Referência

Sl 18, 11

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Matos Soares

11são mais para desejar do que o ouro, do que muito ouro refinado, são mais doces do que o mel e o néctar do favo.

Matos Soares · domínio público

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Citações internas

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Trechos em que este versículo aparece citado dentro de outro argumento patrístico.

São Gregory the Great

No rosto costuma mostrar-se o conhecimento. Assim «o rosto do Seu Trono é retido», porque por nós nesta vida a glória do Seu reino não é percebida tão grande como é tida interiormente; «sobre o qual a nuvem» é com razão dita «ser estendida»; porque aquela glória do reino celestial não é vista tal como é. Porque o corpo corruptível oprime a alma; e a tabernáculo terreno pesa sobre a mente que medita muitas coisas. [Sab. 9, 15] E assim, para a vermos, somos salpicados com uma névoa, pois somos escurecidos pela própria nublosidade da nossa ignorância. Donde é dito com razão pelo Salmista: E trevas debaixo dos Seus pés; e cavalgou sobre os Querubins, e voou; voou sobre as asas do vento: fez das trevas o Seu esconderijo. [Sl. 18, 9–11] Pois há «trevas debaixo dos Seus pés», porque por aqueles q…

São Gregory the Great · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 39 · séc. VII

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São Gregory the Great

29. Então verdadeiramente a escuridão mancha o dia, quando o deleite das nossas inclinações é ferido pelos golpes da penitência. Pela escuridão, além disso, podem significar-se os juízos secretos. Pois o que vemos na luz, conhecemos; mas nas trevas ou nada discernimos, ou os nossos olhos se confundem com uma visão incerta. Os decretos secretos são, pois, como uma certa espécie de trevas diante dos nossos olhos, sendo-nos totalmente insondáveis. E por isso está escrito de Deus: *Fez das trevas o seu esconderijo* [Sl. 18, 11]; e bem sabemos que não merecemos o perdão, mas, pela graça de Deus que nos previne, somos libertados dos nossos pecados pelos Seus conselhos secretos. A escuridão, portanto, mancha o dia, quando a alegria da satisfação, que é matéria própria de lágrimas, é, por misericó…

São Gregory the Great · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 29 · séc. VII

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São Gregory the Great

12. Há também outro ‘ocultamento do nosso caminho’. Pois há tempos em que ignoramos se as próprias coisas que cremos fazer retamente são feitas retamente aos olhos do justo Juiz. Porque, como também dissemos muito acima, acontece frequentemente que uma ação nossa, que é causa da nossa condenação, passa entre nós por engrandecimento da virtude. Muitas vezes pelo mesmo ato com que pensamos aplacar o Juiz, Ele é incitado à ira, quando favorável. Como Salomão testemunha, dizendo: *Há um caminho que ao homem parece direito; mas o seu fim são caminhos de morte.* [Prov. 14, 12] Daí, enquanto os santos homens obtêm o domínio sobre seus maus hábitos, as suas próprias boas práticas tornam-se-lhes objeto de temor, para que, quando desejam fazer uma boa ação, não sejam iludidos por uma aparência da co…

São Gregory the Great · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 12 · séc. VII

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São Gregory the Great

28. Pois o Senhor «revela as coisas profundas das trevas», quando manifesta uma sentença clara dos Seus conselhos secretos, de modo a mostrar o que pensa acerca de cada indivíduo. Porque, agora, o Criador vê todas as coisas, e Ele mesmo não é visto nos Seus conselhos, bem diz d'Ele o Salmista: *Fez das trevas o Seu esconderijo* (Sl 18,11). Mas é como se saísse dessas trevas para a luz, quando mostra quais são os Seus pensamentos acerca das ações de cada um. E, quando aquele que estava abatido pelo peso dos seus pecados é levado ao estabelecimento da retidão, ele vê então, pela primeira vez, essa mesma morte em que ia se arruinando, e ao mesmo tempo cego demais para dar conta dela; acrescenta-se levemente: *E traz à luz a sombra da morte*. Pois a «sombra da morte» é a ação má, que é desenha…

São Gregory the Great · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 28 · séc. VII

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São Gregory the Great

Porque que chama ele «as águas» neste lugar senão a ciência; que «nuvens» senão os Pregadores? Pois que na Sagrada Escritura «água» pode ser às vezes um termo usado para a ciência, fomos ensinados por Salomão dando testemunho disso, que diz: As palavras da boca do homem são águas profundas, e a fonte da sabedoria é um ribeiro que corre. [Prov. 18, 4] Que pela água se designa a ciência, o Profeta Davi dá testemunho, dizendo: Água escura nas nuvens do céu, [Sl. 18, 11] i.e., ciência secreta nos Profetas, os quais antes do Advento do Senhor, enquanto, grávidos de sacramentos secretos, traziam em si mistérios infinitos, tinham o seu significado obscurecido aos olhos dos que os viam. Mas pelo nome de «nuvens», que mais se designa neste passo senão os santos Pregadores, i.e., os Apóstolos, os qu…

São Gregory the Great · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 36 · séc. VII

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São Gregory the Great

6. Na Sagrada Escritura, às vezes os Anjos, e às vezes varões de vida perfeita, são chamados ‘varões.’ Pois que um Anjo é por vezes chamado varão, o Profeta Daniel atesta, dizendo: *Eis o varão Gabriel.* E ainda que varões de vida perfeita são chamados pelo nome de varões, a Sabedoria declara nos Provérbios, dizendo: *A vós, ó varões, clamo.* Varões pois cantam ao Senhor, quando ou os espíritos do alto, ou os perfeitos mestres, nos manifestam o Seu poder. Mas contudo a Sua obra não é conhecida, porque sem dúvida mesmo aqueles que O pregam veneram os Seus juízos impenetráveis. Eles, portanto, ao mesmo tempo conhecem Aquele a quem pregam, e todavia não conhecem as Suas obras: porque conhecem, por graça, Aquele por quem foram feitos, mas ainda assim não podem compreender os Seus juízos, que s…

São Gregory the Great · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 6 · séc. VII

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São Gregory the Great

15. Pois estas torrentes na verdade fluem das nuvens; porque, se o poder do entendimento não começasse com os santos Apóstolos, não fluiria mais plenamente pela boca dos mestres. Porque por ‘nuvens’ na Sagrada Escritura, ora se designam os homens volúveis, ora os Profetas, ora os Apóstolos. Pelas nuvens se expressa a volubilidade da mente humana; como diz Salomão: *O que observa o vento, nunca semeará; e o que considera as nuvens, nunca segará.* [Ecl. 11, 4] Ele sem dúvida chama ‘vento’ ao espírito imundo, mas ‘nuvens’ aos homens que lhe estão sujeitos; aos quais ele impele para trás e para diante, cá e lá, tantas vezes quantas as suas tentações alternam nos corações deles pelos sopros das sugestões. Aquele, portanto, que observa o vento, não semeia; pois quem teme as tentações vindouras n…

São Gregory the Great · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 15 · séc. VII

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