Referência

Rm 10, 14

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Matos Soares

14Como invocarão, pois, aquele em quem não creram (ainda)? Ou como crerão naquele, de quem não ouviram falar? E como ouvirão, sem haver quem lhes pregue?

Matos Soares · domínio público

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Nenhum comentário direto traduzido para este versículo. A Catena Aurea comenta diretamente os quatro Evangelhos; em outros livros, procure principalmente em citações internas.

Citações internas

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Trechos em que este versículo aparece citado dentro de outro argumento patrístico.

Santo Agostinho

Quem é tão louco a ponto de dizer com Maniqueu, que é uma fé fraca não crer em Cristo sem testemunha; enquanto o Apóstolo diz: «Como crerão naquele de quem não ouviram? E como ouvirão sem pregador?» Para que aquelas coisas que foram pregadas pelo Apóstolo não fossem desprezadas, nem tidas por fábulas, prova-se que foram preditas pelos Profetas. Pois ainda que atestadas por milagres, não faltariam homens que as atribuíssem todas ao poder mágico, se tais sugestões não fossem vencidas pelo testemunho adicional da profecia. Porque ninguém poderia supor que, muito antes de nascer, Ele tivesse suscitado por magia profetas para profetizarem d'Ele. Pois se dissermos a um gentio: «Crê em Cristo que Ele é Deus», e ele responder: «De onde é que hei de crer n'Ele?», poderíamos alegar a autoridade dos Profetas. Se ele recusar assentimento a isso, estabelecemos a sua credibilidade por terem predito coisas futuras, e essas coisas terem verdadeiramente acontecido. Suponho que ele não poderia deixar de saber quão grandes perseguições a religião cristã sofreu outrora da parte dos Reis deste mundo; veja ele agora esses mesmos Reis submetendo-se ao reino de Cristo, e todas as nações servindo ao mesmo; todas essas coisas os Profetas predisseram. Ele, então, ouvindo estas coisas das Escrituras dos Profetas, e vendo-as cumpridas por toda a terra, seria movido à fé.

Cont. Faust. · Cont. Faust., 12, 45, and 13, 7 · séc. V

tradução automática

Santo Thomas Aquinas

**Tradução do texto para o português brasileiro (pt-BR):** **Objeção 1:** Parece que o homem não é obrigado a crer em algo explicitamente. Pois ninguém é obrigado a fazer o que não está em seu poder. Ora, não está no poder do homem crer em algo explicitamente, porque está escrito (Rm 10,14-15): «Como crerão naquele de quem não ouviram? E como ouvirão sem pregador? E como pregarão se não forem enviados?» Logo, o homem não é obrigado a crer em algo explicitamente. **Objeção 2:** Ademais, assim como pela fé somos dirigidos a Deus, assim também o somos pela caridade. Ora, o homem não é obrigado a guardar os preceitos da caridade, bastando que esteja pronto para cumpri-los, como se evidencia pelo preceito de Nosso Senhor (Mt 5,39): «Se alguém te ferir numa face, oferece-lhe também a outra», e outros semelhantes, segundo a exposição de Agostinho (Sobre o Sermão do Senhor no Monte, XIX). Portanto, também o homem não é obrigado a crer em algo explicitamente, bastando que esteja pronto para crer em tudo o que Deus propuser para ser crido. **Objeção 3:** Além disso, o bem da fé consiste na obediência, segundo Rm 1,5: «Para a obediência da fé entre todas as nações.» Ora, a virtude da obediência não exige que o homem guarde certos preceitos fixos, mas basta que seu ânimo esteja pronto para obedecer, conforme Sl 118,60: «Estou pronto e não estou perturbado; para guardar os teus mandamentos.» Logo, parece que também para a fé basta que o homem esteja pronto para crer em tudo o que Deus possa propor, sem crer em nada explicitamente. **Em contrário,** está escrito (Hb 11,6): «Aquele que se aproxima de Deus deve crer que Ele existe e é recompensador dos que o buscam.» **Respondo:** Os preceitos da Lei, que o homem é obrigado a cumprir, dizem respeito aos atos das virtudes que são meios para alcançar a salvação. Ora, um ato de virtude, como foi dito acima (I-II, Q. 60, A. 5), depende da relação do hábito com seu objeto. Além disso, duas coisas podem ser consideradas no objeto de qualquer virtude: aquilo que é o objeto próprio e direto dessa virtude, e aquilo que é acidental e consequente ao objeto propriamente dito. Assim, pertence própria e diretamente ao objeto da fortaleza enfrentar os perigos da morte e investir contra o inimigo com perigo para si mesmo, em prol do bem comum; mas que, numa guerra justa, um homem esteja armado, ou fira outro com sua espada, e assim por diante, reduz-se ao objeto da fortaleza, mas indiretamente. Portanto, assim como um ato virtuoso é exigido para o cumprimento de um preceito, também é necessário que o ato virtuoso termine em seu objeto próprio e direto; por outro lado, o cumprimento do preceito não exige que um ato virtuoso termine naquelas coisas que têm uma relação acidental ou secundária com o objeto próprio e direto dessa virtude, exceto em certos lugares e em certos tempos. Devemos, portanto, dizer que o objeto direto da fé é aquilo pelo qual o homem se torna um dos bem-aventurados, como foi dito acima (Q. 1, A. 8); enquanto o objeto indireto e secundário compreende todas as coisas que nos são transmitidas por Deus na Sagrada Escritura, por exemplo, que Abraão teve dois filhos, que Davi foi filho de Jessé, e assim por diante. Por conseguinte, quanto aos pontos ou artigos primários da fé, o homem é obrigado a crer neles, assim como é obrigado a ter fé; mas quanto aos outros pontos da fé, o homem não é obrigado a crer neles explicitamente, mas apenas implicitamente, ou a estar pronto para crer neles, na medida em que está preparado para crer em tudo o que está contido nas Divinas Escrituras. Só então é obrigado a crer em tais coisas explicitamente, quando lhe é claro que estão contidas na doutrina da fé. **Resposta à Objeção 1:** Se entendermos que estão no poder do homem apenas aquelas coisas que podemos fazer sem o auxílio da graça, então somos obrigados a fazer muitas coisas que não podemos fazer sem o auxílio da graça curativa, como amar a Deus e ao próximo, e igualmente crer nos artigos da fé. Mas com o auxílio da graça podemos fazer isso, pois esse auxílio «a quem é dado do alto, é dado misericordiosamente; e a quem é negado, é justamente negado, como castigo de um pecado anterior, ou ao menos original», como afirma Agostinho (Sobre a Correção e a Graça, V-VI; cf. Ep. CXC; Sobre a Predestinação dos Santos, VIII). **Resposta à Objeção 2:** O homem é obrigado a amar de modo definido aquelas coisas amáveis que são própria e diretamente os objetos da caridade, a saber, Deus e o próximo. A objeção se refere àqueles preceitos da caridade que pertencem, como consequência, aos objetos da caridade. **Resposta à Objeção 3:** A virtude da obediência reside, propriamente falando, na vontade; por isso, a prontidão da vontade sujeita à autoridade basta para o ato de obediência, porque é o objeto próprio e direto da obediência. Mas este ou aquele preceito é acidental ou consequente a esse objeto próprio e direto.

Summa Theologiae — Second Part of the Second Part · Article. 5 - Whether man is bound to believe anything explicitly? · séc. XIII

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Santo Thomas Aquinas

Objeção 1: Parece que a incredulidade não é pecado. Pois todo pecado é contrário à natureza, como Damasc

Summa Theologiae — Second Part of the Second Part · Article. 1 - Whether unbelief is a sin? · séc. XIII

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Rm 10, 14 nos Padres da Igreja | Aurea