Referência

Sl 46, 10

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Autores distintos

1

Matos Soares

10Os príncipes dos povos reuniram-se com o povo do Deus de Abraão. Com efeito, de Deus são os grandes da terra; ele é imensamente excelso.

Matos Soares · domínio público

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Citações internas

5

Trechos em que este versículo aparece citado dentro de outro argumento patrístico.

São Gregório Magno

Demais, descansam os que se portam bem no poder, porque preferem depor, por intervalos, o ruído dos negócios terrenos por amor de Deus, para que, enquanto os objetos baixos incessantemente ocupam a mente, ela não se aparte totalmente dos altos. Pois sabem que nunca pode ser elevada às coisas superiores se continuamente se ocupa nas inferiores com cuidado e preocupação tumultuosos; pois que lucraria a mente acerca de Deus no meio dos negócios, a qual, mesmo quando ociosa, com dificuldade se esforça por apreender algo que Lhe diga respeito? E bem disse o Salmista: Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus. Pois quem se descuida de se aquietar diante de Deus, pelo seu próprio juízo esconde de seus olhos a luz da visão de Deus. Por isso também é declarado por Moisés que os peixes que não têm barbat…

São Gregório Magno · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 19 · séc. VII

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São Gregório Magno

55. E é muito digno de observação que aquele que “põe a cabeça sobre uma pedra” é quem vê os Anjos em seu sono, certamente porque essa mesma pessoa, descansando das obras exteriores, penetra as verdades interiores, que com a mente intenta, que é o princípio governante do homem, olha para a imitação do seu Redentor. Pois “pôr a cabeça sobre uma pedra” é aderir a Cristo em espírito. Porque aqueles que se retiram da esfera de ação desta vida, mas a quem nenhum amor transporta para o alto, podem ter sono, mas nunca podem ver os Anjos, porque desprezam manter a cabeça sobre uma pedra. Pois há alguns que fogem, na verdade, dos negócios do mundo, mas não se exercem em nenhuma virtude. Esses, de fato, dormem por entorpecimento, não por sério propósito, e por isso nunca contemplam as coisas interio…

São Gregório Magno · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 55 · séc. VII

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São Gregório Magno

57. Mas nisto é sobre tudo necessário saber, que as composições das almas são infinitamente variadas umas das outras; porque há algumas de tal inatividade de espírito, que, se os trabalhos dos afazeres lhes sobrevêm, sucumbem logo ao princípio da sua obra; e há outras tão inquietas, que, se têm cessação do labor, só têm pior labor, porquanto estão sujeitas a piores tumultos de mente, na medida em que têm mais tempo e liberdade para os seus pensamentos. Donde convém que nem a mente tranquila se abra em demasia no imoderado exercício das obras, nem a mente inquieta se restrinja na devoção à contemplação. Porque muitas vezes aqueles que poderiam ter contemplado a Deus no sossego caíram, sobrecarregados de negócios; e muitas vezes aqueles que poderiam viver proveitosamente ocupados no serviço…

São Gregório Magno · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 57 · séc. VII

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São Gregório Magno

68. Pois que é designado pelo nome de mar senão a amarga inquietação das mentes mundanas, que, enquanto se chocam umas com as outras em inimizades alternadas, se arremessam juntas como ondas que se encontram? Pois a vida das pessoas mundanas é chamada com razão «mar»; porque, enquanto é agitada pelas tempestuosas comoções das ações, está separada da tranquilidade e constância da Sabedoria interior. Ao contrário do qual bem diz o Profeta: Sobre quem repousará o Meu Espírito, senão sobre o humilde e quieto, e que treme diante das Minhas palavras? [Isaías 66, 2] Mas das mentes terrenas o Espírito foge tanto mais quanto mais não encontra repouso nelas. Pois é por isso que se diz de alguns pelo Salmista: Quebrantamento e infelicidade há nos seus caminhos, e não conheceram o caminho da paz. [Sal…

São Gregório Magno · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 68 · séc. VII

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São Gregório Magno

Somos, pois, daí, somos daí compelidos a considerar que, porque se diz que fumo sai das suas narinas, mesmo antes de aparecer abertamente, o que ele obra diariamente nos corações dos homens pelo fumo do seu hálito pestilento. Porque, como também dissemos acima, a vista dos olhos é debilitada pelo fumo, com razão se diz que fumo sai das narinas daquele por cujas inspirações daninhas surge um pensamento maligno nos corações dos homens, pelo qual a agudeza da mente é embotada, de modo que a luz interior não é vista. Porque ele expele, por assim dizer, trevas das suas narinas, porque, das suas astutas inspirações, acumula nos corações dos réprobos o calor de muitos pensamentos, oriundos do amor desta vida temporal. E multiplica, por assim dizer, nuvens [‘globos’] de fumo, porque aglomera na me…

São Gregório Magno · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 63 · séc. VII

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