Referência

Rm 3, 8

Veja onde esta passagem aparece no corpus patrístico disponível.

Trechos nesta página

4

Comentários diretos

0

Autores distintos

1

Matos Soares

8E porque e que (como dizem caluniosamente de nós, como alguns afirmam que nós dizemos) não havemos de fazer o mal para que venham bens? Destes é justa a condenação.

Matos Soares · domínio público

Levar para o chatEntre na conta para conversar com os Padres a partir deste versículo.
Dossiês doutrinaisQuando um versículo abre um tema maior, o próximo passo é seguir por um dossiê temático.

Comentário direto

0

Trechos em que os Padres comentam diretamente esta passagem ou o seu contexto imediato.

Nenhum comentário direto traduzido para este versículo. A Catena Aurea comenta diretamente os quatro Evangelhos; em outros livros, procure principalmente em citações internas.

Citações internas

4

Trechos em que este versículo aparece citado dentro de outro argumento patrístico.

Santo Thomas Aquinas

Objeção 1: Parece que se não deve deixar de corrigir alguém por temor de que se torne pior. Pois o pecado é fraqueza da alma, segundo o Sl 6,3: «Tende piedade de mim, Senhor, porque sou fraco.» Ora, quem tem a cargo um enfermo não deve cessar de cuidar dele, ainda que seja rebelde ou desdenhoso, porque então o perigo é maior, como no caso dos alienados. Muito mais, portanto, se deve corrigir um pecador, por mal que ele o receba. Objeção 2: Além disso, segundo Jerônimo, as verdades vitais não devem ser omitidas por causa do escândalo. Ora, os mandamentos de Deus são verdades vitais. Logo, como a correção fraterna é objeto de preceito, como se disse acima (A[2]), parece que não deve ser omitida por temor de escandalizar a pessoa a ser corrigida. Objeção 3: Ademais, segundo o Apóstolo (Rm 3,8), não devemos fazer o mal para que venha o bem. Portanto, do mesmo modo, o bem não deve ser omitido para que o mal não sobrevenha. Ora, a correção fraterna é uma coisa boa. Logo, não deve ser omitida por medo de que a pessoa corrigida se torne pior. Em contrário, está escrito (Pr 9,8): «Não repreendas ao escarnecedor, para que não te aborreça», onde uma glosa nota: «Não deves temer que o escarnecedor te insulte quando o repreendes; antes deves ter em mente que, fazendo com que te aborreça, podes fazê-lo pior.» Portanto, deve-se omitir a correção fraterna, quando tememos que possamos tornar um homem pior. Respondo que, como se disse acima (A[3]), a correção do malfeitor é dupla. Uma, que pertence aos prelados, e é ordenada ao bem comum, tem força coercitiva. Tal correção não deve ser omitida por temor de que a pessoa corrigida se perturbe, tanto porque, se não quiser emendar-se por vontade própria, deve ser levada a cessar de pecar pela punição, como porque, se for incorrigível, o bem comum é assim salvaguardado, pois se observa a ordem da justiça, e outros são dissuadidos pelo fato de um ser feito exemplo. Portanto, um juiz não desiste de proferir sentença de condenação contra um pecador, por medo de perturbá-lo ou a seus amigos. A outra correção fraterna é ordenada à emenda do malfeitor, a quem não coage, mas apenas admoesta. Consequentemente, quando se julga provável que o pecador não aceitará a admoestação e se tornará pior, tal correção fraterna deve ser omitida, porque os meios devem ser regulados segundo as exigências do fim. Resposta à primeira objeção: O médico usa de força para com o alienado, que não quer submeter-se ao seu tratamento; e isto pode ser comparado à correção administrada pelos prelados, que tem poder coercitivo, mas não à simples correção fraterna. Resposta à segunda objeção: A correção fraterna é objeto de preceito enquanto é um ato de virtude, e será um ato virtuoso enquanto proporcionado ao fim. Consequentemente, sempre que é um obstáculo ao fim, por exemplo, quando um homem se torna pior por meio dela, já não é uma verdade vital, nem é objeto de preceito. Resposta à terceira objeção: Tudo o que é ordenado ao fim torna-se bom por ser ordenado ao fim. Portanto, sempre que a correção fraterna impede o fim, a saber, a emenda de nosso irmão, já não é boa, de modo que, quando tal correção é omitida, o bem não é omitido para que o mal não sobrevenha.

Summa Theologiae — Second Part of the Second Part · Article. 6 - Whether one ought to forbear from correcting someone, through fear lest he become worse? · séc. XIII

tradução automática

Santo Thomas Aquinas

**Objeção 1:** Parece lícito ao homem matar-se a si mesmo. Pois o homicídio é pecado enquanto contrário à justiça. Mas ninguém pode cometer injustiça contra si mesmo, como se prova na Ética, V, 11. Logo, ninguém peca matando-se a si mesmo. **Objeção 2:** Além disso, é lícito a quem exerce autoridade pública matar os malfeitores. Ora, quem exerce autoridade pública é às vezes um malfeitor. Logo, pode licitamente matar-se a si mesmo. **Objeção 3:** Além disso, é lícito ao homem sofrer espontaneamente um perigo menor para evitar um maior: assim, é lícito cortar um membro corrupto, mesmo de si mesmo, para salvar todo o corpo. Ora, às vezes um homem, matando-se, evita um mal maior, por exemplo, uma vida infeliz ou a vergonha do pecado. Logo, um homem pode matar-se. **Objeção 4:** Além disso, Sansão matou-se, conforme se narra em Juízes 16, e, contudo, é contado entre os santos (Heb. 11). Logo, é lícito ao homem matar-se. **Objeção 5:** Além disso, narra-se (2 Mac. 14,42) que um certo Rázias se matou, "preferindo morrer nobremente a cair nas mãos dos ímpios e sofrer ultrajes indignos de seu nobre nascimento". Ora, nada do que se faz nobre e corajosamente é ilícito. Logo, o suicídio não é ilícito. **Ao contrário,** diz Agostinho (De Civ. Dei I, 20): "Donde se segue que as palavras 'Não matarás' se referem à morte de um homem — não de outro homem; portanto, nem a ti mesmo. Pois quem se mata, não mata senão um homem." **Respondo que** é absolutamente ilícito matar-se a si mesmo, por três razões. Primeiro, porque cada coisa naturalmente ama a si mesma, resultando que cada coisa naturalmente se conserva no ser e resiste à corrupção quanto pode. Portanto, o suicídio é contrário à inclinação da natureza e à caridade pela qual cada homem deve amar a si mesmo. Logo, o suicídio é sempre pecado mortal, como contrário à lei natural e à caridade. Segundo, porque toda parte, como tal, pertence ao todo. Ora, todo homem é parte da comunidade e, como tal, pertence à comunidade. Logo, matando-se, ele prejudica a comunidade, como declara o Filósofo (Ética, V, 11). Terceiro, porque a vida é dom de Deus ao homem e está sujeita ao Seu poder, que mata e faz viver. Portanto, quem tira a própria vida peca contra Deus, assim como quem mata o escravo de outro peca contra o senhor daquele escravo, e como quem usurpa para si o julgamento de uma matéria que não lhe foi confiada. Pois pertence apenas a Deus pronunciar a sentença de morte e de vida, segundo Deuteronômio 32,39: "Eu matarei e eu farei viver." **Resposta à primeira objeção:** O homicídio é pecado, não só por ser contrário à justiça, mas também por ser oposto à caridade que um homem deve ter para consigo mesmo: nesse aspecto, o suicídio é pecado em relação a si mesmo. Em relação à comunidade e a Deus, é pecaminoso também por sua oposição à justiça. **Resposta à segunda objeção:** Quem exerce autoridade pública pode licitamente matar um malfeitor, pois pode julgá-lo. Mas ninguém é juiz de si mesmo. Por isso, não é lícito a quem exerce autoridade pública matar-se a si mesmo por qualquer pecado que seja; embora possa licitamente submeter-se ao julgamento de outrem. **Resposta à terceira objeção:** O homem é feito senhor de si mesmo através do seu livre-arbítrio: portanto, pode licitamente dispor de si mesmo quanto àquelas coisas que pertencem a esta vida, que é governada pelo livre-arbítrio do homem. Mas a passagem desta vida para outra mais feliz está sujeita não ao livre-arbítrio do homem, mas ao poder de Deus. Logo, não é lícito ao homem tirar a própria vida para passar a uma vida mais feliz, nem para escapar de qualquer infelicidade desta vida presente, porque o último e mais temível mal desta vida é a morte, como afirma o Filósofo (Ética, III, 6). Portanto, infligir a morte a si mesmo para escapar das outras aflições desta vida é adotar um mal maior para evitar um menor. Da mesma forma, é ilícito tirar a própria vida por causa de um pecado cometido, tanto porque, ao fazê-lo, se causa a si mesmo um gravíssimo dano, privando-se do tempo necessário para a penitência, quanto porque não é lícito matar um malfeitor senão por sentença da autoridade pública. Também é ilícito a uma mulher matar-se para evitar ser violada, porque não deve cometer sobre si mesma o gravíssimo pecado do suicídio para evitar o pecado menor de outrem. Pois ela não comete pecado ao ser violada pela força, desde que não consinta, porque "sem o consentimento da mente não há mancha no corpo", como declarou a Bem-aventurada Luzia. Ora, é evidente que a fornicação e o adultério são pecados menos graves do que tirar a vida de um homem, especialmente a própria vida: pois este é gravíssimo, porque se lesa a si mesmo, a quem se deve o maior amor. Além disso, é perigosíssimo, pois não resta tempo para expiá-lo pela penitência. Também não é lícito a ninguém tirar a própria vida por medo de consentir no pecado, porque "não se deve fazer o mal para que venha o bem" (Rom. 3,8) ou para evitar o mal, especialmente se o mal for de pequena monta e incerto, pois é incerto se alguém consentirá futuramente em um pecado, já que Deus pode livrar o homem do pecado sob qualquer tentação. **Resposta à quarta objeção:** Como diz Agostinho (De Civ. Dei I, 21), "nem mesmo Sansão deve ser desculpado por ter-se esmagado juntamente com seus inimigos sob as ruínas da casa, a não ser que o Espírito Santo, que operara muitos milagres por meio dele, lhe tivesse ordenado secretamente que o fizesse". Ele atribui a mesma razão no caso de certas santas mulheres que, no tempo da perseguição, tiraram a própria vida e que são comemoradas pela Igreja. **Resposta à quinta objeção:** Pertence à fortaleza que o homem não recue diante de ser morto por outrem, pelo bem da virtude e para evitar o pecado. Mas que um homem tire a própria vida para evitar males penais tem, na verdade, uma aparência de fortaleza (por essa razão, alguns, entre os quais Rázias, se mataram pensando agir por fortaleza), contudo não é verdadeira fortaleza, mas antes fraqueza de alma incapaz de suportar os males penais, como declaram o Filósofo (Ética, III, 7) e Agostinho (De Civ. Dei 22,23).

Summa Theologiae — Second Part of the Second Part · Article. 5 - Whether it is lawful to kill oneself? · séc. XIII

tradução automática

Santo Thomas Aquinas

**Objecção 1:** Parece que uma criança pode ser baptizada enquanto ainda está no ventre de sua mãe. Pois o dom de Cristo é mais eficaz para a salvação do que o pecado de Adão para a condenação, como diz o Apóstolo (Rom. 5:15). Ora, uma criança enquanto ainda está no ventre de sua mãe está sob sentença de condenação por causa do pecado de Adão. Por muito mais razão, portanto, pode ser salva mediante o dom de Cristo, que é concedido pelo Baptismo. Logo, uma criança pode ser baptizada enquanto ainda está no ventre de sua mãe. **Objecção 2:** Além disso, uma criança, enquanto ainda no ventre de sua mãe, parece ser parte de sua mãe. Ora, quando a mãe é baptizada, tudo o que está nela e é parte dela é baptizado. Portanto, parece que, quando a mãe é baptizada, a criança em seu ventre é baptizada. **Objecção 3:** Além disso, a morte eterna é um mal maior do que a morte do corpo. Ora, de dois males, deve-se escolher o menor. Se, portanto, a criança no ventre da mãe não pode ser baptizada, seria melhor que a mãe fosse aberta, e a criança retirada à força e baptizada, do que a criança ser eternamente condenada por morrer sem o Baptismo. **Objecção 4:** Além disso, acontece às vezes que alguma parte da criança sai primeiro, como lemos em Gn. 38:27: "No próprio parto dos infantes, um estendeu a mão, sobre a qual a parteira atou um fio escarlate, dizendo: Este sairá primeiro. Mas ele, recolhendo a mão, o outro saiu." Ora, algumas vezes, em tais casos, há perigo de morte. Portanto, parece que essa parte deveria ser baptizada, enquanto a criança ainda está no ventre de sua mãe. **Em contrário,** diz Agostinho (Ep. ad Dardan.): "Ninguém pode nascer segunda vez se primeiro não nascer." Ora, o Baptismo é uma regeneração espiritual. Logo, ninguém deve ser baptizado antes de nascer do ventre. **Respondo que:** É essencial ao Baptismo que alguma parte do corpo da pessoa baptizada seja de algum modo lavada com água, pois o Baptismo é uma espécie de lavagem, como foi dito acima (Q[66], A[1]). Ora, o corpo de um infante, antes de nascer do ventre, não pode de modo algum ser lavado com água; a menos que, porventura, se diga que a água baptismal, com a qual o corpo da mãe é lavado, atinge a criança enquanto ainda está no ventre de sua mãe. Mas isto é impossível: tanto porque a alma da criança, para cuja santificação o Baptismo é ordenado, é distinta da alma da mãe; como porque o corpo do infante animado já está formado e, consequentemente, distinto do corpo da mãe. Portanto, o Baptismo que a mãe recebe não transborda para a criança que está em seu ventre. Donde diz Agostinho (Cont. Julian. vi): "Se o que é concebido dentro de uma mãe pertencesse a seu corpo, de modo a ser considerado parte dele, não baptizaríamos um infante cuja mãe, por perigo de morte, foi baptizada enquanto o trazia em seu ventre. Visto que, então, ele," isto é, o infante, "é baptizado, certamente não pertencia ao corpo da mãe enquanto estava no ventre." Segue-se, portanto, que uma criança não pode de modo algum ser baptizada enquanto está no ventre de sua mãe. **Resposta à Objecção 1:** As crianças enquanto no ventre da mãe ainda não saíram para o mundo para viver entre outros homens. Consequentemente, não podem estar sujeitas à acção do homem, de modo a receber o sacramento, por mão de homem, para a salvação. Podem, contudo, estar sujeitas à acção de Deus, em cuja presença vivem, de modo a, por uma espécie de privilégio, receber a graça da santificação; como foi o caso daqueles que foram santificados no ventre. **Resposta à Objecção 2:** Um membro interno da mãe é algo dela por continuidade e união material da parte com o todo; ao passo que uma criança enquanto no ventre de sua mãe é algo dela por estar unida a ela, e contudo distinta dela. Portanto, não há comparação. **Resposta à Objecção 3:** Não devemos "fazer o mal para que venha o bem" (Rom. 3:8). Logo, é errado matar uma mãe para que seu filho seja baptizado. Se, todavia, a mãe morrer enquanto a criança vive ainda em seu ventre, ela deve ser aberta para que a criança seja baptizada. **Resposta à Objecção 4:** A menos que a morte seja iminente, deve-se esperar até que a criança tenha saído completamente do ventre antes de baptizá-la. Se, porém, a cabeça, na qual os sentidos estão radicados, aparecer primeiro, ela deve ser baptizada, em caso de perigo; nem deve ser baptizada novamente, se o nascimento perfeito se seguir. E, aparentemente, o mesmo deveria ser feito em casos de perigo, não importa que parte do corpo apareça primeiro. Mas como nenhuma das partes exteriores do corpo pertence à sua integridade no mesmo grau que a cabeça, alguns sustentam que, sendo a questão duvidosa, sempre que qualquer outra parte do corpo tiver sido baptizada, a criança, quando tiver ocorrido o nascimento perfeito, deve ser baptizada com a forma: "Se não estás baptizado, eu te baptizo," etc.

Summa Theologiae — Third Part (Christology & Sacraments) · Article. 11 - Whether a child can be baptized while yet in its mother's womb? · séc. XIII

tradução automática

Santo Thomas Aquinas

Objeção 1: Parece que a cegueira e a dureza de coração são sempre ordenadas para a salvação daqueles que são cegos e endurecidos. Pois Agostinho diz (*Enchiridion* xi) que “assim como Deus é sumamente bom, de modo nenhum permitiria que o mal fosse feito, se não pudesse tirar algum bem de todo mal”. Muito mais, portanto, ordena para algum bem o mal do qual Ele mesmo é causa. Ora, Deus é causa da cegueira e da dureza de coração, como foi dito acima (A[3]). Logo, elas são ordenadas para a salvação daqueles que são cegos e endurecidos. Objeção 2: Além disso, está escrito (Sb 1,13) que “Deus não tem prazer na destruição do ímpio [*Vulg.: ‘Deus não fez a morte, nem se alegra na perdição dos vivos.’]” Ora, Ele pareceria ter prazer na sua destruição, se não convertesse a cegueira deles em proveito próprio; assim como um médico pareceria ter prazer em torturar o doente, se não pretendesse curá-lo ao receitar-lhe um remédio amargo. Portanto, Deus converte a cegueira em proveito daqueles que são cegos. Objeção 3: Além disso, “Deus não faz acepção de pessoas” (At 10,34). Ora, Ele ordena a cegueira de alguns para a sua salvação, como no caso de alguns judeus, que foram cegados para não crerem em Cristo e, por não crerem, matá-Lo, e depois foram tomados de compunção e convertidos, como narra Agostinho (*De Quaest. Evang.* iii). Portanto, Deus converte toda cegueira para o bem espiritual daqueles que são cegos. Objeção 4: Por outro lado, segundo Rm 3,8, não se deve fazer o mal para que venha o bem. Ora, a cegueira é um mal. Logo, Deus não cega alguns para o bem deles. Respondo que a cegueira é como que um preâmbulo do pecado. Ora, o pecado tem uma dupla relação – uma diretamente, a saber, para a condenação do pecador – outra, por razão da misericórdia ou providência de Deus, a saber, para que o pecador seja curado, na medida em que Deus permite que alguns caiam em pecado, para que, reconhecendo seu pecado, se humilhem e se convertam, como diz Agostinho (*De Nat. et Grat.* xxii). Portanto, a cegueira, por sua própria natureza, é ordenada para a condenação daqueles que são cegos; por isso é considerada um efeito da reprovação. Mas, pela misericórdia de Deus, a cegueira temporária é ordenada medicinalmente para o bem espiritual daqueles que são cegos. Essa misericórdia, porém, não é concedida a todos os que são cegos, mas somente aos predestinados, para os quais “todas as coisas cooperam para o bem” (Rm 8,28). Portanto, quanto a alguns, a cegueira é ordenada para sua cura; mas quanto a outros, para sua condenação; como diz Agostinho (*De Quaest. Evang.* iii). Resposta à Objeção 1: Todo mal que Deus faz, ou permite que seja feito, é ordenado para algum bem; porém nem sempre para o bem daqueles em quem está o mal, mas às vezes para o bem de outros, ou de todo o universo: assim Ele ordena o pecado dos tiranos para o bem dos mártires, e o castigo dos perdidos para a glória da sua justiça. Resposta à Objeção 2: Deus não tem prazer na perda do homem, quanto à perda em si mesma, mas por razão da sua justiça, ou do bem que resulta da perda. Resposta à Objeção 3: O fato de Deus ordenar a cegueira de alguns para o seu bem espiritual é devido à sua misericórdia; mas o fato de a cegueira de outros ser ordenada para a sua perda é devido à sua justiça; e que Ele conceda a sua misericórdia a alguns, e não a todos, não faz de Deus um aceitador de pessoas, como foi explicado na I Parte, Q[23], A[5], ad 3. Resposta à Objeção 4: O mal de culpa não deve ser feito para que venha o bem; mas o mal de castigo deve ser infligido por causa do bem.

Summa Theologiae — First Part of the Second Part · Article. 4 - Whether blindness and hardness of heart are directed to the salvation of those who are blinded and hardened? · séc. XIII

tradução automática
Rm 3, 8 nos Padres da Igreja | Aurea