Referência

Sl 72, 3

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Autores distintos

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Matos Soares

3porque tive inveja dos ímpios, ao observar a prosperidade dos pecadores.

Matos Soares · domínio público

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Citações internas

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Trechos em que este versículo aparece citado dentro de outro argumento patrístico.

Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que o zelo não é efeito do amor. Porque o zelo é princípio de contenda; donde está escrito (1 Cor 3,3): «Visto que entre vós há zelo [‘inveja’ na versão de Douai] e contenda», etc. Ora, a contenda é incompatível com o amor. Logo, o zelo não é efeito do amor. **Objeção 2:** Além disso, o objeto do amor é o bem, que se comunica a outros. Ora, o zelo opõe-se à comunicação, pois parece ser efeito do zelo que um homem recuse partilhar com outrem o objeto do seu amor; assim, diz-se que os maridos têm ciúmes [zelare] de suas esposas, porque não as querem partilhar com outros. Logo, o zelo não é efeito do amor. **Objeção 3:** Além disso, não há zelo sem ódio, como também não há sem amor; pois está escrito (Sl 72,3): «Tive zelo por ocasião dos ímpios.» Portanto, não deve ser…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte da Segunda Parte · Art. 4 · séc. XIII

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Santo Tomás de Aquino

Parece que a inveja não é pecado mortal. Pois, sendo a inveja uma espécie de tristeza, é uma paixão do apetite sensitivo. Ora, não há pecado mortal na sensualidade, mas somente na razão, como declara Agostinho (De Trin. xii, 12) [*Cf. I-II, Q[74], A[4]]. Logo, a inveja não é pecado mortal. Ademais, não pode haver pecado mortal em crianças. Mas pode haver inveja nelas, pois Agostinho diz (Confiss. i): "Eu mesmo vi e conheci uma criancinha invejosa; ainda não falava, mas empalidecia e olhava amargamente para seu irmão de leite." Logo, a inveja não é pecado mortal. Ademais, todo pecado mortal é contrário a alguma virtude. Ora, a inveja é contrária, não a uma virtude, mas à {nemesis}, que é uma paixão, segundo o Filósofo (Rhet. ii, 9). Logo, a inveja não é pecado mortal. Ao contrário, está…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Segunda Parte da Segunda Parte · Art. 3 · séc. XIII

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São Gregory the Great

Muitas vezes na Sagrada Escritura, pelo título de “montes”, se designa a altivez dos Pregadores. Deles diz o Salmista: Os montes receberão paz para o teu povo [Sl 72,3]. Pois os Eleitos Pregadores da Pátria eterna não são injustamente chamados “montes”, porque pela altivez das suas vidas deixam os baixos vales das regiões terrenas e são aproximados do céu. Ora, a “Verdade” “removeu os montes” quando retirou os santos Pregadores da obstinação da Judeia. Donde também bem diz o Salmista: Os montes serão transportados para o meio do mar [Sl 46,2]. Pois “os montes foram removidos para o meio do mar” quando os Apóstolos, na sua pregação, repelidos pela incredulidade da Judeia, vieram ao entendimento dos gentios. Donde eles mesmos dizem nos Actos: Era necessário que a palavra vos fosse primeirame…

São Gregory the Great · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 6 · séc. VII

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Santo Tomás de Aquino

**Objeção 1:** Parece que o zelo não é efeito do amor. Porque o zelo é começo de contenda; donde está escrito (1 Cor 3,3): «Porquanto há entre vós zelo (Douay: ‘inveja’) e contenda», etc. Mas a contenda é incompatível com o amor. Logo, o zelo não é efeito do amor. **Objeção 2:** Além disso, o objeto do amor é o bem, que se comunica a outros. Ora, o zelo é oposto à comunicação; pois parece efeito do zelo que um homem recuse compartilhar o objeto do seu amor com outrem: assim se diz que os maridos têm ciúmes (zelare) de suas esposas, porque não as querem compartilhar com outros. Logo, o zelo não é efeito do amor. **Objeção 3:** Ademais, não há zelo sem ódio, como também não o há sem amor; pois está escrito (Sl 72,3): «Tive zelo por causa dos ímpios.» Portanto, não se deve atribuí-lo como e…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 4 · séc. XIII

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