". Pois ao colocar no céu a natureza humana que assumiu, Cristo nos deu a esperança de ir para lá; visto que "onde quer que esteja o corpo, ali se ajuntarão as águias", como está escrito em Mateus 24,28. Por isso também está escrito (Mq 2,13): "Subirá aquele que abrirá o caminho diante deles". Terceiramente, para dirigir o fervor de nossa caridade para as coisas celestes. Por isso o Apóstolo diz (Cl 3,1-2): "Buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. Sabei as coisas de cima, não as que são sobre a terra"; porque, como se diz (Mt 6,21): "Onde está o teu tesouro, aí está também o teu coração". E como o Espírito Santo é amor que nos atrai para as coisas celestes, por isso nosso Senhor disse a seus discípulos (Jo 16,7): "Convém-vos que eu vá; porque se eu não for, o Paráclito não virá a vós; mas se eu for, eu vo-lo enviarei". Sobre estas palavras diz Agostinho (Tract. xciv super Joan.): "Não podeis receber o Espírito, enquanto persistirdes em conhecer Cristo segundo a carne. Mas quando Cristo se retirou em corpo, não só o Espírito Santo, mas tanto o Pai como o Filho estavam presentes com eles espiritualmente." **Resposta à Objeção 4:** Embora um lugar celeste conviesse a Cristo quando ressuscitou para a vida imortal, todavia Ele retardou a Ascensão para confirmar a verdade de sua Ressurreição. Por isso está escrito (At 1,3) que "mostrou-se vivo depois de sua paixão com muitas provas, aparecendo-lhes por quarenta dias"; sobre o que a glosa diz: "Porque esteve morto por quarenta horas, durante quarenta dias estabeleceu o fato de estar novamente vivo. Ou os quarenta dias podem ser entendidos como figura deste mundo, no qual Cristo habita em sua Igreja: na medida em que o homem é feito dos quatro elementos, e é advertido a não transgredir o Decálogo."

Summa Theologiae — Third Part (Christology & Sacraments) · Article. 1 - Whether it was fitting for Christ to ascend into heaven? · séc. XIII

tradução automática

Santo Thomas Aquinas

**Objeção 1:** Parece inconveniente que Cristo esteja sentado à destra de Deus Pai. Pois direita e esquerda são diferenças de posição corporal. Ora, nada corpóreo se pode aplicar a Deus, pois «Deus é espírito», como lemos em Jo 4,24. Portanto, parece que Cristo não está sentado à destra do Pai. **Objeção 2:** Além disso, se alguém está sentado à destra de outro, então este outro está sentado à sua esquerda. Logo, se Cristo está sentado à destra do Pai, segue-se que o Pai está sentado à esquerda do Filho; o que é inconveniente. **Objeção 3:** Além disso, sentar-se e estar em pé são opostos. Mas Estêvão (At 7,55) disse: «Eis que vejo os céus abertos, e o Filho do homem em pé à destra de Deus». Portanto, parece que Cristo não está sentado à destra do Pai. **Em contrário,** está escrito no último capítulo de Marcos (16,19): «O Senhor Jesus, depois que lhes falou, foi elevado ao céu, e está sentado à destra de Deus». **Respondo** que a palavra «sentar-se» pode ter duplo significado: a saber, «permanecer», como em Lc 24,49: «Ficai vós na cidade»; e poder real ou judicial, como em Pr 20,8: «O rei, que se assenta no trono do juízo, com seu olhar dissipa todo o mal». Ora, em ambos os sentidos pertence a Cristo estar sentado à destra do Pai. Primeiro, enquanto permanece eternamente imutável na bem-aventurança do Pai, que se chama sua destra, segundo o Sl 15,11: «À tua destra há deleites perpetuamente». Por isso Agostinho diz (De Symb. i): «“Está sentado à destra do Pai”: Sentar-se significa habitar, assim como dizemos de um homem: “Ele se sentou naquela terra por três anos”. Crede, pois, que Cristo habita assim à destra do Pai; pois ele é feliz, e a destra do Pai é o nome de sua bem-aventurança.» Em segundo lugar, diz-se que Cristo está sentado à destra do Pai enquanto reina juntamente com o Pai e tem dele o poder judicial; assim como aquele que está sentado à destra do rei o ajuda no governo e no julgamento. Por isso Agostinho diz (De Symb. ii): «Pela expressão “destra” entende o poder que este Homem, escolhido por Deus, recebeu, para que viesse julgar, ele que antes viera para ser julgado.» **Resposta à primeira objeção.** Como diz Damasceno (De Fide Orth. iv): «Não falamos da destra do Pai como de um lugar, pois como se pode designar um lugar pela sua destra, ele que está acima de todo lugar? Direita e esquerda pertencem às coisas definíveis por limite. Mas chamamos de destra do Pai a glória e a honra da Divindade.» **Resposta à segunda objeção.** O argumento procede se considerarmos corporalmente o estar sentado à destra. Por isso Agostinho diz (De Symb. i): «Se o aceitarmos em sentido carnal, que Cristo está sentado à destra do Pai, então o Pai estará à esquerda. Mas ali» — isto é, na bem-aventurança eterna, «tudo é destra, pois nenhuma miséria ali existe.» **Resposta à terceira objeção.** Como diz Gregório numa Homília sobre a Ascensão (Hom. xxix in Evang.), «é próprio do juiz sentar-se, ao passo que estar em pé é próprio do combatente ou ajudante. Por conseguinte, Estêvão, no trabalho do combate, viu em pé aquele que tinha como ajudante. Mas Marcos o descreve sentado após a Ascensão, porque depois da glória de sua Ascensão ele será visto no fim como juiz.»

Summa Theologiae — Third Part (Christology & Sacraments) · Article. 1 - Whether it is fitting that Christ should sit at the right hand of God the Father? · séc. XIII

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Sl 15, 11 nos Padres da Igreja | Aurea