Referência

Sl 4, 6

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Matos Soares

6Oferecei sacrifícios justos, e esperai no Senhor.

Matos Soares · domínio público

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Nenhum comentário direto traduzido para este versículo. A Catena Aurea comenta diretamente os quatro Evangelhos; em outros livros, procure principalmente em citações internas.

Citações internas

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Trechos em que este versículo aparece citado dentro de outro argumento patrístico.

São Jerônimo

Dai a César o dinheiro que traz a sua imagem, o qual para ele é arrecadado, e render-vos de boa vontade a Deus, porque a luz do teu rosto, ó Senhor, e não a de César, está estampada sobre nós.

séc. V

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Santo Thomas Aquinas

Objeção 1: Parece que a bondade da vontade humana não depende da lei eterna. Porque uma só coisa tem uma só regra e uma só medida. Ora, a regra da vontade humana, da qual depende sua bondade, é a reta razão. Logo, a bondade da vontade não depende da lei eterna. Objeção 2: Ademais, “a medida é homogênea com a coisa medida” (Metaf. X, 1). Ora, a lei eterna não é homogênea com a vontade humana. Portanto, a lei eterna não pode ser a medida da qual depende a bondade da vontade humana. Objeção 3: Ademais, a medida deve ser certíssima. Ora, a lei eterna nos é desconhecida. Logo, não pode ser a medida da qual depende a bondade de nossa vontade. Em sentido contrário, diz Agostinho (Contra Fausto, XXII, 27) que “o pecado é um fato, palavra ou desejo contra a lei eterna”. Ora, a maldade da vontade é a raiz do pecado. Logo, pois a maldade é contrária à bondade, a bondade da vontade depende da lei eterna. Respondo que, sempre que muitas causas estão subordinadas umas às outras, o efeito depende mais da primeira causa do que da segunda, pois a segunda causa só age em virtude da primeira. Ora, da lei eterna, que é a Razão Divina, é que a razão humana é a regra da vontade humana, da qual a vontade humana tira sua bondade. Donde está escrito (Sl 4,6-7): “Muitos dizem: Quem nos mostrará os bens? O lume do teu rosto, Senhor, está assinalado sobre nós”; como se dissesse: “O lume de nossa razão é capaz de nos mostrar os bens e guiar nossa vontade, na medida em que é o lume (isto é, derivado) do teu rosto.” É, portanto, evidente que a bondade da vontade humana depende da lei eterna muito mais do que da razão humana; e, quando falha a razão humana, devemos recorrer à Razão Eterna. Resposta à objeção 1: Uma só coisa não tem várias medidas próximas; mas pode ter várias medidas, se uma estiver subordinada à outra. Resposta à objeção 2: A medida próxima é homogênea com a coisa medida; a medida remota não o é. Resposta à objeção 3: Embora a lei eterna nos seja desconhecida segundo o que está na Mente Divina, todavia, ela se torna conhecida de nós de algum modo, ou pela razão natural, que dela deriva como sua imagem própria, ou por alguma espécie de revelação adicional.

Summa Theologiae — First Part of the Second Part · Article. 4 - Whether the goodness of the will depends on the eternal law? · séc. XIII

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