Referência

Rm 11, 33

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Matos Soares

33O profundidade das riquezas da sabedoria e da ciência de Deus! Quão incompreensíveis são os seus juízos e imperscrutáveis os seus caminhos!

Matos Soares · domínio público

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Citações internas

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Trechos em que este versículo aparece citado dentro de outro argumento patrístico.

Santo Tomás de Aquino

Excertos de Tomás de Aquino, Suma Teológica — Primeira Parte, Artigo 1 — Se em Deus há ciência? [*Scientia]. Objeção 1: Parece que em Deus não há ciência. Pois a ciência é um hábito; e o hábito não pertence a Deus, visto que é o meio entre a potência e o ato. Logo, em Deus não há ciência. Objeção 2: Além disso, como a ciência versa sobre conclusões, é uma espécie de conhecimento causado por outra coisa, que é o conhecimento dos princípios. Ora, nada é causado em Deus; portanto, a ciência não está em Deus. Objeção 3: Além disso, todo conhecimento é universal ou particular. Mas em Deus não há universal nem particular (Q[3], A[5]). Logo, em Deus não há ciência. Em contrário, diz o Apóstolo: «Ó profundidade das riquezas da sabedoria e da ciência de Deus!» (Rm 11,33). Respondo que em Deus…

Santo Tomás de Aquino · Suma Teológica — Primeira Parte · Art. 1 · séc. XIII

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São Gregory the Great

7. Esses mesmos segredos da sua Sabedoria, poucos têm força para investigar, e nenhum homem tem força para descobrir; porque é certissimamente justo que aquilo que é ordenado não injustamente sobre nós, e a nosso respeito, pela imortal Sabedoria, nos seja oculto enquanto estamos em estado mortal. Mas contemplar esses mesmos segredos da sua Sabedoria é de certo modo já contemplar o poder da sua natureza incompreensível, porque embora falhemos na própria investigação dos seus conselhos secretos, contudo por essa mesma falha aprendemos mais perfeitamente a quem devemos temer. Paulo se esforçara por alcançar esses segredos daquela sabedoria, quando disse: *Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria como da ciência de Deus! Quão inescrutáveis são os seus juízos, e insondáveis os seus camin…

São Gregory the Great · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 7 · séc. VII

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São Gregory the Great

13. O nosso Criador costuma interrogar-nos de três modos: quando nos fere com a severidade da vara e mostra quão grande paciência ou existe em nós ou nos falta. Ou quando ordena certas coisas que nos desagradam e desvenda a nossa obediência ou desobediência. Ou nos revela algumas verdades ocultas e outras esconde, e nos dá a conhecer a medida da nossa humildade. Pois Ele nos interroga pelo flagelo, quando assalta com aflições a mente que Lhe esteve devidamente sujeita num tempo de tranquilidade. Como o mesmo Jó é louvado pelo testemunho do seu Juiz e, contudo, é entregue aos golpes do açoitador, para que a sua paciência fosse tanto mais verdadeiramente manifestada quanto mais severamente havia sido examinada. Mas Ele nos interroga ao ordenar coisas difíceis, como Abraão é mandado sair da s…

São Gregory the Great · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 13 · séc. VII

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São Gregory the Great

Porque me lembro que já muitas vezes ensinei que 'águas' se tomam pelos povos. Mas por 'pedra', pela sua mesma dureza, os povos gentios são às vezes designados. Pois eles próprios adoravam pedras. E destes se diz pelo Profeta: Tornem-se semelhantes a eles os que os fazem, e todos os que neles confiam. [Sl 115,8] Donde João, vendo que os Judeus se gloriavam na sua linhagem, e prevendo que os Gentios passariam para a linhagem de Abraão, pelo conhecimento da fé, diz: Não penseis dizer dentro de vós: Temos Abraão por pai; porque eu vos digo que Deus pode destas pedras suscitar filhos a Abraão. [Mt 3,9] Chamando certamente 'pedras' aos Gentios, que estavam endurecidos na incredulidade. Porque, tendo Judéia crido primeiro em Deus, permanecendo todo o mundo gentio na obstinação da sua incredulida…

São Gregory the Great · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 56 · séc. VII

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São Gregory the Great

Porque o olho da mente humana não penetra de modo algum a incompreensibilidade do juízo divino, como que por ter sido lançado sobre ela um véu da nossa ignorância. Pois está escrito: Os teus juízos são um grande abismo. [Sl 36,6] Ninguém procure, pois, investigar porque, quando um é rejeitado, outro é escolhido, ou porque, quando um é escolhido, outro é rejeitado, porque a superfície do abismo se gelou, e, como Paulo testemunha, os Seus juízos são inescrutáveis, e os Seus caminhos insondáveis. [Rm 11,33] [INTERPRETAÇÃO MÍSTICA]

São Gregory the Great · Morals on the Book of Job (Moralia in Job) · Paragraph 57 · séc. VII

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